16 de agosto de 2010

C'est en Septembre

Começo muitas vezes o dia com a minha voltinha matinal pelos blogues. E nessas voltinhas têm sido tantas as boas sensações que a minha querida ex-professora, autora do blogue Banalidades, me proporciona, com os seus belos poemas, com a sua sensibilidade, que hoje decidi deixar-lhe aqui, pequena mas sentida dedicatória, tendo por tema "Setembro" e as suas belas manhãs, como ela tão bem retratou no seu ultimo post.
Espero que goste.

15 de agosto de 2010

Relva sempre verdinha na Luz.

Este ano uma coisa é certa, a relva do meu Estádio da Luz vai estar sempre um miminho !
Também, com uma carrada de estrume Espanhol no valor de 8,5 milhões € não se pode esperar outra coisa.



Bolas !!! que eu já tenho um pó ao tosco do Espanhol que nem o posso ver.

P.S.
Olha lá ó Jesus, estás à espera do quê para mandar esse gajo para a bancada pá ?
Toca lá a abrir a pestana a tempo, senão ...

9 de agosto de 2010

Incêndios resultam (também) de incorrecta florestação.

Os anos passam, os incêndios continuam e a nossa floresta morre, a uma velocidade preocupante.
Aumentaram as equipas de vigia florestal, gastaram-se milhares e milhares de Euros em mais meios de combate aos incêndios, melhorou-se a formação dos nossos valorosos bombeiros, mas tudo isso se revela insuficiente e incapaz de inverter o rumo catastrófico a que assistimos.
E tudo se irá repetir, ano após ano, enquanto se tentar combater o problema a jusante, porque a verdadeira chave da solução está a montante, e aí nada se tem feito para solucionar o problema.
E a montante o que é que temos ?
Temos uma incorrecta florestação do nosso território, onde proliferam, cada vez mais, vastas áreas de Pinhal e, acima de tudo, Eucaliptal, que são autênticos fósforos prontos a serem riscados e incendiados.
São os interesses económicos imediatos que ditaram e ditam leis nesta matéria, e enquanto assim for, continuaremos a assistir a este cenário de destruição da nossa floresta.
A verdadeira e natural floresta Portuguesa, aquela que povoava o nosso território antes da intervenção humana desregrada, era constituída essencialmente pelas florestas de Sobro e Azinho, em especial a Sul do território, enquanto a Norte se verificava, para além das zonas florestais de Sobro e Azinho,  vastas zonas de Castanheiros.
Em suma, tínhamos a norte florestas compostas de árvores de folha caduca, enquanto no sul pontificavam as florestas de árvores de folha perene.
Os Pinhais existiam sim, mas eram restritos á zona da península de Setúbal. E os Eucaliptais nem sequer existiam, tendo surgido apenas no Séc.XX para alimentar a industria de produção de pasta de papel.
Com a descaracterização da nossa mancha florestal, potenciaram-se os incêndios bem como outros problemas igualmente preocupantes e muito pouco divulgados, como são o caso do aceleramento do processo de desertificação do nosso território, e ainda a destruição dos aquíferos e também dos lençois freáticos.
Tanto a floresta de Sobro e Azinho, bem como a floresta de Carvalho, são muito mais resistentes ao fogo que as zonas de Pinhal e Eucaliptal que, para além disso, se revelam verdadeiros sorvedouros de água.
Já ia sendo tempo para que, quem de direito, tomasse as medidas necessárias no sentido de travar este processo de auto-destruição da nossa floresta.
Até lá, resta-nos chorar a destruição da nossa floresta, e o desmesurado dispêndio de meios humanos e financeiros no combate aos fogos.

3 de agosto de 2010

Lixo ecológico ... ou talvez não !

O nosso Governo anunciou hoje, com pompa e circunstância, através da Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, o lançamento da 1ª pedra na construção duma Unidade de Digestão Anaeróbia da Central de Valorização Orgânica em Aviz/Fronteira.
Estas unidades, permitem a produção de energia eléctrica a partir dos resíduos sólidos que todos produzimos.
Assim à primeira vista, uma notícia destas deveria ser motivo de alegria para todos nós, e de felicitação ao Governo pela iniciativa. Mas a verdade é que sob o ponto de vista da emissão de CO2 esta decisão pode, ao invés de ser positiva, vir a ser negativa.
Tudo porque, na ânsia de fazer obra por fazer, e com motivações propagandistas, o nosso Governo comete erros inadmissíveis e com custos, não apenas financeiros, mas também, e acima de tudo, ambientais.
Construir uma unidade destas perto da aldeia de Seda, concelho de Aviz, numa zona mal servida de estradas, e sobretudo longe, muito longe, dos maiores centros populacionais que são os maiores produtores de resíduos sólidos, revela-se um erro crasso, dispendioso e nada amigo do ambiente.
Para fazer chegar a matéria prima, neste caso o lixo (resíduos sólidos) até à unidade da Valnor, vai ser necessário que inúmeros camiões, carregados de lixo, se desloquem dos maiores centros urbanos, que distam centenas de Km's dali. Desta forma, a emissão de CO2 desses mesmos camiões será tremenda, talvez mesmo superior àquela que esse mesmo lixo produziria nos aterros. Isto, claro, para não falar do custo que será necessário suportar para fazer chegar os resíduos sólidos a tão distante destino.
Ser ecológico, caro Engº Sócrates e Dra. Dulce Passarinho, não é apenas cortar fitas de inauguração de unidades de produção energética não poluente, antes, há que planear bem todos os passos que deverão ser dados para que a sustentabilidade seja efectiva.

28 de julho de 2010

Coerência Socrática.

Quando se faz vida através duma postura política ziguezagueante, sempre em busca das simpatias e dos interesses do momento, o que acaba por vir ao de cima é a total incoerência das pessoas.
Nesse capítulo, Sócrates é rei e senhor. A confirmar isso mesmo, temos agora a "sua" vitória de Portugal sobre a Espanha, no negócio entre a PT e a Telefónica.
Para quem dizia, no início da legislatura, que as três prioridades para Portugal eram Espanha, Espanha, Espanha, o senhor apresenta-se um nadinha bélico para com os nuestros hermanos.

21 de julho de 2010

Ei-los de volta.

