31 de agosto de 2010
27 de agosto de 2010
Aniversário do chegateaqui.
Pois é, faz hoje um ano que decidi dar vida a este projecto blogosférico do "chegateaqui".
Foram 365 dias de prazer, de preocupação, de análise, de luta, de trabalho, de revolta, de esforço, em suma, foi algo que me deu prazer e que me permitiu vir a conhecer, ainda que vitualmente, pessoas com um carácter e uma dimensão humana que me surpreenderam, e que enriqueceram um pouco mais a minha existência.
A todos, sem execpção, que comentaram os meus posts o meu muito obrigado, sem vocês isto não faria sentido.
Comecei, há um ano atrás, com uma música, pretendo, passado um ano, deixar também aqui uma música que tem servido de hino à minha existência, uma espécie de azimute. Na vida, como nos Blogues, tento sempre fazer o melhor e dar o melhor, mas sempre, mantendo-me fiel aos meus principios, ás minhas crenças e às minha convicções, em suma, faço-o, mas faço-o "à minha maneira".
23 de agosto de 2010
Triste manifestação.
Democracia é isto mesmo, é permitir que mesmo aqueles que não têm razão nenhuma se possam manifestar, dizer as maiores barbaridades, e defenderem as maiores acefalias sem que daí advenham quaisquer consequências para as suas pessoas.
Bom, mas então, apoiado na mesma democracia, deixem-me manifestar aqui o meu total desacordo e repúdio pela manifestação ocorrida este fim-de-semana na zona da Arrábida, onde algumas dezenas de pessoas a bordo das suas embarcações reclamaram das restrições, segundo eles excessivas, que o Parque Marinho Luiz Saldanha impõe.
Já no passado eu havia aqui manifestado o meu contentamento pelas medidas tomadas no sentido de preservar este verdadeiro santuário da vida marinha Portuguesa.
Aqueles que agora reclamam, são os mesmos de sempre, são aqueles que não nutrem o menor respeito pela Natureza e pela Biodiversidade e estão muito tristes por não poderem ir passear os seus barcos e motos de água para a zona do Portinho da Arrábida, deixando ali largos rastos de óleo e gasolina, para não falar da poluição sonora. São os pescadores que durante anos dizimaram toda a vida marinha ali existente e que no fundo obrigaram à criação do Parque Marinho. São aqueles que têm interesses turísticos na zona e que se movem apenas pelo seu próprio lucro, e são alguns políticos menos escrupulosos, ou até mesmo, porque não dizê-lo, pouco inteligentes, que reclamam sem saber do quê e para quê.
O Parque Marinho Luiz Saldanha foi uma criação magnífica, espero sinceramente que não hajam cedências nenhumas, reforço NENHUMAS, porque o que está em causa é a Natureza, é a Biodiversidade, é, no fundo, a herança que podemos e devemos deixar às gerações vindouras.
Em jeito de desabafo, deixo aqui a minha convicção que, muito provavelmente, se pegarem nos manifestantes que andaram a fazer tristes figuras na Arrábida e os levassem a visitar o Arquipélago Fernando de Noronha, todos eles viriam de lá maravilhados e reclamando que no País deles ninguém se preocupa em preservar a Natureza. Vai uma apostinha ?
p.s.
Em complemento recomendo a visualização do vídeo que coloquei na barra esquerda do blogue (já aqui ao lado).
p.s.
Em complemento recomendo a visualização do vídeo que coloquei na barra esquerda do blogue (já aqui ao lado).
19 de agosto de 2010
Portugal de Luto.
E nem é de estranhar que isso venha a acontecer, porque as pessoas estão fartas desta Injusta Justiça que temos.
É esta a triste realidade dum País onde os Governos Desgovernam, onde se fazem Riquezas pela acumulação de Dívidas, onde os Juízes não têm Juízo e onde o Procurador procura mas não (se) Encontra.
Temos, portanto, um País às avessas, e assim sendo, não é de estranhar que, mais dia menos dia, o Povo inverta a Linha de Comando e entenda começar a Governar às Avessas, debaixo para cima, e pelas próprias mãos.
Assim se vive, nesta Desportugalização constante.
16 de agosto de 2010
C'est en Septembre
Começo muitas vezes o dia com a minha voltinha matinal pelos blogues. E nessas voltinhas têm sido tantas as boas sensações que a minha querida ex-professora, autora do blogue Banalidades, me proporciona, com os seus belos poemas, com a sua sensibilidade, que hoje decidi deixar-lhe aqui, pequena mas sentida dedicatória, tendo por tema "Setembro" e as suas belas manhãs, como ela tão bem retratou no seu ultimo post.
Espero que goste.
