14 de janeiro de 2010

Martin Luther King

Caso fosse vivo, Martin Luther King faria esta 6ª feira 81 anos (nasceu em Atlanta a 15 de Janeiro de 1929).
Com apenas 19 anos de idade, Luther King tornou-se pastor baptista, tendo-se depois formado em Teologia.
Durante os seus estudos aprofundou conhecimentos na área da filosofia de protesto não violento, inspirado nas ideias de Gandhi.
Foi em 1955 que as suas históricas acções de protesto tiveram início, através dum boicote aos transportes da cidade de Montgomery, com o intuito de acabar com a discriminação existente até então com os passageiros negros. Luther King, na altura, presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano. Durante esse período, Luther King viu a sua casa ser bombardeada, o que o motivou a dar início à luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Em 1957 Luther King foi um dos fundadores da Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. Luther King tornou-se o líder da organização, que tinha como objectivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos.
Em 1959, viaja para a Índia com o objectivo de estudar e aprofundar ainda mais os seus conhecimentos sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi.
No início da década de 1960, King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas, tendo organizado manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso, tendo sido acusado de causar desordem pública.
Em 1963 liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, onde reuniu mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos.
A não-violência tornou-se a sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Nesse mesmo ano liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu o seu famoso discurso "I have a dream".
Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz.
Os movimentos continuaram, em 1965 ele liderou uma nova marcha. Uma das consequências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar.
A 4 de Abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.
Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de Janeiro foi decretada feriado nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King.
Morreu o homem, mas a sua história continua bem viva e presente, bem como a sua obra, que ajudou a termos um Mundo melhor.

8 comentários:

  1. Óptima, justa e oportuna homenagem!

    ResponderEliminar
  2. Realmente Eduardo uma boa Homenagem a um Homem com H grande, que tantas vezes invoco como exemplo de coragem e da boa luta. Poucos falam dele hoje em dia (deve ser por não ser ateu), mas deveria ser um exemplo a seguir por muitos homens, que neste momento deixam o Mundo desmoronar com falta dessa coragem de fazer frente aos poderosos.
    Já não há heróis... barriga cheia dá moleza e esses até tendem a abafar as vozes corajosas, para manter a qualidade de vida... não vão levar por tabela... até um dia!
    Precisamos de Homens assim, com coragem!
    Obrigada por este post.

    ResponderEliminar
  3. Para bem de todos nós, era bom que o "Yes we can" de Obama estivesse impregnado da mesma franqueza do "I have a dream" de Luther King, o que infelizmente não me parece que aconteça.

    ResponderEliminar
  4. Pois é mesmo isso, Eduardo... Parece que só os abutres, podem voar!...

    ResponderEliminar
  5. E as Águias Fada ! e as Águias :-)))
    Se é que me entendes !!! ehehehe

    ResponderEliminar
  6. Se um Dragão se lembra, de passar o churrasco nas Águias, está visto! Era uma vez!... :)

    Se é que me faço entender!! ehehhehhehhehe

    ResponderEliminar
  7. Eduardo, fez um excelente resumo dos momentos mais significativos de Martin Luther King, homem que continuo a ter como referência e a que prestei homenagem há alguns meses a propósito do aniversário de uma das suas marchas, e que, curiosamente, numas das imagens que escolhi para ilustrar o texto estava ele e Barack Obama numa composição interessante.
    Parabéns e um abraço.

    ResponderEliminar
  8. Olá Eduardo
    Este senhor merece ser lembrado, todos os anos e se calhar em muitos mais dias. Obrigada por nos lembrar.
    Foi um daqueles homens que enfrentou os vícios instalados com tal força e poder, que logo foi eliminado. Mas ainda teve tempo de mudar a história. Outros nem isso tiveram.
    Um abraço e bom Domingo

    ResponderEliminar