1 de Dezembro de 2009

Desabafo

Entra-se e sente-se o peso desmesurado a espalmar-nos contra um chão sujo, não pelo aspecto higiénico, mas pelos passos de gente suja que o pisa.
O ar é irrespirável, sulfuroso, e parece não se mover há décadas.
É como se o ar fosse o elemento contaminador de tudo, como se fosse ele que descaracteriza as personalidades que o inalam e exalam vezes sem conta, o mesmo ar, vezes sem conta, dentro e fora, dentro e fora.
Aquele ar já passou pelas entranhas de todos, a cada inalação é como se sentíssemos as entranhas deste e daquele a espalharem-se por nós dentro.
É nojento, é angustiante, pior que isso é triste, muito muito triste.
É uma tristeza que vem de dentro, não é algo visível, palpável, não é como ver um amigo ou ente querido morto, é pior, é sentir que somos nós que estamos mortos, mortos por dentro, e pior que tudo isso, sem direito ao descanso que os mortos têm.
Ser morto sem sossego e ter de viver morto com os olhos abertos e sentir tudo isto é tortuoso, é indigno e é a pior forma de morrer vivendo.

29 de Novembro de 2009

Agostinho da Silva


"A liberdade que há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto à noite"

27 de Novembro de 2009

Sisters of Mercy - Dominion

26 de Novembro de 2009

Exposição Luiz Pacheco na BNP.

A não perder, a exposição que começa hoje, sobre a vida e obra do Poeta Luiz Pacheco na Biblioteca Nacional de Portugal.
Poeta, editor e crítico literário, Luiz Pacheco foi acima de tudo, um desalinhado, que se autoclassificou literáriamente como "neo-abjeccionista", apesar da sua proximidade com a corrente surrealista.
Criou a editora Contraponto, onde publicou, entre outros, escritores como Mário Cesariny, António Maria Lisboa e Natália Correia.


25 de Novembro de 2009

Espírito Natalício

24 de Novembro de 2009

Verde sim, mas não violento.

A dependência energética mundial, do chamado Ouro Negro, levou a que durante os últimos dois Séculos, assistíssemos ao constante despoletar de verdadeiras Guerras do Petróleo.
Agora que esse recurso tende a escassear, e o mundo se vira para as chamadas energias alternativas, poderemos entrar na era das Guerras Verdes.
A verdade é que as energias alternativas que por agora se perfilam como as mais viáveis são, também elas, dependentes de alguns elementos naturais que tenderão a rarear, caso comecem a ser explorados a ritmos galopantes como aconteceu com o petróleo.
A indústria automóvel aposta nos carros eléctricos, que são movidos a baterias de Lítio. Ora, o Lítio é também ele um elemento natural raro, e ainda por cima, com as suas maiores fontes de exploração localizadas em dois países com um passado de guerra entre eles. Estou a falar das grandes minas de Lítio existentes no Deserto de Atacama, e que estão em território Chileno e Boliviano.
A Água pode ser outro dos elementos naturais a desencadear conflitos. Hoje em dia 1,1 mil milhões de pessoas não tem acesso directo a água potável, e os estudos apontam para um agravamento significativo destes números.
Os Biocombustiveis, bem como as tecnologias de utilização limpa do carvão, são fontes de consumo de água em doses brutais, agravando assim o cenário de eventuais lutas pelo controlo e poder da Água.
Também a energia Nuclear tem ganho a simpatia de muitos, dado que é uma energia isenta de emissões e energeticamente muito eficiente. Uma tonelada métrica de Urânio produz a mesma quantidade de energia que 3.600 toneladas métricas de Petróleo. As novas centrais apresentam níveis de segurança muito superiores e os desastres como o de Chernobyl, parecem não se vir a repetir. O problema coloca-se com os resíduos radioactivos que estas centrais produzem, e que podem ser (já são) alvo da cobiça países e de grupos terroristas internacionais, que pretendem ter acesso a matérias-primas, como o urânio empobrecido, que lhes permitam a fabricação de armamento nuclear.
Como é bom de ver, há que avançar sem dúvida para as energias alternativas, mas tendo o cuidado de não se cair em erros que no passado nos trouxeram até ao estado actual.
Verde sim, mas não violento !

23 de Novembro de 2009

3 em 1 ecológico.

Hoje vou tentar fazer aqui um post que seja um verdadeiro 3 em 1 em termos ecológicos.
Fim de semana, ar livre, preservação da natureza, passeio, saúde, paisagem bonita, eis o cocktail que proponho para o próximo dia 29 de Novembro.
Como ?
É simples, no próximo dia 29 de Novembro, o grupo de trabalho do projecto "Os pequenos florestadores", levará a cabo uma acção de voluntariado popular, na Arriba Fóssil da Costa de Caparica, com o objectivo de controlar as espécies invasoras (Chorão e Acácia) e a plantação de árvores autóctenes (Carrasco, Pinheiro Manso, Aroeira e Medronheiro), nesta maravilhosa paisagem da nossa Costa.
Os detalhes desta acção, poderão ser consultados no blog FlorestadoInterior , o qual desde já recomendo a todos quantos prezem a boa informação sobre questões ambientais (aqui está a 1ª parte do meu 3 em 1).
Será uma óptima oportunidade de passar uma boa manhã em contacto com a natureza e favorecendo dessa forma a sua saúde (2ª parte do 2 em 1) e, "last but not least", estará a contribuir para a sustentabilidade na nossa Casa Terra (3 em 1, certo ?).

20 de Novembro de 2009

Tracy Chapman & BB King The Thrill Has Gone



19 de Novembro de 2009

Novas oportunidades para empresários ?

Com a crise como pano de fundo, têm-se multiplicado os estudos que visam compreender as razões que colocam Portugal cada vez mais na cauda da UE, em termos de competitividade.
Muitos desses estudos, identificaram a falta de qualificações académicas dos trabalhadores, como sendo um dos maiores motivadores da falta de competitividade Portuguesa.
Mas então, o que dizer do estudo efectuado por por Renato Carmo, investigador do ISCTE, em relação às habilitações literárias dos nossos empresários ?
Os números apurados por este investigador mostram que, quase 23% dos nossos empresários tem apenas a 1ª classe e que mais de 20% tem apenas o 9º ano.
Se calhar estava na hora do nosso Governo criar um programa "Novas Oportunidades para Empresários", não ?

18 de Novembro de 2009

Lição de Economia.

Numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista russo entra no foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pega na chave e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.

O dono do hotel pega na nota e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel onde tinha uma dívida de 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.

Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.


ESTÁ PERCEBIDO COMO É QUE A COISA FUNCIONA?!...