31 de dezembro de 2011

Para 2012 ...

Peço, tão somente, que a beleza da letra desta canção se torne na mais profunda das realidades da vida, não só a nível nacional, mas a nível mundial.



Bem hajam todos vós.

Abraço.

27 de dezembro de 2011

Sobreiro, símbolo nacional.

Agora, para além da bandeira nacional e do hino nacional, também o (magnífico) sobreiro passa a ser um dos símbolos nacionais (ver aqui).
Iniciativa acertada esta, mas que de nada valerá se a mesma se ficar apenas pelo "show-off" e pelos logótipos que irão criar para assinalar esta iniciativa.
Sobreiro como símbolo nacional, sim, mas com iniciativas e criação/aplicação de (mais) legislação que permita não só a sua preservação, mas acima de tudo, a sua expansão.
Tal como no passado já aqui referi, o sobreiro é uma mais valia nacional que, devidamente protegido e explorado, nos tem para oferecer sustentabilidade ecológica e financeira.

Não será, com certeza, com esta morosidade na justiça e com a mesma a fazer vista grossa aos poderosos que delapidam o, agora símbolo nacional, sobreiro, que este se tornará no verdadeiro "ouro" nacional a que parece destinado.

23 de dezembro de 2011

Carta ao Pai Natal.

Querido Pai Natal, se a memória não me atraiçoa, a última vez que te enviei uma cartinha foi já há 35 anos atrás (depois do Mário Soares assumir a Governação deixei de acreditar em ti ... desculpa !).
Mas este ano o desespero é tão grande que não vejo outra solução que não seja recorrer aos teus serviços (e contactos) para me ajudares a passar melhor a quadra Natalícia e a encarar o ano de 2012 com alguma coragem.

Como deves compreender, 35 anos sem te pedir nada, fazem com que os meus pedidos deste ano sejam, digamos assim, grandotes.
Espero que entendas a minha situação e que correspondas ás expectativas que deposito na tua pessoa.

Vamos lá então :

Querido Pai Natal, peço-te que tenhas paciência, muita, mas mesmo muita paciência, e que expliques o seguinte aos nossos Governantes.

1) A dívida Portuguesa deverá ser renegociada, quer no tempo, bem como nas taxas de juro aplicadas.

2) Não deveremos privatizar o sector empresarial do Estado, porque com isso estaremos a hipotecar o futuro do País, e aí sim, o pagamento da dívida é pouco mais que uma miragem.

3) Explica aos nossos governantes, que as relações históricas que Portugal tem com África, Brasil, China e Índia (todas elas economias emergentes) deverão, agora mais que nunca, servir para cativar investimentos (nos dois sentidos) que permitirão a revitalização da economia Portuguesa.

4) Sendo Portugal o País da UE com melhores relações com estas economias emergentes, a nossa postura na UE deve ser de "peito aberto" e nunca de "parente pobre" aceitando que nos diminuam e nos ridicularizem nas negociações. No futuro, a necessidade da UE em negociar com estas economias será cada vez maior, e Portugal deverá assumir o papel principal nas relações da UE com estes países.

5) A posição geo-estratégica de excelência que Portugal detém em termos Europeus (somos a porta de entrada de mais de 80% dos produtos que chegam ou saem da Europa por tráfego marítimo), deverá ser aproveitada ao máximo, através da construção de grandes plataformas nos Portos de Sines e de Aveiro, o que nos daria, assim, um verdadeiro monopólio neste negócio de muitos e muitos milhões.

6) A criação destas infra-estrutras, e a sua mais que certa rentabilização, poderiam ser usadas precisamente como "moeda de troca" no abatimento da nossa dívida, através da assinatura de protocolos (que favoreçam Portugal, e não que o prejudiquem como até aqui) que possbilitassem "descontos" aos países da UE que delas usufruíssem e com esses "descontos" a resultarem em abatimento da nossa dívida.

7) A revitalização do nosso sector das pescas é uma necessidade premente e inadiável. Somos o País da UE com maior frente marítima e consequentemente teremos de assumir, de vez, o papel de maiores fornecedores de peixe à UE.

8) A nossa Agricultura deverá ser repensada e revitalizada. Não temos território que nos permita produzir em quantidade, mas temos um clima e terrenos que nos permitem produzir com grande qualidade. Os mercados hoje em dia absorvem dois tipos de produtos.
O produto normalizado produzido em grande quantidade e a preços baixos, e o produto de grande qualidade (dito Gourmet) produzido em pouca quantidade e a preços elevados. É precisamente neste segundo tipo de produtos que Portugal pode e deve investir.
Exemplos ?
Cereja do Fundão; Maçãs e Pêras do Oeste; Laranjas Algarvias; Vinho de Norte a Sul do Pais; Espargos, Cogumelos e Trufas dos nossos Montados de Sobro; Mel; etc. etc. etc.

Bom, querido Pai Natal, tinha muito mais coisas para te pedir, mas por esta altura acredito que, das duas uma, ou já te deixaste dormir a ler este minha carta, ou estás aflito a pensar que não vais ser capaz de cumprir a preceito as tarefas que aqui te encomendo.
Se for esse o caso, deixo-te aqui uma dica :

- Destitui o Governo, e entrega-o a uma "rapaziada" que tem sede partidária ali na Soeiro Pereira Gomes. Vais ver que nunca mais te escrevo !

21 de dezembro de 2011

Regresso ... triste regresso.

Eu bem que queria regressar com outro ânimo, com outra disposição, mas a verdade é que a cada dia que passa a busca por esses estados de espírito torna-se, irremediavelmente, numa guerra perdida.
Confesso, que nem nos piores cenários que por ventura tenha traçado no passado, quando ficou claro que o PSD de Passos Coelho e o CDS de Paulo Portas iriam ganhar as eleições, eu alguma vez supus que pudéssemos ser confrontados com aquilo a que hoje estamos sujeitos.
Há uma sensação tão grande de desgosto, de desesperança, de desespero, que nos leva a temer que, ao acordar, no dia seguinte, novas medidas surjam no nosso quotidiano e que nos reduzam ainda mais a ténue esperança de que as maldades, as atrocidades, o ataque cego e maléfico deste Governo tenham, finalmente, cessado.

É impressionante e, infelizmente histórico, aquilo que se passa actualmente em Portugal e que, chamo a particular atenção de todos vós, não está a acontecer em  mais nenhum país da UE, nem sequer na Grécia (informem-se bem e verão que somos os únicos a sofrerem tão violentos ataques por parte do Governo). Falo, obviamente, das políticas de austeridade que surgem diariamente e em catadupa e que nos empurram a passos largos para uma existência em tudo semelhante àquela que alguns povos experimentaram aquando da Revolução Industrial, onde as pessoas trabalhavam entre 12 a 18 horas por dia e recebiam por isso uma fatia de broa e uma malga de vinho. É para aí que caminhamos, não tenham disso dúvida alguma, e quanto mais tarde acordarem para essa realidade, mais complicado é tentar inverter este rumo.
E o que mais me impressiona, é precisamente o estado letárgico em que os Portugueses parecem ter mergulhado, permitindo que tudo isto aconteça sem esboçarem qualquer tipo de reacção verdadeiramente activa, verdadeiramente audaz, arrojada e capaz de meter em sentido quem nos dizima enquanto povo, enquanto seres humanos, a cada dia que passa.

Hoje, chegámos ao cúmulo de ver um membro do PSD, o Dr. Paulo Rangel, sugerir a criação duma Agência nacional para quem queira emigrar.
Sabem qual foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando li a entrevista a este energúmeno ?
Os comboios carregados de Judeus, empilhados uns em cima dos outros, que os levavam para Auschwitz.
Assim querem estes Srs. fazer connosco. Criar aí uma Agência (que dará tacho a mais uns quantos amigos) que frete uns comboios que sairão de Santa Apolónia ou da Campanhã carregados de miseráveis Portugueses, que levarão consigo apenas a roupa que têm no corpo e dispostos a aceitar qualquer malga de vinho e um naco de broa que lhes engane a fome.

Meus caros, estamos perante uma situação limite, estamos na iminência de fazer história pela negativa, tornando-nos na primeira nação que desaparecerá do mapa enquanto tal.