15 de agosto de 2010
Relva sempre verdinha na Luz.
Este ano uma coisa é certa, a relva do meu Estádio da Luz vai estar sempre um miminho !
Também, com uma carrada de estrume Espanhol no valor de 8,5 milhões € não se pode esperar outra coisa.
Bolas !!! que eu já tenho um pó ao tosco do Espanhol que nem o posso ver.
P.S.
Olha lá ó Jesus, estás à espera do quê para mandar esse gajo para a bancada pá ?
Toca lá a abrir a pestana a tempo, senão ...
9 de agosto de 2010
Incêndios resultam (também) de incorrecta florestação.
Os anos passam, os incêndios continuam e a nossa floresta morre, a uma velocidade preocupante.
Aumentaram as equipas de vigia florestal, gastaram-se milhares e milhares de Euros em mais meios de combate aos incêndios, melhorou-se a formação dos nossos valorosos bombeiros, mas tudo isso se revela insuficiente e incapaz de inverter o rumo catastrófico a que assistimos.
E tudo se irá repetir, ano após ano, enquanto se tentar combater o problema a jusante, porque a verdadeira chave da solução está a montante, e aí nada se tem feito para solucionar o problema.
E a montante o que é que temos ?
Temos uma incorrecta florestação do nosso território, onde proliferam, cada vez mais, vastas áreas de Pinhal e, acima de tudo, Eucaliptal, que são autênticos fósforos prontos a serem riscados e incendiados.
São os interesses económicos imediatos que ditaram e ditam leis nesta matéria, e enquanto assim for, continuaremos a assistir a este cenário de destruição da nossa floresta.
A verdadeira e natural floresta Portuguesa, aquela que povoava o nosso território antes da intervenção humana desregrada, era constituída essencialmente pelas florestas de Sobro e Azinho, em especial a Sul do território, enquanto a Norte se verificava, para além das zonas florestais de Sobro e Azinho, vastas zonas de Castanheiros.
Em suma, tínhamos a norte florestas compostas de árvores de folha caduca, enquanto no sul pontificavam as florestas de árvores de folha perene.
Os Pinhais existiam sim, mas eram restritos á zona da península de Setúbal. E os Eucaliptais nem sequer existiam, tendo surgido apenas no Séc.XX para alimentar a industria de produção de pasta de papel.
Com a descaracterização da nossa mancha florestal, potenciaram-se os incêndios bem como outros problemas igualmente preocupantes e muito pouco divulgados, como são o caso do aceleramento do processo de desertificação do nosso território, e ainda a destruição dos aquíferos e também dos lençois freáticos.
Tanto a floresta de Sobro e Azinho, bem como a floresta de Carvalho, são muito mais resistentes ao fogo que as zonas de Pinhal e Eucaliptal que, para além disso, se revelam verdadeiros sorvedouros de água.
Já ia sendo tempo para que, quem de direito, tomasse as medidas necessárias no sentido de travar este processo de auto-destruição da nossa floresta.
Até lá, resta-nos chorar a destruição da nossa floresta, e o desmesurado dispêndio de meios humanos e financeiros no combate aos fogos.
6 de agosto de 2010
3 de agosto de 2010
Lixo ecológico ... ou talvez não !
O nosso Governo anunciou hoje, com pompa e circunstância, através da Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, o lançamento da 1ª pedra na construção duma Unidade de Digestão Anaeróbia da Central de Valorização Orgânica em Aviz/Fronteira.
Estas unidades, permitem a produção de energia eléctrica a partir dos resíduos sólidos que todos produzimos.
Assim à primeira vista, uma notícia destas deveria ser motivo de alegria para todos nós, e de felicitação ao Governo pela iniciativa. Mas a verdade é que sob o ponto de vista da emissão de CO2 esta decisão pode, ao invés de ser positiva, vir a ser negativa.
Tudo porque, na ânsia de fazer obra por fazer, e com motivações propagandistas, o nosso Governo comete erros inadmissíveis e com custos, não apenas financeiros, mas também, e acima de tudo, ambientais.
Construir uma unidade destas perto da aldeia de Seda, concelho de Aviz, numa zona mal servida de estradas, e sobretudo longe, muito longe, dos maiores centros populacionais que são os maiores produtores de resíduos sólidos, revela-se um erro crasso, dispendioso e nada amigo do ambiente.
Para fazer chegar a matéria prima, neste caso o lixo (resíduos sólidos) até à unidade da Valnor, vai ser necessário que inúmeros camiões, carregados de lixo, se desloquem dos maiores centros urbanos, que distam centenas de Km's dali. Desta forma, a emissão de CO2 desses mesmos camiões será tremenda, talvez mesmo superior àquela que esse mesmo lixo produziria nos aterros. Isto, claro, para não falar do custo que será necessário suportar para fazer chegar os resíduos sólidos a tão distante destino.
