7 de maio de 2010

Políticos ... nem todos são iguais.

Na tarde (15h) do próximo sábado, dia 8 de Maio, na Pr. Carlos Alberto, 71 – Porto (Sala de Música do palacete Viscondes Balsemão) vai-se rememorar a última Grande Guerra para que nunca mais aconteça. Entre os intervenientes, figura um grande homem, um grande político, que há que enaltecer. Trata-se de Avelino Pacheco Gonçalves que foi Presidente do Sindicato dos Bancários do Norte de Junho/1972 a Janº/1975.
Foi também Ministro do Trabalho do primeiro governo a seguir ao 25/Abril/74.
Pediu ao Banco de Portugal (BP) uma licença sem vencimento após terminar o mandato no Sindicato. Apesar da época apodada de PREC pelos vencidos do "25 de Abril", foi-lhe recusada a licença, com isso cessando o seu vínculo ao banco. Quando completou 65 anos, requereu ao BP, como está fixado na respectiva convenção colectiva, a devida reforma. Foi-lhe atribuída uma prestação mensal que não chegava aos 130 € e, actualmente, é de 137 € !!!

Da próxima vez que lhe apetecer dizer que “os políticos são todos iguais”, pense bem, antes de abrir a boca. Pessoas como o Avelino Gonçalves, tal como muitos outros, não merecem ser metidos no mesmo saco. A política não é um meio para se servir mas para servir. Aqui está a sua nobreza…

10 comentários:

  1. Não conhecia nem a personagem, nem a sua história.
    Habituados que estamos a ser confrontados com a mediocridade, até nos esquecemos que alguns têm nobres propósitos.

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  2. É verdade Paulo, e num sector que conheço bem, demasiadamente bem, como o da Banca, acredita que é ultrajante ter-se feito o que se fez a este nobre homem.
    Quando não faltam exemplos totalmente contrários de alguns que, até contra a própria lei, continuam a auferir rendimentos mensais na ordem das dezenas de milhares de Euros. E acredita que não são poucos e alguns bem conhecidos de todos nós.
    Os nomes ? como hás de compreender, tenho um filho para acabar de criar ...

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  3. .
    Como me reconforta saber que pessoas assim continuam a existir e a resistir, mesmo com grande prejuízo material.

    Obrigada, Eduardo, não só por dar-me conhecimento mas, também, por destacá-lo.

    Um grande abraço e bom fim-de-semana.

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  4. Gente assim já não se faz ( ouve-se dizer...).
    Não? Acho que continua a haver muita gente íntegra e de merecimento. Recordar este ou outros também é uma forma de dizer :Presente!

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  5. Olá Maria Josefa, temos de facto ainda alguns bons exemplos que, a meu ver, devemos de facto enaltecer e tornar público. Primeiro, porque é da mais elementar justiça, depois, porque é uma forma de ir espalahando a esperança que, quem sabe, possa servir para motivar e levar a que outros desta estirpe venham a surgir, sabendo que não estão sós.

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  6. Zoltrix, eu também acho que ainda se faz gente assim, menos que não seja porque na parte que me toca, bem me esforço todos os dias para que aquele que eu fiz, se torne num homem de honra, de palavra e duma honestidade inviolável.
    O tempo me dirá se o consegui ...

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  7. Sempre se pode dizer tudo sem achavascar a coisa

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  8. Caro A.A.Barroso, vai-me desculpar mas não entendi.
    Dizer tudo o quê ?
    E achavascar o quê ?

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  9. Ora bem... parece que quem achavascou a coisa, foi mesmo o último comentador, o que quer dizer que, até numa homenagem solene, que foi a mensagem que transmitiste, dedicada a uma pessoa que o merece e que nos deste (pelo menos a mim) a conhecer, aparece sempre alguém, para borrar o que é imaculado! É o mundo que temos...

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  10. Ó Fada, é o que temos, fazer o quê ?
    Até porque este senhor(?), das poucas vezes que por aqui passa é, pensa ele, para ofender, esquecendo-se, ou não sabendo, que tudo aquilo que vem de baixo jamais me afecta.
    Aliás, nunca aqui coloquei controlo dos comentários porque prezo a democracia e gosto de dar a palavra a todos, até aos pobres de espírito.

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