Em Democracia, podemos e devemos lutar pelos nossos direitos sempre dentro dos limites que essa mesma Democracia estabelece.
Uma vez fora dela, como é o caso actual, toda e qualquer forma de luta é aceitável e bem vinda.

E mais não digo ...

11 de dezembro de 2011

Pausa.


Se é verdade que o que não falta são motivos para escrever posts atrás de posts, não é menos verdade que estou a atravessar uma fase em que me falta a vontade e a pachorra para escrever.
Cansaço ?
Talvez, não sei. Em mais de 2 anos de Blogue a verdade é que nunca tal me havia acontecido.
Se calhar está na hora de fazer uma pausa, para carregar baterias.
Não querendo simplesmente parar sem dar cavaco àqueles que habitualmente me seguem, deixo aqui este meu ... desabafo, digamos assim, esperando que entendam esta minha paragem.

O mais certo, é que muito rapidamente surja um assunto que de imediato me devolva as ganas de vir aqui a correr, escrever e dizer de minha justiça.
Mas até lá, olha ... peço desculpa, mas vou recolher-me um bocadinho. Mais vale regressar cheio de força do que andar aqui a escrever por obrigação e sem daí retirar o prazer que isto me dá, e sem conseguir fazer passar as mensagens que gosto passar.

Até já !

7 de dezembro de 2011

Pensamentos.

Orgulho. Eis um sentimento que evito a todo o custo e que me causa grande repulsa, o que me deixa, uma vez mais, em verdadeiro contra-ciclo com a sociedade actual e o seu modo de viver, o seu modo de estar.
Se alguém fez algo que lhe trouxe algum reconhecimento, lá surge, alto e bom som, a famosa frase “orgulho-me muito de ter feito isso”.
Se o filho entrou para Medicina, lá está, “tenho muito orgulho no meu filho”.
Se o seu clube de coração ganhou o campeonato, lá vem, “tenho muito orgulho em ser do …”.

A simples necessidade das pessoas manifestarem o seu orgulho a terceiros é, só por si, o sinal mais claro e evidente de que há ali uma grande e desmesurada dose de vaidade, uma grande e desmesurada necessidade de afirmação pessoal e social e de superiorização em relação aos demais.
O orgulho é, por isso, a mais básica forma de demonstração de vaidade, de inveja e tentativa de superiorização sobre o seu igual, e isso é, a meu ver, uma das características mais negativas que podemos ver no ser humano.
Vivemos hoje numa sociedade de vaidades, numa sociedade de imagem, numa sociedade onde o “parecer que” vale mais que o “ser”, quando o objectivo principal devia ser o da satisfação, da alegria e da vontade de progredir e fazer progredir, movidos por aquilo que efectivamente somos, e não por aquilo que gostaríamos que os outros pensassem ou imaginassem que somos.

Se alguém fez um trabalho que lhe trouxe reconhecimento, o seu primeiro sentimento deveria ser o da satisfação e da realização pessoal por tal feito, e nunca a necessidade de correr a gritar ao mundo “olhem para mim, foi eu que fiz isto. Tenho muito orgulho nisso”.
Se o filho se tornou Médico, ou um génio da Ciência, ou seja lá o que for que lhe traga conforto e qualidade de vida, a alegria dos pais deveria ser o sentimento dominante, deveriam sentir a satisfação plena do dever cumprido. Mas não, a primeira coisa a fazer é pedir ao filhinho o diploma de curso para emoldurar e colocar no hall de entrada para que todos os que lá vão a casa sejam imediatamente bombardeados com o orgulho daqueles pais.

É triste que uma sociedade inteira troque os mais nobres e reconfortantes sentimentos, como a alegria, a satisfação, a realização pessoal, no fundo o prazer de viver, pela necessidade exacerbada e extrema de se mostrarem, de se evidenciarem, de se superiorizarem aos demais.
E talvez isto, esta pequena curiosidade linguística a que aqui me refiro e que esconde por detrás de si mesma toda uma cadeia de sentimentos e de formas de ser e de estar, ajude a explicar o porquê de termos chegado ao triste estado de fraco desenvolvimento cívico, social e humano a que chegámos.

6 de dezembro de 2011

Itália, a antítese Lusa.

No actual panorama político Europeu, ficou ontem bem claro que a realidade Italiana é uma verdadeira antítese da realidade Portuguesa.

Enquanto eles têm uma Minstra das Finanças que chora,



nós temos um Ministro das Finanças que nos faz chorar.

4 de dezembro de 2011

Vaselina em queda.

Ao que parece, e de acordo com a notícia de hoje do CM, o lema do Parque de Diversões Opczono na Polónia passou a ser

"No parque de diversões escorrega melhor"


Segundo fonte fidedigna, parece que a notícia está a gerar um profundo mau estar junto dos produtores de Vaselina, que vêem assim as suas vendas bastante afectadas.

1 de dezembro de 2011

Dose dupla.

Joe Bonamassa, o menino prodígio da guitarra que aos oito anos de idade já chamava a si a atenção do "Pai" dos Blues actuais, B.B. King, cresceu e tornou-se em muito mais que uma esperança, sendo hoje uma certeza do panorama musical dos Blues.
Com uma carreira construida de forma sustentada, Bonamassa é hoje um dos nomes mais importantes da nova geração dos Blues.
Apaixonado que sou pelo Blues, hoje deixo-vos aqui, em dose dupla, o som e o estilo (já) inconfundivel de Bonamassa. Num primeiro vídeo (muito bem conseguido, diga-se) interpretando um tema seu "Stop", e no segundo vídeo (uma autêntica prova de fogo à sua capacidade musical), num duo com o meu músico preferido, Mr. Eric (Slow Hands) Clapton, tocando o antiguinho "Further on up the road".





29 de novembro de 2011

Forças de Segurança ?

Passados que estão 5 dias das grandes manifestações do passado dia 24, quero aqui voltar ao tema, desta vez motivado pela actuação de alguns elementos das forças de segurança.
Forças de Segurança, tal como o nome indica, são as organizações que têm como missão proteger e garantir a lei, a ordem e a segurança pública, num Estado.
Ora, perante isto, a questão que coloco é a seguinte :

- Agentes não uniformizados, vulgo à paisana, e sem qualquer distintivo que os identifique enquanto elementos das forças de segurança, que se misturam com os manifestantes ao longo do trajecto que estes cumpriam na manifestação, e que depois são eles mesmos, os tais agentes à paisana, que provocam escaramuças de forma a gerar a desordem, para passarem a intervir com o uso da força e das armas (um cassetete é uma arma) carregando violenta e indiscriminadamente sobre as pessoas que se manifestavam de forma ordeira, estão a agir de forma adequada enquanto elementos duma força de segurança ?

Parece-me que a resposta a esta questão é demasiado óbvia.

O que já não se me afigura tão óbvio, é tentar entender o que motiva um agente duma força de segurança, que é um funcionário público, que viu os seus vencimentos e as suas regalias serem tão drasticamente cortados pelas políticas deste governo, aceitar o papel de cão-de-fila que esse mesmo Governo lhe reservou, e obedecer-lhe de forma tão cega.

Entenderá esse elemento duma força de segurança que a obediência canina que presta a esse dono, molestando violentamente os seus iguais, lhe devolverá aquilo que o mesmíssimo dono lhe acabou de retirar, em termos de salários e de regalias ?

Confesso que de há muito tempo a esta parte o meu respeito pelas forças de segurança deste país tem decrescido a olhos vistos, mas até aqui ainda fazia um esforço para tentar entender e encontrar algumas atenuantes para a incorrecta forma de agir destas mesmas forças.
Neste momento, encontro apenas três explicações para esta forma de ser e de estar dos elementos das nossas forças de segurança, e que são as seguintes :

1 - As nossas forças de segurança são, na sua maioria, servidas por um conjunto de indivíduos de fraco nível intelectual.

2 – As nossas forças de segurança são, na sua maioria, servidas por um conjunto de indivíduos incompetentes e de fraquíssimo carácter, que encontraram ali, naquele “empregozinho do estado”, a única forma de poderem ganhar um salário que lhes permita a sobrevivência.