Acordei com um mau estar tremendo, uma sensação de tristeza profunda, de perda, de angústia. Deixei-me ficar deitado, tentando lembrar-me de algo que por ventura explicasse tamanho mau estar. Não me ocorreu nada.
A meu lado, a minha mulher dormia profundamente, com aquele semblante lindo, sereno, pelo qual me apaixonei há uma vintena de anos. Levantei-me e espreitei o quarto do miúdo, também ele dormia o sono dos justos, tudo tranquilo, portanto. Fui à cozinha beber o meu matinal copo de água, pouco passava das 6 da manhã e o sol prenunciava mais um esplendoroso dia de Verão, o céu azul estava salpicado aqui e ali por umas branquíssimas nuvens "borreguinhas". Lá fora, a habitual orquestra dos melros e das rolas embalava mais uma manhã encantadora.
Que raio ! tudo perfeito e eu com esta tristeza, com este nó na garganta, porquê ? porquê ?
Decidi tomar um banho prolongado e relaxante. Costuma funcionar comigo, dispõe-me bem.
Soube-me bem, mas não melhorou o meu estado.
Pus o pão na torradeira e espremi umas laranjas para o sumo. Sentei-me á mesa para tomar o pequeno-almoço e, instintivamente, liguei a televisão. Enquanto comia, as notícias passavam em som de fundo sem que eu lhes prestasse grande atenção. Estava longe, absorto nos meus pensamentos.
De súbito, duas palavras ditas pela jornalista disparam o alarme, ligam-me à terra e fazem luz sobre o meu estado.
Já ontem aquilo me perturbara profundamente, mas o meu subconsciente como que havia apagado, naquela manhã, aquela informação que tanto me perturbava e me entristecia até à medula. Mas agora, elas aí estavam, de novo, a acordar-me para a triste realidade.
Estava encontrada a razão para o meu estado, havia de facto um motivo atendível para tamanha tristeza, para tamanha angustia.
Passados 36 anos eles estavam de volta, vivos, e cheios de força.

19 de julho de 2010

CPLP, Guiné Equatorial e Ana Gomes.

A ideia base que presidiu à formação da CPLP foi a de criar uma Comunidade que reunisse os países de Língua Portuguesa. Esta Comunidade visaria depois um conjunto de objectivos político-diplomáticos, bem como de cooperação em vários sectores, como os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social.
Não me parece correcta a eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP uma vez que, apesar das ligações históricas entre Portugal e a Guiné Equatorial, a verdade é que este não é um país onde a Língua Portuguesa tenha sido uma constante na sua história, muito menos, um país onde o Português tenha sido, desde sempre, a sua língua oficial. A presença Portuguesa no território da actual Guiné Equatorial, nomeadamente nas Ilhas Bioko, Ano Bom e Corisco remonta ao ano de 1471. Portugal manteve sob o seu domínio este território até 1778, ano em que, após os Tratados de Ildefonso e do Pardo, as mesmas passaram a ser do domínio Espanhol.
Penso que esta seja razão suficiente para justificar a não entrada da Guiné Equatorial na CPLP, não concordando nada, com as razões políticas que a Eurodeputada Ana Gomes apresentou.
Não que me admire com o conteúdo e/ou forma das razões por ela apresentadas, uma vez que as atitudes desbragadas, desabridas e porque não dizer, histéricas, como apresenta os seus argumentos são já a sua imagem de marca.
Mas a uma Eurodeputada exigia-se um pouco mais. Um pouco mais de nível, um pouco mais de conhecimentos, em suma, um pouco mais de cultura.
Alegar razões eminentemente politicas para a não adesão da Guiné Equatorial à CPLP é, no fundo, politizar em demasia uma Comunidade que, não deixando de ser política, tem acima de tudo uma génese cultural assente na Língua Portuguesa. Eu compreendo que a Dra. Ana Gomes tente puxar tudo para a esfera dos jogos de poder da política, pois é aí, nesse lodaçal, que ela conseguiu fazer carreira. 
A Dra. Ana Gomes entende que a Guiné Equatorial jamais deverá fazer parte da CPLP porque se trata duma tentativa do seu actual Presidente (Theodore Obiang) de legitimar uma brutal ditadura.
Não nego que o seja, mas não concordo é que este motivo, estritamente político, seja a razão que deva presidir á não adesão da Guiné Equatorial à CPLP, mas sim, o facto do Português não ser a sua língua oficial.
Se a preocupação da Dra. Ana Gomes relativamente ao facto da falta de Democracia ser o principal motivo para um país não pertencer à CPLP, então, estranho o seu silêncio quando a CPLP foi criada e na Guiné Bissau pontificava um Presidente de seu nome, Nino Vieira.
Ou melhor ainda, porque é ainda mais actual, estranho que a Dra. Ana Gomes nunca se tenha insurgido com a presença de Angola na CPLP, uma vez que a Presidência de José Eduardo dos Santos não é, como todos sabemos, um exemplo vivo de efectiva Democracia.
Ou será que aqui, neste último caso, a Dra. Ana Gomes não possa vir, mais uma vez, descabelar-se em frente às câmaras de televisão, com receio que as fortes influências que José Eduardo dos Santos tem sobre o actual Governo Português (por acaso do PS !) possam pôr fim a sua "brilhante" carreira política ?

15 de julho de 2010

Cucumis melo.

Cucumis melo, mais conhecido entre nós como Melão, essa magnifica fruta que nesta altura do ano se torna verdadeiramente indispensável á nossa mesa. Fresco, sumarento, e com sabor e textura que o colocam, muito provavelmente, no topo das minhas preferências ao nível das frutas.
Simplesmente adoro-o, de tal forma que me apeteceu, agora mesmo, após um almocinho leve de Verão, que consistiu numas maravilhosas fatias de Melão de Almeirim, com um não menos maravilhoso Presunto Pata Negra, escrever um post em homenagem a esta magnifica fruta.
O Melão, para além de saboroso é uma fruta com excelentes propriedades. Quando devidamente maduro é um óptimo calmante e tem ainda propriedades diuréticas e laxantes. Contém Cálcio, Fósforo e Ferro, que contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue. Tem também vitamina A que protege a visão, vitamina C, que age contra infecções e Niacina, que combate problemas de pele. Por tudo isto é indicado para quem sofra de gota, reumatismo, artrite, obesidade, colite, prisão de ventre, afecções renais, nefrite, cistite e infecções ginecológicas
Por tudo isto, o Melão é sem sombra de dúvidas uma das frutas mais indicadas para consumir no nosso Verão.
E vão por mim, não há melhor que o nosso Melão de Almeirim !

p.s.
As saudades que eu tenho do Doce de Melão que a minha Mãezinha me fazia.

