9 de outubro de 2009

Willy Brandt

Fez ontem, dia 8 de Outubro, 17 anos que morreu Willy Brandt, a quem quero aqui prestar a minha homenagem.
Juntamente com Olof Palme, Willy Brandt é até hoje um dos políticos de referência que marcaram definitivamente a minha orientação política.
Ambos Sociais Democratas e ambos lideres históricos dos seus respectivos países que, sob as suas batutas, atingiram níveis de desenvolvimento e de justiça social inigualáveis até aos dias de hoje.
Willy Brandt, através da sua Ostpolitik (política de aproximação às nações da Europa de Leste), pode ser considerado como o Pai da reunificação das duas Alemanhas.
Foi aliás, através desta sua política de aproximação, que teve início a regularização das relações da Alemanha Federal com a Polónia, URSS e, mais tarde, com a Alemanha Democrática, o que lhe valeu inclusivamente o Prémio Nobel da Paz em 1971.
Willy Brandt foi Chanceler Alemão entre 1969 e 1974, ao serviço do SPD, onde demonstrou sempre a sua fidelidade aos seus ideais de esquerda-socialista.

Não queria acabar sem deixar registo da minha constante perplexidade de Portugal ser, por ventura, o único país Europeu que tem um Partido Social Democrata marcadamente de direita, contrariamente, por exemplo, ao SPD Alemão de Willy Brandt, ou ao SAP de Olof Palme, que tinham nas políticas de esquerda as suas bases ideológicas.

12 comentários:

  1. Muito bem lembrado e uma homenagem merecida. Quando às designações dos partidos portugueses com representação parlamentar, faça-se-lhe justiça: o PCP é o único que não engana. Já o Bloco é tão genérico que pode albergar quase tudo. E os outros deviam ser tratados como casos de publicidade enganosa.

    ResponderEliminar
  2. É Eduardo... Portugal precisava de políticos assim. Mas se aparecem, têm o mesmo fim que Humberto Delgado! Olhe que é triste... o português, parece que gosta de ser enganado, bem eu até diria, que só anda enganado quem quer, já não se dão sequer, ao trabalho de esconder as falcatruas que fazem... e lá continuam no poder!!

    ResponderEliminar
  3. Rui, tens toda a razão quanto à publicidade enganosa. É que as pessoas ou os partidos evoluírem e fazerem ajustes à sua forma de pensar e de estar, é algo muito diferente de desrespeitar a sua própria génese.

    ResponderEliminar
  4. É verdade Fada, e olhe que já depois do Humberto Delgado, tivemos o caso do Francisco Sá Carneiro.
    E no caso deste ultimo, mesmo sem lhe querer atribuir uma aura Sebastíanica, parece-me que se aquele avião não tem caído (ou sido feito cair), teríamos hoje outro país, para melhor, e seguramente um PSD pelo menos mais centrista.

    ResponderEliminar
  5. Como eu gostaria que tivéssemos uma verdadeira democracia com partidos saudáveis, verdadeiros nas suas opções, e com militantes cuja militância teria como objectivo servir o país e não servir-se a si próprios. Saudavelmente à esquerda, à direita ou ao centro, sem extremismos e radicalismos perigosos, com ideais nobre e fiéis aos mesmos.
    Talvez assim até fosse militante de algum.
    Mas como está, não posso. Pois eles querem é militância cega, trucidam-se uns aos outros, dentro dos próprios partidos que até dá dó. "Matam" politicamente a maioria dos que têm genuína vontade de servir o país e que são fieis aos seus princípios. E depois a agressão, a falta de respeito com que se atacam entre partidos, é degradante. Eles prometem umas coisas e quando são eleitos fazem outras, é inadmissível.
    A nossa democracia está um caco.

    ResponderEliminar
  6. É Eduardo, eu penso logo nisso, mas não quis mencionar o caso Camarate, porque fico com pele de galinha. Com ele voou a nossa Democracia... embora poucos o sintam, desde aí e do caso Portugate, interligados, que vivemos uma pseudo Democracia, defendida por vilões estrategas!
    É de fugir... tem toda a razão o nosso País teria sido uma coisa muito diferente!

    ResponderEliminar
  7. É Benjamina, hoje dia de eleições, em Mondim de Bastos,foi morto um candidato adversário, do PSD, pelo do PS. Já nem vou votar!

    ResponderEliminar
  8. Fomos (e continuamos) cedendo nalguns pequeninos princípios e, de cedência em cedência...
    O que dizer da eleição - repetida - de uma certa rapaziada? Mas que democracia é esta em que posso ter corruptos a governar-me, escolhidos por alguém para quem isso não tem a menor importância?

    ResponderEliminar
  9. Boa pergunta, Paulo Lobato!...

    ResponderEliminar
  10. Benjamina, Fada e Paulo, vejam bem como tudo o que acabaram de referir só serve para reforçar ainda mais a minha admiração por pessoas como Willy Brandt.
    Em 1974, no auge das sua liderança, surge o escândalo (com contornos de sabotagem) da existência de um espião da Alemanha-Oriental que fazia parte do gabinete de Willy Brandt. Nem olhando para trás Willy Brandt demite-se automaticamente. Esta gente tinha verticalidade política. Nós por cá vamo-nos "governando" com uns seres mais invertebrados nesse capítulo.

    ResponderEliminar
  11. Agora os resultados da vitória de Isaltino, em Oeiras, desmonstra bem o que o povo gosta... tudo menos verticalidade. Pobres minorias. Isto deve ser o resultado do afadigado trabalho dos Media, invsestindo na ignorância. Fazer com que seja a ignomínia e a corrupção a ser eleita! A ignorância está a espalhar-se a níveis assustadores! Eu não entendo a humanidade!...

    ResponderEliminar
  12. O SPD também já é um partido de direita - embora talvez ~de um modo menos marcado que o PSD. Por isso é que na Alemanha apareceu Die Linke e em Portugal o Bloco de Esquerda - herdeiros ambos, não do bolchevismo, mas justamente da social-democracia que Willy Brandt representou. A política tem horror ao vazio.

    ResponderEliminar