Ser ecológico, caro Engº Sócrates e Dra. Dulce Passarinho, não é apenas cortar fitas de inauguração de unidades de produção energética não poluente, antes, há que planear bem todos os passos que deverão ser dados para que a sustentabilidade seja efectiva.
30 de julho de 2010
28 de julho de 2010
Coerência Socrática.
Quando se faz vida através duma postura política ziguezagueante, sempre em busca das simpatias e dos interesses do momento, o que acaba por vir ao de cima é a total incoerência das pessoas.
Nesse capítulo, Sócrates é rei e senhor. A confirmar isso mesmo, temos agora a "sua" vitória de Portugal sobre a Espanha, no negócio entre a PT e a Telefónica.
Para quem dizia, no início da legislatura, que as três prioridades para Portugal eram Espanha, Espanha, Espanha, o senhor apresenta-se um nadinha bélico para com os nuestros hermanos.
26 de julho de 2010
21 de julho de 2010
Ei-los de volta.
Acordei com um mau estar tremendo, uma sensação de tristeza profunda, de perda, de angústia. Deixei-me ficar deitado, tentando lembrar-me de algo que por ventura explicasse tamanho mau estar. Não me ocorreu nada.
A meu lado, a minha mulher dormia profundamente, com aquele semblante lindo, sereno, pelo qual me apaixonei há uma vintena de anos. Levantei-me e espreitei o quarto do miúdo, também ele dormia o sono dos justos, tudo tranquilo, portanto. Fui à cozinha beber o meu matinal copo de água, pouco passava das 6 da manhã e o sol prenunciava mais um esplendoroso dia de Verão, o céu azul estava salpicado aqui e ali por umas branquíssimas nuvens "borreguinhas". Lá fora, a habitual orquestra dos melros e das rolas embalava mais uma manhã encantadora.
Que raio ! tudo perfeito e eu com esta tristeza, com este nó na garganta, porquê ? porquê ?
Decidi tomar um banho prolongado e relaxante. Costuma funcionar comigo, dispõe-me bem.
Soube-me bem, mas não melhorou o meu estado.
Pus o pão na torradeira e espremi umas laranjas para o sumo. Sentei-me á mesa para tomar o pequeno-almoço e, instintivamente, liguei a televisão. Enquanto comia, as notícias passavam em som de fundo sem que eu lhes prestasse grande atenção. Estava longe, absorto nos meus pensamentos.
De súbito, duas palavras ditas pela jornalista disparam o alarme, ligam-me à terra e fazem luz sobre o meu estado.
Já ontem aquilo me perturbara profundamente, mas o meu subconsciente como que havia apagado, naquela manhã, aquela informação que tanto me perturbava e me entristecia até à medula. Mas agora, elas aí estavam, de novo, a acordar-me para a triste realidade.
Estava encontrada a razão para o meu estado, havia de facto um motivo atendível para tamanha tristeza, para tamanha angustia.
Passados 36 anos eles estavam de volta, vivos, e cheios de força.
19 de julho de 2010
CPLP, Guiné Equatorial e Ana Gomes.
A ideia base que presidiu à formação da CPLP foi a de criar uma Comunidade que reunisse os países de Língua Portuguesa. Esta Comunidade visaria depois um conjunto de objectivos político-diplomáticos, bem como de cooperação em vários sectores, como os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social.
Não me parece correcta a eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP uma vez que, apesar das ligações históricas entre Portugal e a Guiné Equatorial, a verdade é que este não é um país onde a Língua Portuguesa tenha sido uma constante na sua história, muito menos, um país onde o Português tenha sido, desde sempre, a sua língua oficial. A presença Portuguesa no território da actual Guiné Equatorial, nomeadamente nas Ilhas Bioko, Ano Bom e Corisco remonta ao ano de 1471. Portugal manteve sob o seu domínio este território até 1778, ano em que, após os Tratados de Ildefonso e do Pardo, as mesmas passaram a ser do domínio Espanhol.
Penso que esta seja razão suficiente para justificar a não entrada da Guiné Equatorial na CPLP, não concordando nada, com as razões políticas que a Eurodeputada Ana Gomes apresentou.
Não que me admire com o conteúdo e/ou forma das razões por ela apresentadas, uma vez que as atitudes desbragadas, desabridas e porque não dizer, histéricas, como apresenta os seus argumentos são já a sua imagem de marca.
Mas a uma Eurodeputada exigia-se um pouco mais. Um pouco mais de nível, um pouco mais de conhecimentos, em suma, um pouco mais de cultura.