11 de julho de 2010

Ibéria em festa.

Nem só os "nuestros hermanos" têm motivos para festejar hoje. Também nós, Portugueses, podemos e devemos festejar a fantástica vitória (e já é a 7ª) no Campeonato Europeu de Rugby na variante de Sevens.
A Ibéria, esse país que infelizmente nunca existiu, está em festa e de parabéns.

Xiiiuuuu, que hoje é Domingo.

7 de julho de 2010

Almada, cada vez mais Ecológica.

É com satisfação que constato que, ano após ano, a cidade de Almada se torna cada vez mais num exemplo nacional ao nível das grandes cidades com preocupações ambientais e de sustentabilidade.
Depois da emblemática obra do Metro Sul do Tejo, que tantas vozes discordantes levantou e que hoje se encontram silenciadas pelo sucesso esmagador que a mesma constitui, é agora chegada a hora de passarmos a usufruir em Almada de mais um importante meio de transporte não poluente, o Flexibus.
Os Flexibus são mini-autocarros movidos exclusivamente com motores eléctricos, que operarão sobretudo na parte histórica da cidade, vulgo Almada Velha, e Cacilhas, onde se encontra o terminal de transportes rodoviários e fluviários da cidade.
Mais um passo em frente na sustentabilidade que todos deveriam procurar alcançar e que em Almada se faz não só de doces palavras, mas acima de tudo de actos concretos.

5 de julho de 2010

30 de junho de 2010

Nova Barca do Inferno.

Queiroz prometeu-nos, ainda antes da partida para o Campeonato do Mundo na África do Sul, uma nova epopeia repleta de conquistas com os nossos novos Navegadores do pontapé na bola.
O problema começou ainda no cais de embarque, onde não soube ser criterioso e, ao invés de embarcar na Nau que nos permitiria voltar a dobrar o Cabo das Tormentas, colocou-se a ele e a todos os demais numa nova e autêntica Barca do Inferno.
Logo à partida, já todos sabíamos que teríamos de carregar com o Onzeneiro do Gilberto Madaíl, com aquele seu apego ao poder e tácticas de usura como só ele domina.
Como também já vem sendo hábito nestas ocasiões, o nosso Joanantão, que dá pelo nome de António Simões, disse presente. Leva o ano a tecer críticas a tudo e a todos, mas depois, quando toca ao protagonismo, lá veste o seu aventalzinho de sapateiro e vai pregando umas meias-solas aqui e ali.
Queiroz, que também tem o seu narizinho num plano bem elevado, não despe a pele de D.Anrique, nosso Fidalgo destas coisas da bola, e jamais abre mão do seu Pajem de sempre, Agostinho Oliveira.
Já de há muito que era sabido que tínhamos entre nós uma Brísida Vaz, de sotaque Brasileiro e que dá pelo nome de Deco. Alcoviteira sem limites, como atestam os seus venenosos comentários, e uma verdadeira meretriz do pontapé na bola.
Não contente com isso, D.Anrique "Queiroz" ainda chamou a bordo um "levezinho" Frei Babriel, que só consumou o seu amor à Igreja Portuguesa, depois de perceber que a sua dama (selecção) Brasileira jamais assumiria consigo relação legal e duradoura.
E para cúmulo, D.Anrique "Queiroz" ainda nos trouxe, na forma de presente envenenado, um Judeu para bordo, de seu nome, Ricardo Costa. Sim, porque a jogar mal daquela maneira, só pode ter sido judiaria !
Como se tudo isto não bastasse, e com medo de nos faltar elenco para que o Auto seguisse o seu rumo, ainda nos calharam em sorte dois árbitros, um contra o Brasil, outro contra a Espanha, que desempenharam na perfeição os papeis de Corregedor e Procurador.
O que é aqui falta ?
Está bom de ver, falta o Joane (parvo) Cristiano, que coitado, tem tanto de habilidoso com os pés como de inábil com os neurónios, e ainda, os desgraçados dos quatro Cavaleiros que foram, a meu ver, o Eduardo, o Ricardo Carvalho, o Coentrão e o Hugo Almeida. Eles bem se esforçaram, mas não chegaram para a armada de Castela.
Dirão os mais atentos, falta o Enforcado.
Não falta meus bons amigos, não falta. O Enforcado somos todos nós, que ainda acalentámos esperanças de ir esquecendo a crise à conta da selecção, mas nem isso meus amigos, nem isso eles nos deram.
Sabem o que vos digo ?
Se dependesse de mim, no regresso, dava-lhes era uma boa dose de ... samicas de caganeira !

27 de junho de 2010

A minha homenagem a Mário Soares.

Como cidadão consciente não podia, obviamente, deixar de me juntar ao grupo de Portugueses que esta semana decidiram homenagear o Dr. Mário Soares, considerando-o mesmo o "mais ilustre Português vivo".
Qualquer Português vivo, mesmo que não tão ilustre como o "mais ilustre" Dr. Mário Soares, deve de facto homeageá-lo, como puder e como souber.
Eu vou tentar homenageá-lo aqui, da forma que posso e que sei, mesmo correndo o risco de não conseguir homenageá-lo da forma como ele efectivamente merecia.

Dr. Mário Soares gostaria de homenageá-lo :

- Pela forma como se conseguiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo em Paris.

- Por ter conduzido da forma "brilhante" que se viu, o processo de descolonização.

- Por ter conseguido que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

- Por meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

- Por tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

- Por governar sem ler os "dossiers".

- Por não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

- Por se ter posto a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

- Por, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

- Por utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.

- Por nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

- Por passar incólume no caso Emaudio e no caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

- Por ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

- Por passar incólume às "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).

- Por, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

- Por visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.

- Por, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

- Por guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.

- Por, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.

- Por, depois de abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

- Por construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

- Por conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente no incêndio dos Paços do Concelho.

- Por receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a cinco milhões de Euros.

- Por receber, entre os vários subsídios, um de dois milhões e meio de Euros, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

- Por receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

- Por conseguir que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.

- Por conseguir que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

- Por fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era claro está... João Soares.

- Por silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

- Por candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

- Por considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

- Por passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.

- Por ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

- Por passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas penúltimas Autárquicas.

E muito mais razões haveriam, seguramente, para que eu o homenageasse, mas infelizmente estas são apenas aquelas que se sabem, ou de que mais se falam.
Como vê Dr. Mário Soares, da minha parte, a homenagem é sentida e honesta.
Um bem haja para o Sr., e fique descansado que tem em mim um Português que muito chorará de tristeza a hora da sua morte, lamentando que a mesma não tenha ocorrido logo à nascença.