3 – Como atenuante aos dois pontos anteriores, cumpre-me reconhecer que, também na sua maioria, estes agentes das forças de segurança incorrem muitas vezes em actos menos correctos e inadequados às suas funções por se encontrarem em avançado estado de embriaguez. E aqui, a culpa acaba por não poder ser totalmente atribuída a eles, mas sim a quem legisla e permite que, em (praticamente) todas as instalações destas mesmas forças de segurança existam bares onde são vendidas, sem qualquer tipo de restrição, bebidas alcoólicas a agentes que se encontram de serviço. Algo totalmente inaceitável, em especial porque se tratam das unidades de trabalho daqueles a quem confiamos a nossa segurança.

Nada como desinvestir na Educação e embriagar as forças de segurança para fazer perpetuar no tempo e com toda a pujança o regime vigente.

27 de novembro de 2011

Património Imaterial da Humanidade.

Sete minutos e meio, mais coisa menos coisa, em que o Ti Alfredo canta à sua querida Ti Judite, companheira de toda uma vida.
Silêncio que se vai cantar o Fado.

26 de novembro de 2011

Que bom é ser uma papoila saltitante !



A seguir aos Sábados Gloriosos, vêm sempre os Domingos ... Paciência !

25 de novembro de 2011

Inaceitável !


O jornal desportivo do fcp (a letra pequena é propositada, jamais consigo atribuir letra grande a este gentio), vulgarmente conhecido como "O Jogo", tem hoje na sua capa (pelo menos Online, porque em papel ainda não vi) a imagem que apresento acima.

O uso abusivo e descabido duma expressão tão umbilicalmente ligada ao meu querido PCP, para caracterizar um individuo que faz da corrupção, da desonestidade e do despotimo a sua forma de ser e de estar, é algo que me desagrada profundamente e que repudio de forma veemente.

Srs. jornalistas do "O Jogo", vocês já me habituaram à vossa constante parcialidade, à mentira e ao fraco jornalismo, mas ofenderem assim o meu partido político é algo que não admito.
Tivesse eu dinheiro e comprava todos os exemplares hoje publicados para lhes poder atear fogo !

22 de novembro de 2011

Mais que um direito, um dever.


Tendo em conta o ataque claro e despudorado que o actual Governo está a infligir ao Povo Português, aos seus mais básicos direitos e garantias, a nossa resposta não pode ser outra que não seja uma adesão massiva à Greve Geral do próximo dia 24.
Crises sempre existiram e continuarão a existir, o que não podemos permitir é que esta mesma crise sirva de desculpa para nos fazerem regredir no tempo, tentando devolver-nos a uma existência vergada a um novo e ainda mais cruel Fascismo que aquele que vivemos durante 40 anos.
O roubo dos 13º e 14º meses, aumento do número de horas de trabalho, diminuição de salários, liberalização dos despedimentos sem justa causa, tentativa de assassinato do Sistema Nacional de Saúde e do Ensino gratuito, tudo isto, mais não são que medidas Fascistas, que visam a subjugação dum Povo inteiro ao poder do grande Capital, e que jamais criarão condições para que Portugal possa efectivamente ultrapassar a actual crise.

Dia 24, fazer greve é muito mais que um dever, é, isso sim, uma obrigação e um acto da mais nobre cidadania.

18 de novembro de 2011

Momentos.

Durante toda a minha infância, e fazendo fé nos relatos dos meus Pais, várias foram as vezes em que as minhas atitudes e respostas tinham tanto de rápidas e brilhantes quanto inconvenientes e causadoras das maiores vergonhas … para eles, claro, que eu arrepiava caminho como se nada fosse.
Uma dessas situações, que foi contada vezes sem conta pelos meus Pais, e da qual eu por acaso me lembro perfeitamente, aconteceu algures nos finais dos anos 70 junto à muralha do Castelo de São Jorge.
Uns amigos dos meus Pais vivam ali muito próximo do Castelo de São Jorge, e de vez em quando lá calhava um almocinho domingueiro na sua casa.
Lembro-me bem desses almoços por causa dum detalhe maravilhoso, o dono da casa (de quem, confesso, já não me lembro do nome), era um indefectível adepto do Belenenses, e a toalha da mesa usada nesses almoços era, nada mais, nada menos, que uma enorme bandeira do Clube de Belém.
Mas adiante. Após o almoço desse dia, lá seguimos em romaria até às muralhas do Castelo de São Jorge para contemplar a esplendorosa vista sobre o Tejo.
Ali chegados, eis que me deparo com uns miúdos da minha idade que estavam entretidos a jogar ao berlinde, rapidamente me enturmei com aquela rapaziada e, munido dos meus próprios berlindes, que nunca me saíam dos bolsos das calças, lá me lancei na jogatana.
Por ali fomos ficando, nós, absortos no jogo do berlinde, os adultos, entretidos à conversa, quando de súbito notámos que havia uma certa agitação no ar, os adultos que por ali andavam todos sussurravam entre eles e começaram a virar os seus olhares na nossa direcção.
Achei aquilo muito estranho, até que levantei a cabeça e descobri a razão de toda aquela agitação.
Quem é que andava por ali na passeata, e se dirigia agora a nós, aquele grupo de gaiatos que jogava ao berlinde ?
Nada mais, nada menos, que o Sr. Dr Mário Soares.
Assim que os nossos olhares se cruzaram, aquela (na altura) enorme figura dirige-se-me com o mais rasgado sorriso, próprio de quem andava em campanha, e pergunta-me :

- Então menino, também posso jogar convosco ?

Surpreso, e sempre com a minha língua mais rápida que o meu próprio raciocínio, gritei alto e bom som na direcção dos meus Pais :

- Olha Mãe, é o Bochechas !

Ainda hoje me lembro na perfeição que nos segundos imediatamente a seguir à minha exclamação o silêncio foi ensurdecedor, mas rapidamente cortado pelas mais altas gargalhadas que todos os adultos que por ali andavam podiam soltar.

O Dr. Mário Soares, esse, endireitou o espinhaço e arrepiou caminho dali para fora sem olhar para trás.

Os meus Pais, esses, viraram-me as costas e fizeram de conta que nem me conheciam.

E eu, passados estes anos todos, dou por mim a pensar que em miúdo, afinal, era bem mais educado do que sou hoje.

14 de novembro de 2011

E esta hem !

Antes de sair de casa esta manhã, liguei a televisão para tentar ouvir as previsões do tempo para hoje.
Passados uns minutos, lá estava a Sra. da Meteorologia que anunciava qualquer coisa do género :

"Portugal está em alerta Laranja, esta situação deve-se a uma enorme depressão que se abate sobre o território nacional"

Dei por mim a pensar :

- Olha ! foi preciso ouvir a Sra. da Meteorologia para finalmente ter uma análise sucinta, real e honesta da verdadeira situação política-social do país.

11 de novembro de 2011

Ele há bocas !

Até ontem, tudo me fazia crer que a mastigação de bolo-rei era, de longe, o pior uso que se poderia dar à boca da Cavacal figura do nosso (meu não é !) Presidente.
Afinal, estava redondamente enganado. Depois de ouvir o discurso proferido por Cavaco Silva em Inglês, na sua visita aos EUA, toda a minha pele se arrepiou.
Afinal, aquela boca era capaz de bem pior !
Os grunhidos guturais e imperceptíveis que aquela triste figura produziu, fizeram-me automaticamente acreditar que o mal amanhado sotaque Francês de Mário Soares ("Mon ami Miterrand", quem não se lembra ?) era, afinal, a mais bela sinfonia que se podia ouvir.

Confesso, aquilo foi assustador. Pus-me a pensar no pânico que seria, uma noite destas, quando me levantasse a meio da noite para ir fazer o meu xixi, dar de caras com um Cavaco, no escuro, apenas com um foco de luz a incidir de baixo para cima, iluminando aquela carantonha de caraça de Carnaval, e o homem abrir a bocarra e desatar a falar em Inglês !
Ui ! qual Pesadelo em Elm Street, qual Shining, qual carapuça !
Aquilo é terror, e dos grandes.

