20 de janeiro de 2010

Primeiro ano de Obama

Faz hoje um ano que Obama foi eleito Presidente dos EUA.
Preferia ter começado este post escrevendo, “Comemora-se hoje o primeiro ano de presidência Obama”.
Mas o verbo comemorar está, inevitavelmente, relacionado com festividade, com alegria, com jubilo, e a verdade, a triste verdade, é que até ver, nada ou praticamente nada do que Obama fez neste seu primeiro ano de mandato me levou a usar o verbo comemorar.
Obama surge como Presidente dos EUA num dos momentos mais conturbados, talvez mesmo o mais conturbado da história da humanidade desde a 2ª Guerra Mundial.
Nesse contexto, a opinião generalizada era de que ele, Obama, poderia ser um verdadeiro salvador, não da pátria, mas das pátrias duma maneira geral.
Convenhamos que essa era uma fasquia irreal, que ele próprio jamais se propôs alcançar. Foi o desespero geral que lhe colocou esse peso nos ombros.
No entanto, houve inúmeros assuntos que durante este ano poderiam e deveriam ter sido resolvidos pela Administração Obama e que, a meu ver, não só não conheceram evolução, como, nalguns casos, foi notório o seu retrocesso.

Vejamos :

- Situação no Iraque. Está melhor ?
- Situação no Afeganistão. Está melhor ?
- Conflito Israelo-árabe. Está melhor ?
- Conflito China-Tibete. Está melhor ?
- Crise ambiental. Está melhor ? (aqui foi vergonhoso o posicionamento Americano em Copenhaga).
- Crise económica interna dos EUA. Está melhor ?

É, a meu ver, preocupante a prestação, até ao momento, da Administração Obama nestas matérias. Bem sei que são “dossiers” sensíveis, que um ano é um curto espaço de tempo, mas não é menos verdade que as soluções urgem, e que a influência dos EUA no mundo (ainda) é enorme.
Para o bem geral, oxalá para o ano possa escrever um post começado por :

“Comemoram-se hoje os primeiros 2 anos de presidência Obama”.

7 comentários:

  1. Parece que a crise no Afeganistão está melhor para a NATO... Agora os russos, que se desenrasquem! Vamos a ver, é se não apanhamos todos por tabela...

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  2. Quanto aos nossos governantes são só boas notícias... o desemprego vai aumentar, o Mário Lino está em vias de ir para a REN, pois gosta mais do serviço público (rouba-se mais).
    Entretanto veja-se este pormenor
    A - 4,2 mil milhões de euros - "empréstimo" da Caixa ao BPN
    B - 7 mil milhões - Reconstruir o Haiti.

    Para complementar a salgalhada, Portugal atraiçoou Cabinda em favor de Angola e MPLA.
    Não é só com o Obama que as coisas andam para trás!

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  3. O que só confirma que a atribuição do Nobel da Paz foi despropositada e funciona como presente envenenado.
    Também espero que o tempo que se segue seja melhor.

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  4. Eduardo, só um pequeno pormenor que poderá dificultar a governação de Obama: o Estado que elegeu Edward Kennedy, do Partido Democrata, entretanto falecido, resolveu eleger um do Partido Republicano, pelo que Obama ficou sem a maioria que o apoiava, por exemplo, na reforma do sistema de saúde, tentando abranger os quase 30 milhões de americanos que não podem pagar um seguro de saúde.
    Não vai ser um ano fácil, nem para o Presidente nem para os americanos.
    Um abraço.

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  5. Sempre fui um céptico das qualidades de Obama para o exercício do cargo, tanto mais que daquilo que ia acompanhado via CNN, por exemplo, e do que me transmitiam amigos estado-unidenses, muito daquilo era mais "marketing" puro e duro do que substância.
    Depois, na UE, que anda claramente em perda crescente, todos se viraram para Obama como o Messias esquecendo que ele, em primeiro lugar, iria ser o Presidente dos EUA.
    Arrancou mal com a constituição da equipa, escolhendo um Vice relativamente fraco e enfrentando alguns casos e a partir daí foi sempre a abrir com um conflito assumido com a conservadora FOX da qual não tira proveito nenhum e tropeções sucessivos em actos eleitoriais intermédios e com a famosa reforma da Saúde.

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  6. Pelos vistos vai ser muito difícil "comemorarmos" o 2º ano de mandato Obama.
    O mundo actual, é um mundo de marketing, de faz de conta, onde as pessoas "compram" às cegas e baralhadas pelo "barulho das luzes".
    E como diz o FP, o Obama, é uma imagem que vende (vendeu) muito bem.
    Nós em Portugal sabemos bem o que isso é !
    A imagem do Sócrates também vendeu bem ... o problema é que as prestações para o pagar estão cada vez mais altas.

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  7. Não podemos esquecer que o Homem recebeu uma herança bem pesada!
    De facto a fasquia estava demasiado alta, mas o desespero generalizado era tanto que se tornava fundamental agarrarmo-nos à única âncora que nos oferecia alguma credibilidade, alguma esperança.
    Ainda tenho esperança, neste Homem ainda tenho esperança!
    E nos nossos governantes? Prefiro calar-me. Não, não é cobardia. É salvaguarda da minha sanidade mental.
    Para os crentes, resta a oração!

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