25 de junho de 2010

Grécia reinventa a Democracia.

Duas datas a reter : 508 a.c. e 2010 d.c.
A primeira diz respeito ao ano em que, em Atenas, o cidadão Clístenes propôs algumas reformas no sistema político então vigente, a Tirania.
A principal dessas reformas visava a concessão de apenas um voto a cada cidadão, nas assembleias regulares relativas a assuntos públicos, dando dessa forma início a um novo sistema político que se viria a chamar, Democracia.
Daí para cá, a Democracia não mais parou e, de evolução em evolução, foi-se esgotando até chegar ao ponto de estagnação, ou de ruptura, que hoje conhecemos e que mais se aproxima duma "nouvelle" Tirania.
A culpa não é, diga-se, do sistema em si, mas das brechas legais que o mesmo possui e que têm sido impossíveis de rectificar ao longo dos tempos, permitindo assim, que a corrupção se instalasse nas sociedades modernas, em especial através das mais altas cúpulas do poder, ou seja, os Governos.
Muitas têm sido as propostas de alguns dos mais importantes politólogos e pensadores, no sentido de inverter este caminho para a ruptura total do sistema, revelando-se no entanto, todas elas, infrutíferas, porque a forma tentacular como a corrupção tomou conta dos meios de decisão e do poder não permite que o sistema seja "desmontado".
A renovação do sistema não se poderá nunca fazer através dos meios que o mesmo disponibiliza, uma vez que os mesmos estão inquinados e não permitirão que a necessária mudança se faça.
E é aqui que, a data de 2010, mais concretamente a data de hoje, dia 25 de Junho de 2010, pode, penso eu, vir a tornar-se numa data que fique para a história, e mais uma vez através da Grécia para a (re)construção da nova Democracia.
Quando hoje li esta notícia, ficou claro no meu espírito que, uma vez mais, os Gregos estão a mostrar ao Mundo o caminho a seguir para que o Sistema se renove, se regenere e cumpra o seu primordial desígnio, isto é, a melhoria da qualidade de vida das populações.
Quando os Sistemas se encontram inquinados e deixam de cumprir os seus desígnios, só há um caminho a tomar.
Esse caminho é, o seu abate !

23 de junho de 2010

Bloqueio, já !

Quer com isto aproveitar a passadeira que o PSD lhe estendeu, ao propor o pagamento em 7 SCUTS, em vez das 3 propostas pelo PS, e ficar ainda bem visto junto das populações que venham a beneficiar dessa medida agora proposta.
É a constante e eterna caça ao voto, que bem caracteriza o nosso tecido político nacional.

Agora, meus caros, é altura da Margem Sul voltar a reunir forças e organizar desde já um novo Bloqueio na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama. 
O nosso 1ºMinistro não quererá convencer o já castigado Povo da Margem Sul, que somos Portugueses de 2ª e que a figura de residente não pagador só se aplica aos outros, e não às centenas de milhar de habitantes da Margem Sul, que são obrigados a todos os dias pagarem para ir trabalhar.
Se a medida agora proposta por José Sócrates for por diante, eu, e centenas de milhar como eu, ilustres, orgulhosos e laboriosos Portugueses da Margem Sul só temos uma coisa a dizer ao nosso 1º Ministro :

Continuar a pagar portagens na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama ?

- Jamais (queiram ler em Francês, que assim terá mais ênfase e fica mais Lin(d)o !)

Uma vez besta, sempre besta

No mundo do futebol, e no que toca aos treinadores em particular, muitas vezes se usa a frase "de bestial a besta", quando as coisas correm mal para um determinado treinador.

Raymond Domenech é um caso único, pois com ele a frase muda, passa a "Uma vez besta, sempre besta"



Ao que parece ficou muito ofendido com um cartão vermelho mostrado a um jogador Françês e por isso recusou-se a cumprimentar Carlos Alberto Parreira no final do jogo. Como se Parreira fosse o responsável pelo (segundo ele) erro do árbitro !
Mas este senhor, para além de mal educado e mal formado, sofre de amnésia, porque ainda há pouco mais de 2 meses o vimos festejar o apuramento da França para este mesmo Mundial da África do Sul, após este "legalíssimo" lance :



UMA VEZ BESTA, SEMPRE BESTA !

17 de junho de 2010

É hora de acção.

Ora deixa lá ver se eu entendo.
Primeiro, o nosso Governo decide, contra aquilo que foram as suas promessas eleitorais, aumentar os impostos.
E não se ficou por aqui, que aquilo ali para os lados do Largo do Rato é malta com grande imaginação quando se trata de vir ao bolso do pessoal.
Sim, que isto de levar a faustosa vida de reformado em Portugal é coisa que tem de acabar.
Os Patrões, que nestas coisas de malhar no Zé Povinho não gostam de ficar atrás de ninguém, e a reboque da tão propalada crise, insistem que a solução é criar precariedade laboral, através da flexibilização das leis do trabalho.
Eu, que não gosto de julgar ninguém sem antes meditar bem sobre o assunto, fiquei a pensar :

- Espera lá ai Eduardo, olha que as pessoas se estão a propor isto alguma razão hão de ter e já devem ter começado, eles próprios, a dar o exemplo.

E, confesso, fui em busca de informações que sustentassem este meu raciocínio.
Procurei, procurei, voltei a procurar e só o que encontrei foi algo que, afinal, entra em contradição com este linha de pensamento.

É por demais evidente o objectivo que move esta gente.
É hora de acção, o tempo esgotou-se.
Ou o Povo se une para acabar com estas políticas que visam a destruição do Estado Social, ou então iremos todos nós, e as futuras gerações, passar por um período de trevas que só conhece paralelo nos primórdios da Revolução Industrial, quando as pessoas trabalhavam de Sol a Sol, apenas para poderem receber uma fatia de pão seco e uma malga de vinho.

16 de junho de 2010

Parabéns Stanley !

Há precisamente 120 anos atrás (16 de Junho de 1890), nascia em Ulverston, Inglaterra, um rapazinho de seu nome, Arthur Stanley Jefferson.
Terá sido, seguramente, um dia de alegria para os seus pais, mas mais tarde seria o Mundo a receber doses industriais de alegria através deste brilhante actor, conhecido entre nós como o Estica, da famosa dupla Bucha e Estica.

