18 de novembro de 2009

Lição de Economia.

Numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista russo entra no foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pega na chave e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.

O dono do hotel pega na nota e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel onde tinha uma dívida de 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.

Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.


ESTÁ PERCEBIDO COMO É QUE A COISA FUNCIONA?!...

6 comentários:

  1. Está: o ciclo económico acaba sempre numa puta, mas cheira-me que na maior parte das vezes é fina e disfarçada de outra coisa.

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  2. Porra, nunca pensei que fosse assim fácil ... portanto, no nosso caso, basta esperar que o tal russo cá venha ao burgo para se limpar o défice. Tem é de trazer uma carteira recheada!

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  3. Claro Ferreira-Pinto, no nosso caso só falta mesmo o Russo, que as putas já cá estão !

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  4. O azar, amigo Eduardo, é que quem nos tem governado têm sido os filhos! :))

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  5. Essas foram mesmo a matar! Bem visto! :)

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  6. Pior é que já nem são os filhos, cheira-me que já vamos nos netos.
    Isto é uma sucessão dinástica de putedo fino !

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