Perante tudo isto, quero deixar aqui o meu apelo a todas as pastelarias produtoras de bolo-rei, para que façam um esforço e enviem diariamente um bolinho-rei para o Palácio de Belém.
Dessa forma, será possível manter o Sr. Presidente com a boca atafulhada em bolo-rei o que, apesar de não ser agradável de ver, é bem melhor que ouvi-lo a falar Inglês.

9 de novembro de 2011

Boa notícia, finalmente ... ou talvez não ?

No meio de tanta notícia triste, tanta notícia trágica, que nos deixam cada vez mais desanimados e desesperançados num futuro melhor, eis que hoje nos surge uma boa notícia.
Está para breve a instalação em Portugal dum aparelho de radioterapia que permite, com elevado grau de sucesso, a eliminação dum cancro através de apenas uma sessão de tratamento.
O aparelho ficará instalado na Fundação Champalimaud, restando agora saber-se quem e de que forma poderá vir a beneficiar deste tipo de tratamento, pois só aí se poderá afirmar, com total segurança, que esta é mesmo uma excelente notícia.

7 de novembro de 2011

Pensamentos.

Coitado daquele que, com frequência, expressa as suas saudades pelos tempos do Passado.
Aquele que vive de forma plena o Presente, contrói assim um Futuro melhor, restando-lhe apenas ter saudades, sim, mas do que ainda está para vir.

3 de novembro de 2011

Descubra as diferenças.



Assim à partida as diferenças são ... tudo !

Não têm nada em comum, no que ao aspecto físico diz respeito.
Mas foquemo-nos, por ora, nas semelhanças :

Ambos são Portugueses.
Ambos são assassinos.
Ambos cometeram crime de homicídio (qualificado ?) em solo Brasileiro.
Ambos assassinaram cidadãos Portugueses em solo Brasileiro.

A diferença, a grande diferença, meus caros, não está na carantonha rafeira do Militão em contraponto com a carinha de rato de sacristia do Duarte Lima, nada disso.
A grande diferença meus caros, é que um deles foi automaticamente preso, e muito bem, donde espero que não saia a não ser para o seu próprio enterro, ao passo que o outro, ao que consta, está em parte incerta e, acima de tudo, está a ser-lhe dado tempo e espaço para que tudo possa fazer de forma a que se possa valer de todas as artimanhas legais que possibilitem nunca vir a conhecer o cárcere.

Em suma, e onde eu quero chegar meus caros, a grande diferença é que um era um "gajo" qualquer e o outro é um político do PSD, antigo líder parlamentar nos tempos de Cavaco Silva.

Assim vai a nossa "cega" justiça !

26 de outubro de 2011

Ventanias.



Outono que vem tardio
Carregado de chuva e ventania
Vem o frio depois do estio
Que se prolongou em demasia

Está o tempo em consonância
Com a triste realidade
De quem sonhava com abundância
E vive agora na dificuldade

Falsos Verões prometidos
Em campanhas descomunais
Levaram os mais distraídos
A votar nos vendavais

Este Outono que se avizinha
Não tem data marcada
Para o fim que dantes tinha
Já perto da Consoada

Ventos e chuva sem igual
Vamos ter de suportar
Teremos um triste Natal
Que ninguém deve olvidar

Ainda falta um longo Inverno
Até que cheguem novas campanhas
Até lá é o inferno
E voltam depois com as artimanhas

Novos Verões prometerão
Sol e banhos em abundância
Mas só os tolos cairão
Movidos pela ganância

Portugal merece Abril
Tempo de Primavera
Que mesmo com águas mil
É melhor que vã quimera

Povo de grandes feitos
Não podemos permitir
Ver nossos sonhos desfeitos
Por quem só sabe destruir

Ergamo-nos a uma só voz
Como um verdadeiro Povo Unido
Juntos nunca estaremos sós
Este Povo Jamais Será Vencido

23 de outubro de 2011

Zé Vasconcellos ... imortal !

No passado dia 11 deste mês de Outubro faleceu em São Paulo, com 85 anos de idade, o humorista José Vasconcellos.
José Vasconcellos foi considerado por muitos dos seus colegas de profissão como o "pai" do género "Stand Up Comedy".
Era um prazer ver a vivacidade que imprimia em palco, sempre com uma postura de "gaiato", como ele próprio se definia.
Em sua memória, aqui deixo este "quadro" da internacionalização dos nossos Lusíadas.
  

20 de outubro de 2011

Será assim tão complicado entender ?

Não sou economista, nem tenho formação alguma nessa área, mas sei fazer contas de somar, de subtrair, de multiplicar e dividir, e isso basta-me para o que aqui vou sugerir, e que vem no seguimento do meu post anterior.

Um trabalhador que esteja no activo e no sector privado, é uma fonte de receitas para o Estado, quer por força dos descontos da empresa que o emprega, bem como pelos descontos do próprio trabalhador. Estamos aqui perante uma operação de soma para os depauperados cofres do Estado.

Ao invés, um desempregado que esteja a receber subsídio de desemprego, não só não contribui (ou contribui muito pouco) com impostos que revertam a favor do Estado, como ainda significa para esse mesmo Estado uma despesa mensal. Estamos aqui perante uma operação de subtracção para os depauperados cofres do Estado.

Seguindo o conselho do nosso (pelo menos de alguns, será) Presidente da Republica, devíamos tentar revitalizar os nossos sectores primários, nomeadamente o da Agricultura (deve o Sr. Presidente estar esquecido dos acordos Europeus que assinou noutros tempos e que arruinaram esta mesma Agricultura, que ele agora tanto preza. Mas isso são contas doutro rosário).
Portugal deverá apostar nos chamados “nichos de mercado”, e nesse capítulo Portugal tem um potencial descomunal (a que já aqui fiz referência) em termos agrícolas para o fazer e que até agora tem siso completamente desprezado.

Crie o Governo condições em termos de redução significativa de impostos para as empresas que já existam, ou que venham a ser criadas, que se proponham a explorar devidamente este tremendo potencial nacional e que contratem pessoas que estejam actualmente no desemprego.
Dessa forma, estará o Estado a converter milhares de desempregados em empregados, e com isso a matar dois coelhos duma só cajadada. Reduz significativamente as despesas relativas a subsídios de desemprego e passa, automaticamente a aumentar, também de forma significativa, as suas receitas. E aqui, estamos então, perante operações de soma e subtracção que, conjuntas, servem os intentos do Estado, ou melhor, do País.

Criar condições que concorram, na maioria dos casos, para aumentar o desemprego, como é o caso da tal meia hora a mais no horário de trabalho, também significa ter as mesmas operações de soma e subtracção em conjunto, mas contribuindo ambas para um agravamento da actual situação.

Se multiplicarmos o bom exemplo que acima apresento, noutros sectores, e ideias não faltam por aí acreditem, então, estaremos mais próximos de começarmos de forma gradual e sustentada a sair da crise.
Caso contrário, continuaremos neste dividir para reinar que nos trouxe até este lastimável estado.

17 de outubro de 2011

Meia hora de estupidez.

O grande problema de se entregarem pastas altamente sensíveis como a das Finanças e da Economia a teóricos de escritório ou de sala de aula, que nunca contactaram directamente com a realidade empresarial, com as dificuldades que surgem no terreno, no dia-a-dia da gestão das empresas, da gestão dos países, é precisamente o perigo de passarmos a viver sob medidas irreais que, ao invés de ajudarem, podem, isso sim, conduzir a um fracasso brutal.
E o problema é que quando esta gente fracassa nos cálculos nas suas aulas, nos seus testes, o pior que acontece é terem uma sala de aulas que os olha com algum gozo e sorriso sarcástico, ou, quando são eles a falharem nalgum teste, a terem uma classificação negativa.
Mas quando entregam a esta gente, eminentemente teórica, a responsabilidade dum Ministério das Finanças ou da Economia, os seus erros deixam de gerar sorrisos, antes provocam choro a muita gente.
Choro de fome, choro de miséria, de desespero, de vida frustrada.

Vem tudo isto no seguimento da medida de colocar os trabalhadores do sector privado a trabalharem mais meia hora por dia.
Nos cálculos, no papel, na teoria, este é uma medida que até é capaz de fazer algum sentido, mas o problema dos nossos “Gaspares” e dos nossos “Álvaros” é que eles nunca estiveram no terreno, e nem agora se dão ao trabalho de tentarem sair dos seus gabinetes para tomarem o pulso à realidade empresarial do país.