Parabéns Stanley !

13 de junho de 2010

Desporto, algo mais que futebol.

Como se pode constatar pelo post anterior a este, gosto de futebol e vou torcer, obviamente, pela nossa selecção nacional no Campeonato do Mundo.
Mas, mais que gostar de futebol, gosto de desporto, e gostaria que esta obsessão pelo futebol não ofuscasse os excelentes resultados que outros atletas Lusos, de outras modalidades, vão conquistando por esse mundo fora, quase diariamente.
Já todos sabemos que o Nani tem um doi-doi e que teve de vir embora, agora também já ficámos a saber que afinal o Simão e o C.Ronaldo são muito amiguinhos e até dão beijinhos um ao outro, já sabemos que o Pepe já consegue correr, o que dá um certo jeito para se poder estar numa fase final dum Campeonato do Mundo.
E sabemos tudo isto porque, mal temos a infeliz ideia de ligar a televisão, somos bombardeados minuto a minuto com essas "valiosíssimas" informações.
Como eu entendo que os Blogues devem contribuir para uma maior e melhor informação, para além de serem por excelência uma plataforma de troca e discussão de ideias, vou aqui deixar mais algumas informações sobre assuntos do âmbito desportivo que foram acontecendo nos últimos dias, enquanto o Nani contraia doi-dois, o Simão fazia festinhas ao C.Ronaldo e o Pepe (re)descobria o prazer de andar pelos seus próprios meios.





Estes são apenas quatro exemplos, recentes, que me propus aqui apresentar, sendo certo que muitos outros haveriam, com certeza, para apresentar e elogiar.

11 de junho de 2010

África do Sul

Começou hoje o Mundial de Futebol na África do Sul. Espero que o primeiro Mundial disputado no Continente Africano seja um sucesso e se não for pedir muito, que Portugal possa trazer de lá o "caneco".
Para comemorar a festa do Futebol, deixo aqui uma performance brilhante, do sempre brilhante Paul Simon e dos não menos brilhantes (chiça ! tanto brilhantismo) Ladysmith Black Mambazo, grupo coral Sul Africano. Este foi um concerto memorável, já há uns anos, na África do Sul.

9 de junho de 2010

Ajuda

Caros amigos e amigas,

hoje, dia 9 de Junho de 2010, por volta das 8:15 da manhã, fui vítima dum acidente de viação em pleno tabuleiro da Ponte 25 de Abril.
Seguia no meu motociclo, na faixa da direita quando o/a condutor(a) que circulava na faixa central com um Renault Clio cinzento mudou subitamente de direcção e ma abalroou, tendo provocado a minha queda e consequentes fracturas e luxações no membro inferior esquerdo.
Esse condutor(a) pôs-se em fuga e não foi possível retirar-lhe a matricula, e as câmaras de vigilância da ponte apenas filmam, mas não gravam.

Venho desta forma pedir-vos que divulguem por todos os vossos contactos este meu apelo, na esperança de se encontrar alguém que tenha visto o acidente e tenha apontado a matricula do veículo que se pôs em fuga.

Infelizmente, este è o país que temos, e o civismo é ainda uma miragem. Restando-me pedir a vossa ajuda para ver se descubro o/a autor(a) deste crime.

Eduardo Miguel Pereira
Tel. 914556575
edumigper@netcabo.pt

6 de junho de 2010

Fundo Marinho em perigo.

Por favor, percam (ou ganhem, quem sabe ?) 5 minutos a ver com atenção este vídeo.
Divulguem-no o mais que puderem.
Sempre que forem comprar peixe (em especial : Tamboril, Peixe Espada preto, Marlonga negra, Alabote e Peixes vermelhos) informem-se o mais possível sobre a sua origem, e caso suspeitem que possam ter sido capturados desta forma, não comprem, por favor !
Ajudemos todos a acabar com este flagelo.
Façamo-lo por nós, pelos nossos filhos, por todos os que cá estão e que ainda virão a estar.




31 de maio de 2010

Gritos

Os gritos vinham de lá, do outro lado do morro que estava adiante do ribeiro. Aflito, correu até o atingir. Lá chegado, descalçou-se, despiu as calças e a camisa e atirou-se à água. Estava gelada, mas a sua ânsia de acudir aos aflitivos gritos tudo ultrapassava. Nadou com todas as suas forças, vencendo a forte corrente.
Alcançada a outra margem, subiu o morro com uma fúria total, usando os pés e as mãos, de gatas, dada a inclinação.
Atingido o cume, extenuado, nu, sem nada mais que o seu próprio corpo e o seu altruísmo, olhou para um lado, para o outro, até onde a vista alcançava, mas nada, não vislumbrava vivalma, e os gritos, esses, pareciam-lhe vir agora de trás, precisamente de onde ele tinha vindo.
Voltou-se, e com incredulidade, viu-se a si mesmo, do outro lado, aflito, gritando por socorro.
Paralisou.
Tudo em seu redor ficou suspenso, e só aí percebeu que estava diante da sua própria vida, e que a mesma lhe pedia que, pelo menos uma vez, olhasse por ela, a acudisse.

26 de maio de 2010

Inveja.

Ser vítima de inveja é sinal que se está no rumo certo da vida.
Ninguém inveja o indigente, o doente ou o triste.
As pessoas invejam apenas aqueles que, por esta ou aquela circunstância, se encontram num patamar existencial superior ao seu.

Veja-se a inveja alheia como a bússola que norteia o sucesso da nossa existência.


24 de maio de 2010

A Chave, nova obra de Rui Herbon.

É lançado amanhã, dia 25 de Maio às 18:30, o novo livro de Rui Herbon "A Chave", Prémio Branquinho da Fonseca de Conto Fantástico, 2009.
O lançamento decorrerá na livraria Bulhosa de Entrecampos, em Lisboa.
A apresentação estará a cargo da Professora de Literatura e Crítica Literária, Teresa Sá Couto.


21 de maio de 2010

Sufoco.

Drama, trama, sacana
Mundo cruel este de agora
Onde se safa aquele que engana
E se matam valores de outrora

Mente, rouba, difama
Assim age aquele que vence
Já só odeia, nem ama
Que o coração já não lhe pertence

Morte, tragédia, sufoco
Vida de nervos, sem calma
Intragável mundo louco
Que me arrasa a triste alma

18 de maio de 2010

Era uma vez ...

