18 de maio de 2010

Era uma vez ...

Luís tinha perdido o controlo dos seus negócios, desesperado, tentava remar contra a maré, mas a cada medida que tomava, maior era o rombo que provocava no já depauperado estado das finanças das suas empresas. A família, a tudo assistia, mas de forma cobarde e comodista nada faziam para o ajudar, por enquanto o dinheiro ainda chegava para irem vivendo confortavelmente como até ali, mas por muito pouco tempo, sabiam.
Um dia, António, que era seu sócio (rival, diga-se) nos negócios, mas que prezava acima de tudo o bem estar de todos, em especial das empresas e da família, decidiu enfrentá-lo. Obrigou a que se fizesse uma reunião extraordinária de accionistas com vista ao afastamento de Luís da Presidência, a tempo de se salvarem as empresas.

O final desta estória não interessa. Interessa sim o juízo de valor que cada um faça sobre o Luís, sobre a sua família, sobre o António e sobre as acções que cada um deles, família incluida, tomaram nesta estória.

Para mim, nesta estória, o Luís pode muito bem chamar-se José Sócrates, as suas empresas são Portugal, ao passo que a família são os Portugueses. Já António, esse chama-se Jerónimo de Sousa, e foi o único que teve a coragem de enfrentar Luís, com a preocupação de salvar, quer as empresas, quer a família. A reunião de accionistas, pode aqui ser vista na forma de Moção de Censura.

Pensem nisto, estarão a pensar em Portugal e no futuro da nossa "família".

12 comentários:

  1. Realmente muito explícito! eu que nem sequer sou militante, nem do PCP nem de qualquer outro Partido, Aplaudo!!!, como o fizeram muitas pessoas hoje no Fórum da TSF. De todos os quadrantes e de todas as classes desde o mais consciente psicólogo, arquitecto, engenheiro, a passar pelo comerciante, até ao camionista e muitos desempregados... Sim, falaram todos eles muito bem e aplaudiram, muitos deram suspiros de alívio, porque alguém teve a coragem de ter uma atitude. Agora cá os Boys for the Money, os do Sistema, esses como se sabe, foi só a cascar! Comandita mafiosa. Comilões, lacaios e lambe-botas!
    O Jerónimo foi sempre fiel ás suas convicções! Refilam agora os do PS e PSD abstém-se, quando o PS com o Jorge Sampaio e a sua trintona quadrilha, eliminaram um Governo, salvo erro de 3 meses, em tempo de crise, (porque o Durãozinho tinha uma missão "superior" á Nação) deste último Partido, por dá cá aquela palha!! Este Bloco-Central, é uma Máfia de mercenários que serve interesses estrangeiros, para proveito próprio! Mas como o PS de Sócrates, eu nunca vi!!

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  2. Fada, eu também não sou comunista, muito menos militante, mas a verdade é que aquilo em que eu acredito e me revejo sob o ponto de vista ideológico, não tem correspondência no espectro partidário em Portugal.
    Acredito numa Social Democracia de cariz vincadamente esquerdista, e em Portugal não há partido político que se situe neste enquadramento.
    Mas acima de tudo, penso que todos devemos de pensar e analisar a situação do país, não pela prespectiva partidária, defendendo o nosso parido como se de um clube de futebol se tratasse, mas com responsabilidade, seriedade e preocupação com o presente, mas sobretudo com o futuro.
    E se assim se fizer, teremos, necessariamente, de aplaudir de pé, a coragem e firmeza com que o PCP tomou uma medida que, sabia-se, iria fazer cair sobre eles uma avalanche de críticas por parte da maioria constituida pelo Bloco Central.
    Mas, quanto a mim, e mais uma vez, o PCP portou-se como um partido político se deve portar, preteriu a recolha de simpatias a favor da luta pelo presente e futuro do país.
    Muito bem PCP, enquanto Português consciente e não alienado mental ou vendido a interesses pessoais, eu só posso estar de acordo e apoiar-vos na vossa decisão.

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  3. Mas por razão só agora, ao fim de 6 anos, o PC avança neste caminho?
    (até pareço apoiante do PS:))))
    Significa que não havido razões de fundo para tal?
    (para Vos provocar:))))

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  4. Olha o meu amigo Paulo !
    As tuas provocações são sempre bem vindas.
    Tu ... PS ??? hummmm não me cheira nada, mesmo nada :-)))
    Agora mais a sério, a verdade é que há 6 anos, há 5 ou há 4 ou 3, a situação ainda não tinha atingido o ponto limite que atingiu agora, pelo menos á assim que eu vejo a coisa.
    E é bastante mais responsável esperar 6 anos para tomar esta atitude, do que esperar apenas 6 meses, como fez o PS, através do Presidente da altura, para derrubar o Governo PSD de Santana Lopes.
    Não achas ?

    E eu ? pareço "comuna" ? eheheheh

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  5. Como o PC quer levar a dianteira ao BE e liderar a onda de constestação que aí vem, a começar pela greve geral, avança com a moção de censura e toma a iniciativa política.

    O Santana pôs-se a jeito, mas o que lhe sucedeu ainda criou mais casos ...
    Que país este!

    Agora que perguntas, como é que se reconhece um comuna?

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  6. Olha Paulo, sabes o que te digo ?
    Aqui há uns anos, eu não sabia reconhecer um Comunista. Agora já tenho uma ideia bastante aproximada de como reconhecê-los, e se quiseres ter paciência, cheira-me que mais ano menos ano, sou bem capaz de te responder a essa questão de forma inequivoca !

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  7. Atenção que a pergunta não é para ofender ninguém!
    Mas lembrei-me de a colocar porque já aconteceu pessoas que não me conheciam, no seguimento de troca de opinião, às vezes acesas, ficaram com a ideia que eu era comunista; não que isso tenha grande importância, mas não corresponde à realidade.
    Daí a pergunta.

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  8. Não ofendes nada, e eu por acaso, pelo que vou lendo do que escreves diria que de facto não serás comunista.
    Atiraria mais para um vermelho já desbotado, assim ... alaranjado :-))))))

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  9. "Acredito numa Social Democracia de cariz vincadamente esquerdista, e em Portugal não há partido político que se situe neste enquadramento."

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  10. Onde é que eu já ouvi isso ?
    Fazia-nos falta um Olof Palme Português, não era ?

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  11. Nem mais!
    Mas confesso nas minhas escolhas o registo predominante tem sido o alaranjado...

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