Vou dar aqui dois exemplos que representem um universo muito abrangente da realidade das nossas pequenas e médias empresas que, por sua vez, representam uma fatia muito importante da nossa economia.
Durante a semana passada conversei com dois amigos meus que são empresários, um tem uma empresa de instalação de gás canalizado, onde emprega cerca de uma dezena de pessoas. O outro, tem uma serralharia já de alguma dimensão, onde emprega cerca de 3 dezenas de pessoas.
Ambos me confessaram que receberam a notícia do acréscimo de meia hora diária de trabalho com um misto de surpresa, indignação e incredulidade.
Tanto um como outro, lutam com baixas de facturação na ordem dos 50%, e ambos têm feito um esforço quase desumano no sentido de evitarem os despedimentos que, segundo eles, acontecerão necessariamente no início do próximo ano se nada acontecer que venha inverter a situação.
Segundo eles, andam a “esticar” o trabalho, fazendo-o render para tentar manter as pessoas ocupadas o maior número de horas possíveis durante o dia. Tarefas que há um ano atrás se realizavam em meio-dia, são hoje prolongadas para ver se mantém as pessoas ocupadas o dia inteiro.
Perante isto, está bom de ver que a tal medida da meia hora só pode ser encarada, de facto, com o maior dos desprezos, o maior dos repúdios.
O da serralharia dizia-me mesmo que, manter as luzes acesas e as máquinas ligadas mais meia hora, significaria um custo tão elevado que teria de começar a mandar pessoas para o desemprego, já !

Aqui estão dois bons exemplos, que representam muito bem a generalidade do que se passa no sector das pequenas e médias empresas, e que os nossos Ministros das Finanças e da Economia parecem empenhados em destruir de forma irreversível.

14 de outubro de 2011

Amanhã ?

Chamo-me Eduardo Miguel Pereira, tenho 41 anos, sou Português e sinto-me mal.
Não sei quando volto ... se volto !

13 de outubro de 2011

(In)fusão.

Longe vão os tempos em que a mercearia do Sr. Zé, lá no bairro, virava dependência bancária do dia para a noite.
As dependências bancárias cresciam como cogumelos, era o tempo (aparente) das vacas gordas.
O tempo passou, e hoje chega-se à conclusão que afinal vivíamos tempos de vacas loucas, isso sim.
Hoje, conforme noticia o Jornal I, BCP, BES e BPI estudam uma fusão das três entidades bancárias com vista à constituição dum grupo bancário forte que faça frente ao actual cenário de crise. Crise essa que eles próprios, os bancos, ajudaram a criar, diga-se.
Sob o ponto de vista económico-financeiro a solução pode até fazer sentido, o reverso da medalha nesta fusão, caso a mesma se venha a concretizar, é que estaremos perante uma verdadeira catástrofe nacional ao nível do desemprego.
Uma fusão dos 3 maiores bancos privados nacionais redundará, inevitavelmente, na tentativa de mandar para o desemprego largos milhares (não hajam dúvidas que se trata de milhares e não de meras centenas) de trabalhadores bancários.
E, ou muito me engano, ou a figura de extinção do posto de trabalho será aqui usada como “tábua rasa” para mandar para a rua milhares de bancários sem direito a indemnização. Isto claro está, entre outras formas que agora se andam a preparar para despedir com justa causa e sem encargos para o patronato.
Avizinham-se tempo de grande luta social e sindical, à qual, necessariamente, todos os trabalhadores deverão aderir, sob pena de, não o fazendo, passarem duma situação já de si precária, para a indigência imediata.

Mais que uma Fusão, avizinha-se isso sim uma Infusão, onde os trabalhadores bancários serão queimados em lume muito pouco brando.

11 de outubro de 2011

Estupidez veio para ficar !

O actual Presidente do grupo Toyota Caetano Portugal, afirmou ontem que a culpa dos baixos níveis de produção nacional é dos Sindicatos.

É a sua opinião, com a qual eu não concordo minimamente, mas com a qual sou capaz de traçar o seguinte paralelismo :

- O problema da Prostituição nunca esteve nas Prostitutas, mas sim nos filhos delas, em especial naqueles que chegam a Presidentes da Toyota Caetano Portugal.

Longe vão os tempos em que o lema da Toyota em Portugal era "A Toyota veio para ficar", agora parece que o lema está mais próximo do título deste post.

10 de outubro de 2011

Novo Paraíso.

A partir de hoje, não me venham com a cantiga de que a Madeira é um Paraíso Fiscal, porque o que a Madeira é mesmo, é um :


Paraíso Fascista



9 de outubro de 2011

Pensamentos.

"Crítica construtiva".

Ora aí está uma expressão com a qual discordo em absoluto.
Não há critica construtiva, nem crítica desconstrutiva, há crítica, ponto final !
Se a crítica for efectuada de forma correcta, com educação e como forma de alertar o criticado para uma situação menos correcta em que este tenha incorrido, então, se o criticado fizer uso da sua inteligência e do seu bom senso ela pode, efectivamente, tornar-se valiosa para o criticado. Estaremos, neste caso, perante uma situação em que a crítica se pode ter tornado, efectivamente, em algo construtivo para o criticado. Mas apenas e só se o criticado assim o entender, e nunca por vontade expressa do criticador.

Pelo contrário, quando uma crítica é feita de forma incorrecta, sem a devida educação, eivada de mentira e/ou maldade, pretendendo no fundo inferiorizar o criticado, nessas circunstâncias, ela jamais poderá ser considerada como construtiva.

Surge este meu pensamento na sequência de uma cada vez maior utilização da referida expressão por parte daqueles que, sendo adeptos incondicionais do segundo tipo de crítica que aqui descrevo, não se cansam de utilizar a referida expressão como justificativa para o seu mau comportamento enquanto criticadores.

7 de outubro de 2011

Portugal 5 - Rolando 3.

A selecção Portuguesa obteve hoje uma vitória suada frente a uma selecção Islândesa que baseou o seu jogo no poderio físico e na capacidade de "inventar" golos do seu melhor avançado, Rolando !

Ó Paulo Bento ! vai-te encher de pulgas pá !
Rolando ?????
Estás a brincar com isto pá ?
Já não basta o Governo, agora vens tu também gozar como o "povão", é ?

Volta Ricardo Carvalho, estás perdoado.

5 de outubro de 2011

UNAVANTALUNA - PUDDICINU.

Conheci os Unavantaluna, há 4 anos atrás, em Ponte de Sôr, durante o festival anual "Sete Sois, Sete Luas" onde, numa magnífica e abafada noite de Verão, sob um estupendo luar e envolvidos pelo maravilhoso enquadramento proporcionado pelo anfiteatro ao ar livre da zona ribeiranha de Ponte de Sôr, me proporcionaram uma das mais agradáveis surpresas musicais dos últimos anos.
Trata-se dum grupo de musica tradicional Siciliana, com uma sonoridade muito própria, carregada de influências Mediterrânicas e do Norte de África.
Mas, melhor que as minhas palavras, é ouvi-los ...

3 de outubro de 2011

O isco está lançado.

As manifestações do passado dia 1 de Outubro causaram estragos consideráveis na, já de si debilitada, estrutura governativa de Passos Coelho e seus pares.
A prova de que o impacto foi grande surgiu ontem, via "media" em geral e Televisão em particular.
Se na Sexta-Feira e Sábado as notícias sobre as manifestações foram pouco mais que nenhumas, a verdade é que ontem, e depois dos números consideráveis de manifestantes e das decisões ali tomadas para o futuro da luta, as televisões bombardearam-nos com uma "parelha" de notícias que visam dois objectivos muito claros e concretos.
Foram vários, para não dizer todos, os telejornais que, com um dia de atraso, colocaram no ar imagens das manifestações e da sua força para, imediatamente a seguir, lançarem a notícia que as forças de segurança estão muito temerosas que os tumultos sociais em próximos actos de luta tomem conta das nossas ruas.
O objectivo primeiro está bem claro, é alertar, chamar a atenção, acicatar, provocar, ressabiar, aqueles que por ventura já estejam mais desorientados pela fome, pela precaridade, pelo sofrimento da crise, para ver se mordem o isco e se, de facto, tomam atitudes de insurreição que depois justifiquem os tais temores que agora, segundo eles, atemorizam as nossas forças de segurança.
O segundo objectivo, claro, na eventualidade do primeiro ser atingido com sucesso, é lançar de imediato as culpas sobre a CGTP e sobre as forças de esquerda deste país que são, no dizer deles, uns terroristas, desejosos de criar instabilidade na sociedade e nada preocupados com o bem estar do Povo Português.