Luís tinha perdido o controlo dos seus negócios, desesperado, tentava remar contra a maré, mas a cada medida que tomava, maior era o rombo que provocava no já depauperado estado das finanças das suas empresas. A família, a tudo assistia, mas de forma cobarde e comodista nada faziam para o ajudar, por enquanto o dinheiro ainda chegava para irem vivendo confortavelmente como até ali, mas por muito pouco tempo, sabiam.
Um dia, António, que era seu sócio (rival, diga-se) nos negócios, mas que prezava acima de tudo o bem estar de todos, em especial das empresas e da família, decidiu enfrentá-lo. Obrigou a que se fizesse uma reunião extraordinária de accionistas com vista ao afastamento de Luís da Presidência, a tempo de se salvarem as empresas.

O final desta estória não interessa. Interessa sim o juízo de valor que cada um faça sobre o Luís, sobre a sua família, sobre o António e sobre as acções que cada um deles, família incluida, tomaram nesta estória.

Para mim, nesta estória, o Luís pode muito bem chamar-se José Sócrates, as suas empresas são Portugal, ao passo que a família são os Portugueses. Já António, esse chama-se Jerónimo de Sousa, e foi o único que teve a coragem de enfrentar Luís, com a preocupação de salvar, quer as empresas, quer a família. A reunião de accionistas, pode aqui ser vista na forma de Moção de Censura.

Pensem nisto, estarão a pensar em Portugal e no futuro da nossa "família".

16 de maio de 2010

Eric Clapton - Sunshine Of Your Love(Acoustic)

Ora, vamos lá começar a semana em condições ...

14 de maio de 2010

(Fraco) Desenvolvimento Humano.

A dependência financeira é, actualmente, o maior obstáculo ao desenvolvimento humano.
Na esmagadora maioria das sociedades actuais, as pessoas nascem, estudam, especializam-se e vivem uma vida inteira de trabalho, vulgo carreira, no mesmo sector, vivendo uma vida feita de repetições.
A repetição de tarefas, de acções, de realidades, é, por ventura, um dos factores de maior castração ao desenvolvimento humano.
A pessoa que faz sempre o mesmo não aprende nada de novo, embrutece, estupidifica e não evolui.
É fácil dizer que quando alguém se sente estagnado, saturado e parado no seu desenvolvimento humano, deve procurar dar novo rumo á sua vida. Mas na grande maioria das vezes tal é, simplesmente impossível.
Quem é que emprega, hoje em dia, alguém com idade acima dos, por exemplo, 40 anos, e sem “curriculum” feito numa determinada área?
Praticamente ninguém.
E mesmo que isso aconteça, regra geral, será por um salário substancialmente inferior àquele que a pessoa auferia na área onde se tinha especializado.
Ora, na maior parte das vezes a pessoa quer mudar, evoluir, tornar-se mais produtiva, sair do marasmo, mas as suas despesas permanecem iguais, não permitindo assim que a mudança se realize.
Posto isto, é fácil chegar-se à conclusão que o fraco desenvolvimento humano que actualmente se verifica, deve-se, grandemente, à dependência financeira em que a grande generalidade das pessoas vive.

12 de maio de 2010

Ficava lindo !


Eu propus à Maria Emília de Sousa (Presidente da Câmara aqui de Almada, cidade do Cristo Rei), mas ela não aceitou ...

11 de maio de 2010

Posso ter defeitos ...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

7 de maio de 2010

Políticos ... nem todos são iguais.

Na tarde (15h) do próximo sábado, dia 8 de Maio, na Pr. Carlos Alberto, 71 – Porto (Sala de Música do palacete Viscondes Balsemão) vai-se rememorar a última Grande Guerra para que nunca mais aconteça. Entre os intervenientes, figura um grande homem, um grande político, que há que enaltecer. Trata-se de Avelino Pacheco Gonçalves que foi Presidente do Sindicato dos Bancários do Norte de Junho/1972 a Janº/1975.
Foi também Ministro do Trabalho do primeiro governo a seguir ao 25/Abril/74.
Pediu ao Banco de Portugal (BP) uma licença sem vencimento após terminar o mandato no Sindicato. Apesar da época apodada de PREC pelos vencidos do "25 de Abril", foi-lhe recusada a licença, com isso cessando o seu vínculo ao banco. Quando completou 65 anos, requereu ao BP, como está fixado na respectiva convenção colectiva, a devida reforma. Foi-lhe atribuída uma prestação mensal que não chegava aos 130 € e, actualmente, é de 137 € !!!

Da próxima vez que lhe apetecer dizer que “os políticos são todos iguais”, pense bem, antes de abrir a boca. Pessoas como o Avelino Gonçalves, tal como muitos outros, não merecem ser metidos no mesmo saco. A política não é um meio para se servir mas para servir. Aqui está a sua nobreza…

5 de maio de 2010

Heil Sócrates !

Portugal vive numa ditadura. Poderá não ser uma ditadura nos moldes em que conhecemos as ditaduras de outrora, mas é seguramente uma ditadura.
Boa parte de tudo o que nos rodeia, já existia no passado, mas assume agora novos desgins, novas soluções, novos formatos. Tomemos como exemplo os veículos automóveis. Estes já existiam no início do Sec.XX, e continuam a existir hoje, mas agora muito mais evoluídos, muito mais funcionais, com um aspecto mais apelativo, mas não deixam de ser veículos automóveis, como eram os outros há um Século atrás.
O mesmo se passa com esta ditadura do PS. É mais agradável à vista (de alguns dos piores cegos que existem, que são aqueles que não querem ver), está melhor camuflada, mas ainda assim não deixa de ser uma ditadura. Diria mesmo, é a mais jovem ditadura que o Mundo conhece.
Este Governo PS tomou de assalto as instâncias legais, controla os Juízes, e põe e dispõe em todo o sistema judicial Português. Controlou, e continua a controlar grande parte do meios de comunicação.
E aqueles que não controla, passaram a ser perseguidos pelo poder Judicial que trabalha, não a favor da Justiça, mas a favor do Regime Ditatorial do PS.
Tudo isto meus caros, são exemplos a que o Mundo já assistiu no passado, a personagens como Mussolini, Hitler, Salazar, Ceausescu, entre outros.
Isto meus amigos, é DITADURA.
E venha lá o mais pintado dizer-me o contrário.

30 de abril de 2010

Morreu há 65 anos.