Alegar razões eminentemente politicas para a não adesão da Guiné Equatorial à CPLP é, no fundo, politizar em demasia uma Comunidade que, não deixando de ser política, tem acima de tudo uma génese cultural assente na Língua Portuguesa. Eu compreendo que a Dra. Ana Gomes tente puxar tudo para a esfera dos jogos de poder da política, pois é aí, nesse lodaçal, que ela conseguiu fazer carreira.
A Dra. Ana Gomes entende que a Guiné Equatorial jamais deverá fazer parte da CPLP porque se trata duma tentativa do seu actual Presidente (Theodore Obiang) de legitimar uma brutal ditadura.
Não nego que o seja, mas não concordo é que este motivo, estritamente político, seja a razão que deva presidir á não adesão da Guiné Equatorial à CPLP, mas sim, o facto do Português não ser a sua língua oficial.
Se a preocupação da Dra. Ana Gomes relativamente ao facto da falta de Democracia ser o principal motivo para um país não pertencer à CPLP, então, estranho o seu silêncio quando a CPLP foi criada e na Guiné Bissau pontificava um Presidente de seu nome, Nino Vieira.
Ou melhor ainda, porque é ainda mais actual, estranho que a Dra. Ana Gomes nunca se tenha insurgido com a presença de Angola na CPLP, uma vez que a Presidência de José Eduardo dos Santos não é, como todos sabemos, um exemplo vivo de efectiva Democracia.
Ou será que aqui, neste último caso, a Dra. Ana Gomes não possa vir, mais uma vez, descabelar-se em frente às câmaras de televisão, com receio que as fortes influências que José Eduardo dos Santos tem sobre o actual Governo Português (por acaso do PS !) possam pôr fim a sua "brilhante" carreira política ?
15 de julho de 2010
Cucumis melo.
Cucumis melo, mais conhecido entre nós como Melão, essa magnifica fruta que nesta altura do ano se torna verdadeiramente indispensável á nossa mesa. Fresco, sumarento, e com sabor e textura que o colocam, muito provavelmente, no topo das minhas preferências ao nível das frutas.
Simplesmente adoro-o, de tal forma que me apeteceu, agora mesmo, após um almocinho leve de Verão, que consistiu numas maravilhosas fatias de Melão de Almeirim, com um não menos maravilhoso Presunto Pata Negra, escrever um post em homenagem a esta magnifica fruta.
O Melão, para além de saboroso é uma fruta com excelentes propriedades. Quando devidamente maduro é um óptimo calmante e tem ainda propriedades diuréticas e laxantes. Contém Cálcio, Fósforo e Ferro, que contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue. Tem também vitamina A que protege a visão, vitamina C, que age contra infecções e Niacina, que combate problemas de pele. Por tudo isto é indicado para quem sofra de gota, reumatismo, artrite, obesidade, colite, prisão de ventre, afecções renais, nefrite, cistite e infecções ginecológicas
Por tudo isto, o Melão é sem sombra de dúvidas uma das frutas mais indicadas para consumir no nosso Verão.
E vão por mim, não há melhor que o nosso Melão de Almeirim !
p.s.
As saudades que eu tenho do Doce de Melão que a minha Mãezinha me fazia.
11 de julho de 2010
Ibéria em festa.
Nem só os "nuestros hermanos" têm motivos para festejar hoje. Também nós, Portugueses, podemos e devemos festejar a fantástica vitória (e já é a 7ª) no Campeonato Europeu de Rugby na variante de Sevens.
A Ibéria, esse país que infelizmente nunca existiu, está em festa e de parabéns.
7 de julho de 2010
Almada, cada vez mais Ecológica.
É com satisfação que constato que, ano após ano, a cidade de Almada se torna cada vez mais num exemplo nacional ao nível das grandes cidades com preocupações ambientais e de sustentabilidade.
Depois da emblemática obra do Metro Sul do Tejo, que tantas vozes discordantes levantou e que hoje se encontram silenciadas pelo sucesso esmagador que a mesma constitui, é agora chegada a hora de passarmos a usufruir em Almada de mais um importante meio de transporte não poluente, o Flexibus.
Os Flexibus são mini-autocarros movidos exclusivamente com motores eléctricos, que operarão sobretudo na parte histórica da cidade, vulgo Almada Velha, e Cacilhas, onde se encontra o terminal de transportes rodoviários e fluviários da cidade.
Mais um passo em frente na sustentabilidade que todos deveriam procurar alcançar e que em Almada se faz não só de doces palavras, mas acima de tudo de actos concretos.
5 de julho de 2010
2 de julho de 2010
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