Portanto, caros Portugueses, caso venham a participar nas acções de luta que se avizinham, façam-no conscientes de que estamos a lutar pelo país e não contra o país, que estamos a lutar pelos nossos direitos e não contra os nossos direitos.
Deixem o isco para quem o lançou e mostremos ordeiramente que os únicos actos terroristas neste país são aqueles que, diariamente, são levados a cabo pelo governo PSD-CDS.

30 de setembro de 2011

Farsa.

Em véspera das Manifestações que decorrerão amanhã em Lisboa e Porto e que prometem vir a ser gigantescas e bastante "ruidosas", e numa altura em que a contestação social começa a causar, mais que embaraço, um verdadeiro incómodo para a imagem de subserviência que este governo PSD/CDS gosta de passar para os seu "patrões" Europeus, eis que Passos Coelho e restante elenco nos servem mais uma ridícula farsa para consumo interno.
Falo, obviamente, da prisão de Isaltino Morais. Uma situação que, num país com níveis democráticos normais, já teria acontecido há muitos anos atrás, mas que ficou guardada para agora, uma altura em que é necessário criar "frisson" junto da população e tentar jogar areia para os olhos dos mais incautos.
A táctica já não é nova, diria mesmo que é até mais velha que o ferrugento 4-1-3-2 do "Jasus", mas eles continuam a usá-la porque ela continua a "marcar golos".
Hoje, na barbearia do Sr. Zé, na paragem do autocarro, no banco do jardim, e na conversa entre colegas de trabalho, não vão faltar aqueles que ora colocam José Sócrates no Governo, ora colocam Passos Coelho, a baterem palmas ao "pulso firme" do Governo que até manda prender um dos deles.

E com isto, tenta este Governo ganhar mais um balão de oxigénio que lhe permitirá continuar na sua senda de patifarias contra o Povo Português e os seus mais básicos direitos e garantias.
Prenderam Isaltino, sim !
Mas ainda na semana passada ilibaram Oliveira e Costa que nos deixou um buraco superior ao da Madeira.
Mas nesse não se toca, claro ! que esse paga campanhas eleitorais ao Presidente da Républica e como tal precisa de protecção.

É hora deste Povo acordar de vez para a realidade, deixar de se comportar como um verdadeiro corno-manso, e dar um novo rumo a este país.
Não se deixem enganar por farsas destas que tentam gerar junto do Povo algum sentimento de justiça, porque isto é completamente falso, isto visa, isso sim, perpetuar a injustiça.

28 de setembro de 2011

Prendinha(s).

O Futebol Clube do Porto comemorou hoje, dia 28 de Setembro, o seu 118º aniversário.
Confesso que durante o dia dei voltas à cabeça para me lembrar duma prenda adequada para lhes oferecer.
Mas como sempre, nesta matéria de prendas, tenho muito pouca imaginação, valendo-me quase sempre os amigos que me ajudam a decidir o que oferecer.
Hoje não foi diferente, ainda coberto de dúvidas chego a casa, ligo a televisão, e verifico que os meus amigos e camaradas do Zenit de São Petersburgo se anteciparam e já lhes tinham oferecido, não uma, mas três simpáticas prendinhas.

Como é bom ter amigos destes.

Parabéns Futebol Clube do Porto.

27 de setembro de 2011

Merkel - IV Reich.

As declarações de ontem da Chanceler Alemã, Angela Merkel, deixaram finalmente bem claro quais as suas reais intenções relativamente à Europa, e quem sabe, em relação ao Mundo.
Já não há como esconder, nem a Sra. Merkel parece preocupada com isso, que o objectivo da governação Alemã é, conseguir pela força do asfixiamento financeiro dos Estados aquilo que Hitler não conseguiu pela força das armas.

O IV Reich está aí, em pleno e em força.
Para quando a chegada dos "novos" Aliados, é a pergunta que se põe ?

26 de setembro de 2011

Matei saudades !

Sexta-Feira passada pude, finalmente, matar as imensas saudades que já tinha de assistir a um derby Porto-Benfica sem casos, sem polémicas, e acima de tudo com civismo e sem actos de vandalismo.

O empate justificou-se pelo desempenho das duas equipas, a arbitragem esteve, regra geral, bem e nem a tentativa, ténue, de Vítor Pereira (treinador do FCP) e de Fucile de quererem criar um caso onde ele não existia, conseguiu denegrir o bom espectáculo.

Se calhar, a tudo isto, não é alheio o facto de Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira terem estado muito bem na semana que antecedeu o jogo, ou seja, calados.

Finalmente um clássico nas Antas sem "túneis" ... os da moda (os túneis, claro) são agora os do Funchal, mas por outros motivos.

22 de setembro de 2011

Desculpem-me a franqueza.

No próximo dia 9 de Outubro a Madeira vai a votos.
Perante o actual cenário que se vive, onde já não há peneira que tape o sol das ilegalidades cometidas pelo Presidente do Governo Regional da Madeira e do seu PSD Madeira, será de esperar uma resposta concreta e efectiva por parte do povo Madeirense, no sentido de pôr fim definitivo a uma situação insustentável e que afunda cada vez mais o país.
A verdade, porém, é que já não é de hoje que se sabe, e o povo Madeirense em particular, que a gestão do Dr.Alberto João Jardim é altamente lesiva para a economia nacional, e no entanto, esse mesmo povo Madeirense continua a elegê-lo com maiorias absolutas.
Bem sei que há aqui dois factores que não devemos descurar, o primeiro prende-se com algumas ilegalidades que, ao que parece, têm sido cometidas nos escurtínios à boca das urnas em anteriores actos eleitorais, o outro, prende-se com a pressão que, segundo consta, é exercida sobre as pessoas no sentido de votarem no PSD Madeira. A verdade é que, nem um nem outro, me parecem justificativas suficientes para, caso o povo Madeirense assim o entenda, se repetir o cenário de nova vitória do PSD Madeira.

O que se pede neste momento ao povo Madeirense é que nos dê a todos nós Portugueses uma clara e inequivoca demonstração de Patriotismo. Não interessa aqui saber em quem vão votar, interessa isso sim, saber que não vão votar no PSD Madeira, de forma a que as já de si debilitadas contas públicas Portuguesas não continuem a ser vandalizadas pelo Dr. Alberto João Jardim.

Ao invés, se o povo Madeirense tornar a votar de forma expressiva no PSD Madeira, a conclusão primeira, e única, a que se pode chegar nesta altura é que o povo Madeirense é patriota quando se trata de receber apoios do Estado Português, mas quando se trata de ajudar, de contribuir, de fazer sacrifícios, o povo Madeirense esquece-se da sua Portugalidade e é, isso sim, apenas e só Madeirense.

E caso este cenário se venha a verificar, então, eu estarei de acordo que se referende a independência da Madeira e que os deixemos entregues ao seu próprio destino.

21 de setembro de 2011

R.E.M. - Fim !

Foi com pena que hoje li a notícia que dava conta do fim da banda R.E.M.
Os R.E.M. tornaram-se, com o passar dos anos, numa das minhas (poucas) bandas de culto.
Foram 30 anos de boa música e fidelidade a um estilo muito próprio que me foi cativando gradualmente.

Acaba a banda, mas fica a obra, e que obra, para recordarmos.

19 de setembro de 2011

Manhãs de Setembro.