Faz hoje 65 anos que o Mundo recebeu a notícia da morte, por suicídio, de Adolf Hitler.
É preciso não esquecer que cenários de crise aguda, como esta que o Mundo vive actualmente, são terreno fértil para o surgimento de personagens que fazem do discurso propagandista uma verdadeira autoestrada para o poder.
Nem só de bons exemplos nos devemos socorrer para trilhar bons caminhos, é também mantendo bem presente na nossa memória os maus exemplos, que devemos ir construindo um futuro melhor.

27 de abril de 2010

Redes Sociais, tecnologia humanizante ?

O advento das novas tecnologias informáticas teve sempre associada uma imagem negativa relativamente à desumanização que a mesma provocou nas relações pessoais em geral.
As pessoas deixaram, por exemplo, de se falar ou encontrar, simplesmente “mailam-se” umas às outras, tornando-se assim cada vez mais distantes e reduzindo praticamente à inexistência o contacto directo e humano entre elas. No entanto, o surgimento das redes sociais, com o Facebook à cabeça, veio inverter essa lógica.
A possibilidade de ir em busca de pessoas que já não vemos há muito tempo generalizou-se entre os aderentes às redes sociais, fomentando muitas vezes encontros que têm tanto de surpreendentes como de fascinantes.
Da minha parte só posso agradecer ao “Facebook” que me proporcionou nos últimos tempos reencontrar amigos e ex-colegas que, nalguns casos, não via há mais de 20 anos.
Estamos, seguramente, a viver uma nova “era” no que diz respeito às influências das novas tecnologias sobre as sociedades, e neste caso, no sentido positivo.
Pode ser que a mesma tecnologia que desumanizou o Homem, lhe permita agora um regresso às origens e ao retomar da sua verdadeira condição humana.

25 de abril de 2010

25 de Abril

Era fácil hoje, dia 25 de Abril, chegar aqui ao blogue e fazer um post com vídeos ou fotos alusivas ao 25 de Abril e aos seus Capitães.
Era fácil, e acima de tudo era justo para todos aqueles que contribuíram para que em 1974 tivéssemos de facto um 25 de Abril.
Mas isso já foi feito, e muito bem, por gente muito mais talhada para essas funções que eu, e assim sendo não iria acrescentar mais brilho ao já de si brilhante passado de tão valorosa gente. Estou e estarei eternamente grato aos nossos Capitães de Abril e a todos os que com eles trabalharam e sofreram para que pudéssemos viver em Liberdade e Democracia neste país.
Mas hoje, passados que estão 36 anos do 25 de Abril e tendo em conta o lodaçal político e social em que vivemos, eu não posso deixar de pensar no quanto sofrerão aqueles que lutaram, correndo por ventura o maior risco das suas vidas, para que Portugal fosse um país diferente para melhor, ao verem o estado a que chegámos.
Deixemo-nos de festas, de fogos de artifício e de bandas filarmónicas nas ruas, deixemos de nos enganar a nós próprios, porque não é tempo para isso.
Portugal, ao invés de festejar, deveria de parar para pensar se foi para isto que temos hoje que se fez o 25 de Abril.
Não foi seguramente meus caros concidadãos. A hora não é de festa, a hora é de seriedade, a hora é de repensar o país, repensar as opções políticas e de mudança o quanto antes.
E essa mudança tem uma forma simples de se iniciar. É nas urnas, quando formos pôr o nosso voto, que a mudança tem de começar. As casas constroem-se pelos alicerces, e o alicerce principal da Democracia é o voto.
Em 36 anos de Democracia este país só conheceu duas realidades governativas, PS e PSD, e esses trouxeram-nos ao estado actual.
Foi para isto que se fez o 25 de Abril ?
Mais uma vez digo, não foi.
É tempo de parar, de não mais cometer os erros que cometemos ao longo dos últimos 36 anos. E o mais espantoso é que para isso acontecer basta a nossa vontade, a nossa consciência, o nosso sentido patriótico.
Vivemos num país minado pela corrupção, e esta corrupção tem Pai e tem Mãe. São o PS e o PSD, foram eles quem a geraram e a criaram. E ela cresceu bem, forte e robusta.
Mas há um ponto, um simples ponto, onde a corrupção por mais forte que seja não consegue prevalecer nem ganhar. Esse ponto é o voto. Tire-se do poder esta dupla corrupta e corruptiva do PS e PSD e outro Portugal se abrirá de par em par para todos nós.
E quem sabe, aí tenhamos o país que os homens que fizeram o 25 de Abril sonharam um dia.
Mostremos a nós e aos nossos filhos que o 25 de Abril não foi uma revolução que aconteceu há 36 anos atrás. Mostremos-lhes que Abril é hoje, que Abril pode e deve ser amanhã, e que o sonho de Abril é uma realidade. Assim nós o queiramos.

Viva Portugal
Viva Portugal
Viva Portugal

23 de abril de 2010

O Triunfo dos Imbecis

Não nos deve surpreender que, a maior parte das vezes, os imbecis triunfem mais no mundo do que os grandes talentos. Enquanto estes têm por vezes de lutar contra si próprios e, como se isso não bastasse, contra todos os medíocres que detestam toda e qualquer forma de superioridade, o imbecil, onde quer que vá, encontra-se entre os seus pares, entre companheiros e irmãos e é, por espírito de corpo instintivo, ajudado e protegido. O estúpido só profere pensamentos vulgares de forma comum, pelo que é imediatamente entendido e aprovado por todos, ao passo que o génio tem o vício terrível de se contrapor às opiniões dominantes e querer subverter, juntamente com o pensamento, a vida da maioria dos outros.
Isto explica por que as obras escritas e realizadas pelos imbecis são tão abundante e solicitamente louvadas - os juízes são, quase na totalidade, do mesmo nível e dos mesmos gostos, pelo que aprovam com entusiasmo as ideias e paixões medíocres, expressas por alguém um pouco menos medíocre do que eles.
Este favor quase universal que acolhe os frutos da imbecilidade instruída e temerária aumenta a sua já copiosa felicidade. A obra do grande, ao invés, só pode ser entendida e admirada pelos seus pares, que são, em todas as gerações, muito poucos, e apenas com o tempo esses poucos conseguem impô-la à apreciação idiota e ovina da maioria. A maior vitória dos néscios consiste em obrigar, com certa frequência, os sábios a actuar e falar deles, quer para levar uma vida mais calma, quer para a salvar nos dias da epidemia aguda da loucura universal.

Giovanni Papini, in 'Relatório Sobre os Homens'

20 de abril de 2010

Recibos anti-ecológicos.

Se é verdade que em termos da protecção ambiental todos nós devemos contribuir com pequenos gestos, que significam grandes mudanças, não é menos verdade que muitas das vezes os nossos Governos (e aqui falo no geral e não especificamente em Portugal) poderiam e deveriam fazer muito mais.
Uma das medidas que podia fazer grande diferença está na emissão de recibos de pagamento. Sempre que compramos qualquer bem, e sem que sequer exijamos recibo, ele é emitido e é-nos entregue. As quantidades verdadeiramente astronómicas de papel gasto com esta situação significam, por um lado uma despesa acrescida, por outro, e mais importante, um verdadeiro e gigantesco crime ambiental.
Bastava para tanto alterar a legislação para que a emissão do recibo só fosse obrigatória quando o cliente assim o exigisse. Seriam milhões de árvores que estaríamos a preservar e com isso a contribuir para a sustentabilidade do nosso planeta.

17 de abril de 2010

Sofás para a crise.

Parece-me, de facto, um investimento deveras adequado ao nosso país. Se levarmos em conta os PEC e contra-PEC que por aí hão-de vir, bem como as constantes promessas do nosso Ministro das Finanças de que a recuperação está já aí ao virar da esquina, e o raio da esquina ... nem vê-la !
Então, o melhor mesmo é esperarmos sentados. E de preferência no conforto dum belo sofá Made in Portugal.
Como vêem, parece-me que de facto se trata dum investimento coerente e com futuro.
Ó meu caro amigo, ao tempo que eu anseio que vossa excelência embarque nessa aventura. Parta homem, parta para bem longe daqui, que o Povo agradece-lhe.

E por falar em agradecimentos, quero deixar aqui o meu agradecimento ao empresário Carlos Aquino, o criador desta nova fábrica, que actualmente já emprega 650 trabalhadores e que passará a empregar no imediato mais 200, com a promessa de que outros 200 postos de trabalho serão criados até ao final do ano.

15 de abril de 2010

Uma questão de fé, ou de (falta de) inteligência ?

O produto da fé com a falta de inteligência e/ou conhecimento produz intolerância.
Contrariamente ao que é comum afirmar-se, eu acredito piamente que a necessidade da fé de que o Homem padece, não surgiu por acção das religiões. Antes pelo contrário, foi precisamente pela necessidade de fé que o Homem “inventou” as religiões.
Desde os tempos mais remotos que, sempre que o Homem se encontrou perante dificuldades superiores, recorreu à fé para as poder resolver. Quando o Homem é, pelas mais diversas razões, inculto ou mesmo pouco inteligente, e alia a isso uma fé inabalável na sua religião, então, é fácil e muito provável que surja a intolerância. Suportado pela sua fé, e perante a sua desinteligência ou desconhecimento sobre algo, esse Homem torna-se intransigente. E quanto mais forte é a sua fé, maior se torna a sua intolerância.

Serve isto para explicar duas questões que são, infelizmente, bastante actuais. A primeira, o radicalismo Islâmico que fez abanar o Mundo pela base com os seus ignóbeis ataques terroristas. A segunda, para a postura de intolerância com que muitos dos fiéis Católicos repudiam e tentam fechar os olhos (os deles e os dos outros) às evidências dos crimes de pedofilia na Santa Madre Igreja.

Perante tudo isto, é com muita satisfação, e porque não dizê-lo, inteligência, que eu grito a plenos pulmões :

- Graças a Deus que sou Ateu !

11 de abril de 2010

Fusão perfeita.

E quem diz que a música clássica não pode ser divertida ?
Na parte final, o "show" do Maestro é um espectáculo à parte !



Fantástico, não acham ?

7 de abril de 2010

Teatro da Terra - Ponte de Sôr

aqui havia mencionado a aposta na cultura feita pela Câmara Municipal de Ponte de Sôr. O projecto tem, felizmente, corrido bem e paralelamente foi criada a Companhia de Teatro da Terra.
É de louvar a iniciativa da Câmara, mas também é de louvar a coragem e a capacidade de trabalho e de criação que a artista Maria João Luís teve ao embarcar em tão audaz aventura.
Apostar na cultura é algo que tem faltado no nosso país, e um projecto desta natureza, numa zona do interior, merece todo o nosso respeito e apoio. E o melhor apoio que se pode dar nestas questões é tão simplesmente ir, ver, e aplaudir.
Aqui fica a ideia para um fim-de-semana diferente. Vá, conheça as belezas da zona de Ponte de Sôr, onde se destaca a encantadora Barragem de Montargil, e para programa nocturno, vá ao Teatro.
Estreia hoje, e estará em cena até ao próximo dia 18 deste mês a peça "A Maluquinha de Arroios".

2 de abril de 2010

Tradição (perdida) da Páscoa.

Se há tradição que vi perder-se no tempo e que hoje em dia recordo com imensa saudade, é precisamente uma tradição regional da Páscoa que era bastante comum, pelo menos na “minha” zona da Costa Vicentina Alentejana.
Tratava-se dos “contratos” que mais não eram que uma aposta ou acordo celebrado entre duas pessoas (normalmente a miudagem) onde era apostado, por norma, um pacote de amêndoas.
O “contrato” era normalmente celebrado durante esta semana que antecede a Páscoa, entre familiares e amigos, e obedecia a um ritual deveras engraçado. As pessoas que estabeleciam o contrato entre si tinham de enganchar os seus dedos mindinhos da mão direita e proferirem em uníssono a seguinte frase :

- Contrato, contrato, contrato farei Sábado Aleluia desmancharei.

No Sábado Aleluia, quando essas duas pessoas se vissem pela primeira vez, a que mais rapidamente gritasse para a outra “Ofereça”, era a que ganhava o “contrato”, sendo a perdedora obrigada a oferecer-lhe o pacote de amêndoas acordado.
Em famílias grandes, com imensos filhos, primos, tios, em que praticamente todos tinham celebrado contratos entre si, a manhã de Sábado Aleluia era uma verdadeira festa. Havia miúdos e graúdos escondidos nos mais recônditos cantos das casas e sótãos, nos quintais, nas quintarolas, em cima de árvores, atrás de muros, atrás dos poços (comuns naquelas pequenas quintinhas), enfim, por todo lado, e o grito “Ofereça” ia sendo ouvido aqui e ali em praticamente todas as casas, todas as ruas, em todos os lados.

E no Domingo de Páscoa, era ver os campeões, carregados de sacos de amêndoas que comiam com redobrado prazer e com um olhar de vitória sobre os perdedores.

Outros tempos !