Veio-me o cheiro a Setembro
Logo pelo acordar
Tempo doce em que relembro
Manhãs de encantar

Tudo era novidade
Tinha a vida mudado
Não havia dificuldade
Que me deixasse amargurado

Era a força da vida
A força da mocidade
Tanta noite perdida
Na maior felicidade

E de manhã ao acordar
Não havia cansaço
Nada me fazia recuar
Nada era embaraço

Manhãs frescas de orvalho
Aromas de fim de Verão
Com o sol por agasalho
E a vida inteira na mão

15 de setembro de 2011

Almada sempre a horas.

Antes do meu período de férias, um amigo de longa data, perfeito conhecedor da minha condição de “camarada” e de acérrimo defensor do trabalho de excelência efectuado ao longo dos anos na Câmara Municipal de Almada (CMA) pelos elencos presididos pela Sra. Maria Emília Sousa, enviou-me um mail indagando-me do porquê da CMA ter gasto uma verba a rondar os 32.000€ em relógios de ouro para oferta.
Não sabendo do que se tratava, até porque, apenas me une à CMA o facto de ser militante Comunista e um Almadense dos sete costados, prometi-lhe que iria tentar informar-me da situação e que logo que tivesse resposta lha daria.
Entretanto, meteram-se as férias e como é óbvio não me dei ao trabalho de saber do que se tratava. Mas o assunto não me saiu da cabeça e lá “pus pés a caminho” para saber do que se tratava.
A resposta que obtive foi de tal forma satisfatória, e deu-me tanto prazer e orgulho que, na condição de “blogger”, não resisti a deixá-la aqui na forma de post.

Afinal, a tal verba dispendida pela CMA em relógios de ouro é prática corrente e resulta do facto da CMA presentear os seus funcionários que cumpram 25 anos de serviço com um relógio com aro de ouro, num valor que ronda os 1.000€ por relógio. Sendo que, este ano, foram precisamente 32 o número de empregados a atingirem essa bonita marca de 25 anos de trabalho ao serviço da CMA.

E a minha alegria justifica-se pelas seguintes razões :

1) Esta é, em meu entender, uma atitude louvável por parte da CMA e que segue na linha que defendo de reconhecimento por parte das entidades empregadoras (sejam elas uma Câmara Municipal ou não) dos serviços prestados pelos seus funcionários que ali trabalham há tantos anos.

2) Apraz-me verificar que esta verba dispendida em prendas se destinou aos seus funcionários, àqueles que com o seu trabalho diário ajudam a tornar a cidade de Almada um local cada vez melhor para se viver e visitar, e não a “amigos” ou empresários, ou à compra de electrodomésticos para distribuição pelas franjas mais necessitadas da população com vista à angariação de votos, como é costume noutras Câmaras deste país.

3) Por fim, não quero também deixar de realçar o meu apreço pela excelente gestão, que tem sido imagem de marca dos mandatos da Sra. Maria Emília Sousa, como aliás já havia referido aqui, e verificar que, mesmo em tempo de crise, quando a gestão é rigorosa e cuidada há sempre a possibilidade e a disponibilidade de não se descurar o aspecto humano do trabalhador, que tão esquecido e atacado tem sido nos últimos tempos.

Por tudo isto, meu bom amigo Stéfan, espero que a resposta tenha sido esclarecedora, e que contribua para, mais uma vez, deixar bem claro, não só a ti, mas a todos quantos leiam este post, a excelência do trabalho levado a cabo pela CMA e de como o PCP dá mostras de ser a (única) força política que, quando chamada a gerir e a governar neste país, o faz com qualidade, com rigor e com humanismo.

13 de setembro de 2011

Ladrão que rouba ladrão ...

A minha antipatia pelo Engº Belmiro de Azevedo é já coisa antiga, e nem os constantes embelezamentos que os subservientes media lhe prestam ciclicamente conseguem fazer mudar a minha opinião.
Esta minha antipatia deve-se, sobretudo, ao facto de conhecer vários trabalhadores do Grupo Sonae e de saber, dessa forma, e de viva voz, das condições de pressão e de abuso em que os mesmos são obrigados a desempenhar as suas funções.
Da minha parte, o desprezo por tal personagem é grande e manifesto-o da forma que se me apraz mais eficiente, isto é, evitando ao máximo gastar um cêntimo que seja nas superfícies comerciais pertença deste senhor.
Hoje, quando dava a minha voltinha diária pelos tais media, li no CM esta notícia que dá conta do assalto levado a cabo numa das quintas do Engº Belmiro de Azevedo.
Não gostar do homem é uma coisa, mas daí até ficar satisfeito por andarem a roubá-lo vai uma grande distância. Ou pelo menos eu achava que ia.
Ao ler toda a notícia, verifico que os assaltantes roubaram algum dinheiro que havia numa máquina de café existente na dita quinta, onde o Engº Belmiro de Azevedo dá azo ao seu gosto de ser produtor, neste caso de Kiwis.
E foi aqui, neste pequeno detalhe da notícia que, confesso, fiquei imensamente satisfeito por terem "suprimido" alguns bens ao Sr. Engº.
Então um dos homens mais ricos de Portugal, é tão sovina que nem disponibiliza aos seus funcionários uma máquina de café gratuita, obrigando-os assim a pagar o mísero cafezinho que bebem para lhes arrebitar as forças para o trabalho ?
Ai é ?
Então é bem feito que o tenham roubado !

Ladrão que rouba ladrão ...

12 de setembro de 2011

Sempre doloroso ... regresso !

Eis-me regressado de tranquilo e merecido período de repouso.
Férias boas estas !
Fugi, como o Diabo foge da cruz, das Internet's, dos mails, e dos blogues. Aproveitei e fiz o mesmo com os jornais, televisões e rádios. Nunca como nestas férias me abstraí e isolei tanto da informação que faz parte do meu dia-a-dia.
E soube-me tão bem !
Resumindo, estou a zero. Não sei o que se passa, nem faço ideia se os "valorosos" e "justiceiros" Americanos já capturaram o "bandido" Kadhafi.
Não sei se o Governo já voltou a aumentar os impostos. Aliás, nem sei mesmo se ainda temos governo.
Sei, apenas, que o gasóleo ainda não baixou de preço, que ontem quando atestei o depósito para o regresso paguei a bom pagar.
Sei também, que o mar tem estado "parvo" e que apesar de algumas ousadias perigosas, não consegui caçar um peixinho que fosse na caça submarina. Porra !

Bom ! aqui estou eu, pedindo-vos que me vão informando, devagarinho, do que se passa, para ver se me vou readaptando à vida "anormal" que costumo levar.

26 de agosto de 2011

23 de agosto de 2011

Solid - Ashford & Simpson.

Nick Ashford, que entre nós ficou mais conhecido nos anos 80 através deste dueto com a sua esposa, que andou nos primeiros lugares dos Top's musicais nacionais, faleceu ontem aos 70 anos, vitima de cancro.
Era um nome grande da Mowtown, como letrista e compositor, tendo composto vários êxitos que foram depois interpretados por Marvin Gaye (Ain't No Mountain High Enough) ou Diana Ross.

Foram muitas as vezes que nos anos 80 ouvi e me deliciei com este "Solid", do grupo Ashford & Simpson.

19 de agosto de 2011

Revelador.

O assunto que me leva a escrever este post é, a meu ver, de tal forma importante e relevante que, mesmo apelando à minha maior capacidade de síntese, acabou por sair este “lençol” que abaixo vos deixo. A verdade é que para expor correctamente a minha opinião sobre esta matéria era impossível fazê-lo por meias palavras e deixando muito por dizer.

A actual visita Papal a Espanha reveste-se, juntando todos os acontecimentos ocorridos até ao momento, dum carácter verdadeiramente revelador e que ajuda a melhor entender aquilo que é e que tem sido a história da Igreja Católica e do seu posicionamento perante o Mundo e os seus Povos.
Numa altura de profunda crise mundial como aquela que vivemos, têm sido constantes as aparições de Padres, Sacerdotes e até mesmo do seu Sumo Pontífice a apelar à caridade, á fraternidade e à ajuda ao próximo, como formas de se ajudar a combater e a mitigar a pobreza e a fome que grassam, cada vez mais, em todo o Mundo.
A verdade, porém, é que as acções da Igreja Católica estão longe de corresponder ao seu próprio diálogo e entram mesmo em contradição com este.
Numa altura em que a Espanha (assim como Portugal no ano passado, mas foquemo-nos por ora na Espanha) atravessa uma situação delicada em termos económicos, a IC (Igreja Católica) decide fazer uma visita a este país e, claro está, ás expensas do Governo Espanhol.

Aqui ficam, desde logo, bem patentes três situações inaceitáveis :

1º Apesar da fortuna colossal (e aqui o termo é bem empregue) que sempre caracterizou e reinou na instituição religiosa que é a IC, esta continua a viver, faustosamente, do “dízimo” alheio.

2º A forma como Estados Laicos se vergam perante as exigências da IC é, só por si, revelador da forte influência que a mesma ainda exerce nas governações desses países. Nem todos os Espanhóis são católicos, mas é com o dinheiro dos impostos de todos eles que esta, e outras viagens, são pagas.
Não creio que as visitas de líderes de outras religiões também tenham sido, ou venham a ser, suportadas pelos governos laicos como é o caso do Espanhol.

3º As visitas Papais são, sem qualquer sombra de dúvida, as maiores acções de merchadising a que o mundo assiste hoje em dia, e o mais incrível é que a IC é a única instituição no mundo que o faz de forma totalmente grátis.

Outro aspecto que convém realçar relativamente a esta visita Papal tem que ver com as querelas que daí resultaram anteontem e ontem na Praça Puerta del Sol, e com o tratamento diferenciado que foi dado aos fiéis católicos relativamente àqueles que se manifestaram contra a visita Papal.
Durante a tarde e início da noite, a referida Praça foi-se enchendo de fiéis que assim pretendiam manifestar o seu contentamento e alegria pela visita Papal, e quando isso aconteceu as forças de intervenção não foram chamadas ao local. Mais tarde, também de forma ordeira e pacífica, a mesma praça foi acolhendo milhares de pessoas que pretendiam assim manifestar o seu descontentamento e discordância com a referida visita Papal, mas aí, as autoridades competentes solicitaram a intervenção policial com vista à retirada daquela praça, daqueles que se manifestavam pacificamente (realço que foi sempre de forma pacífica, e que os únicos actos de violência foram praticados pelas forças policiais, não se tendo verificado algum confronto entre os manifestantes e os fiéis e não tendo sido registado nenhum ferimento entre os fiéis ou forças policiais, o mesmo não acontecendo em relação aos manifestantes que sofreram vários ferimentos) contra a visita do Papa.

Não contente com todo este triste cenário, e ao invés de tentar pôr alguma água na fervura eis que, no seu discurso de ontem, o Sr. Ratzinger opta por um discurso duro, e pejado de inaceitáveis críticas aos não católicos. Um discurso que terá sido, não tenho dúvidas nenhumas disso, o mais inquisidor discurso da IC desde os tempos da famigerada Inquisição.
Um discurso carregado de ódio contra os Ateus, e onde o Papa apela, de forma clara e veemente, a que os fiéis deixem de pensar pela sua própria cabeça e passem a obedecer de forma cega e acéfala ao que a IC os manda fazer.

É no mínimo deplorável que o mundo tenha ontem assistido a tamanhas atrocidades proferidas pelo Papa Bento XVI, e mais deplorável ainda, que os órgãos de comunicação social, sempre tão ávidos de notícias escaldantes, passem (de forma evidentemente concertada) ao lado destas palavras, não lhes dando a atenção e o destaque que as mesmas mereciam.

Se a tudo isto juntarmos, aquilo que também ainda não vi referido em nenhum órgão de comunicação social, que é o mais profundo silêncio da IC relativamente aos recentes atentados ocorridos na Noruega, perpetrados por um individuo que se declarou como Fundamentalista Cristão, e que afirmou que o motivo dos seus actos se ficou a dever ao seu ódio contra os impuros (no caso, os não católicos), fica bem claro que, para a IC, o actual cenário de crise económica, social e humanitária em que o mundo mergulhou, se tornou num terreno fértil para tentar recuperar o seu poder e influência sobre as populações, já não se coibindo de mostrar, até pelas palavras proferidas ontem pelo seu representante máximo que, caso lhes seja permitido, a ressuscitação dos tempos da Inquisição estará para breve.

17 de agosto de 2011

Proibido ter prazer no trabalho.

Assistimos, cada vez mais, e no mundo inteiro, a políticas de trabalho altamente restritivas e que retiram qualquer possibilidade dos trabalhadores sentirem prazer no desempenho das suas funções.
Veja-se, a título de exemplo, o duplo despedimento ocorrido na Cathay Pacific Airways, de Hong Kong, apenas porque estes dois colaboradores demonstraram ter prazer no seu próprio trabalho.
Inadmissível, de facto.
E só se evitou uma desgraça maior porque a troika não chegou, ainda, a Hong Kong e não os obrigou a adoptarem as medidas que facilitam o despedimento que temos agora por cá, porque senão, ainda tinham despedido o piloto antes mesmo deste aterrar o avião.

12 de agosto de 2011

Lamentável.

Não consigo, por mais que me esforce, entender o que move efectivamente os espíritos inquietos que fomentam, sempre que podem, a desagregação nacional através duma tentativa de criação de guerra Norte-Sul em Portugal.
Bairrismos e regionalismos sempre existiram e continuarão a existir e são até, em meu entender, saudáveis, porque é através deles que muitas das vezes as pessoas se unem em torno do desenvolvimento das suas terras, das suas populações e acabam por fazer e deixar obra feita.
O que já não é muito aceitável é que alguns indivíduos menos bem intencionados, façam um uso excessivo desses sentimentos bairristas e regionalistas, e que através de discursos inflamados dum ódio cego e perigoso consigam fomentar nalguns espíritos mais incautos, e por ventura menos esclarecidos, autênticas fracturas Norte-Sul onde elas na verdade não existem, nem nunca existiram. Este é um fenómeno que se tem verificado com mais frequência e intensidade nalguns dirigentes desportivos que têm, infelizmente, optado por essa via, como forma de se perpetuarem no poder.

Mas até aí, menos mal, com acefalias futebolísticas e afins pode o país bem, o que não podemos nem devemos tolerar é que de forma sub-reptícia e com frequência que começa a ser preocupante, alguns órgãos de comunicação social enveredem, também eles, e com intenções e objectivos poucos claros, e quem sabe, menos nobres e patrióticos, por esse caminho de fomentação de ódios regionalistas entre o Norte e o Sul.

Em concreto, refiro-me à capa do Jornal de Notícias de hoje, onde surge com letras garrafais o título “São do Norte 132 das 297 escolas que vão fechar”.
Este título, como outros que já têm saído no histórico jornal da cidade do Porto, não é inocente e vem eivado de malícia, tentando deixar na ideia de quem lê, en passant, a capa do JN que o Norte está a ser prejudicado em relação às restantes regiões do País, e aqui leia-se, Sul.

Convém que todos nós, quando nos deparemos com situações como esta não nos deixemos levar “na onda”.
Os números estão correctos, de facto, mas o que o JN não explicou, ou não quis explicar, é que é precisamente no Norte e nos Distritos e Concelhos em causa, que a densidade populacional é maior, o que portanto acabará por se reflectir também num maior número de escolas, e por consequência, num eventual maior número de encerramentos de escolas nesta zona do país.

O que o JN não acautelou desta vez foi a questão Matemática, e esta não pode ser aqui esquecida, é que se repararmos bem 132 escolas encerradas num universo de 297 dá o valor de 44,4%, ou seja, dividindo o país ao meio, entre Norte e Sul, como os Srs. do JN tanto gostam, e tendo em conta que é no Norte que há um maior número de escolas, fica aqui bem claro que o Norte, sendo assim, saiu beneficiado.

Chamar-me-ão à atenção, aqueles mais atentos, que Portugal tem mais que Norte e Sul, Portugal tem também as Ilhas. Está correcto, sim senhor, mas eu quer-me parecer que se para os Srs. do JN o Sul já é essa coisa horrenda que lhes tira o sono, então, Açores e Madeira, para eles, hão de ser coisas que nem deveriam ser consideradas como território nacional.

Lamentável, é tudo quanto se me oferece dizer.