30 de julho de 2011

Filosófico !

Demorou, mas finalmente voltei a estar de acordo com o treinador do meu querido SLB.
Numa entrevista dada ao jornal SOL, Jorge Jesus afirma, de forma verdadeiramente filosófica que, e passo a citar - "Comparo muito o treinador a um pintor".
Tem toda a razão "mister", eu quando o vejo no papel de treinador, também me vem sempre à ideia um pintor ... da construção civil, pendurado no andaime e a gritar a plenos pulmões :

- Ó boa, comia-te toooooda !

p.s.
com tanto dinheirinho gasto em jogadores novos, não pensam em gastar uns pozinhos em alguém que possa vir falar para a comunicação social em substituição deste energúmeno ?

29 de julho de 2011

E porque hoje è Sexta ...


Isto de roubar bancos é coisa que dá cabo da saúde a qualquer um.
E para os mais inexperientes, o risco é grande e  paga-se mesmo com a própria vida, como foi o caso deste rapaz.
Tivesse ele a experiência de outros, como este, e ainda hoje estaria entre nós.
Hospitalizado, é um facto, mas pelo menos vivo.

27 de julho de 2011

Idade de Reforma ? É fazer as contas !

Contagiado, quem sabe, pelas longas e nada enfáticas explicações quase diárias do novo Ministro das Finanças, relativamente às formas de cálculo dos novos impostos que vão inventando como forma de extorquirem cada vez mais dinheiro ao Povo Português, também eu me botei, um destes dias, a fazer umas contas, uns cálculos, umas previsões e … não é que dei por mim a descobrir que me vou reformar daqui a 2 anos !
Eu vou tentar explicar, de forma mais sucinta e agradável que o nosso Ministro das Finanças costuma fazer, espero eu.

De cada vez que se fala do nosso trajecto de trabalho, fazemo-lo recorrendo normalmente ao termo “vida profissional”.
Pois bem, no meu caso, o termo é perfeitamente acertado e adequa-se na perfeição àquilo que foi o meu trajecto profissional.
Vivi, até ao momento, de forma plena, intensa, séria, honesta e competente todos os dias da minha vida profissional, assim como, diga-se em abono da verdade, tenho vivido da mesma forma a minha vida pessoal, e entenda-se por vida pessoal toda a restante vida que nada tenha que ver com as questões profissionais.
Assim sendo, e pondo-me a pensar sobre isto, conclui, e bem, que no meu caso nem se pode dizer que a vida profissional tenha sido um complemento (ou prestação extraordinária, usando termos tão do agrado do Sr. Ministro das Finanças) da vida pessoal.
Nada disso !
Foram duas vidas vividas plenamente, e que seguiram paralelas, sem se entrecruzarem naquilo que aqui importa, que é o somatório dos tempos de vida.

Passo a explicar :

Tenho 41 anos de vida, e levo 21 anos de vida profissional (sim, comecei cedo, aos 20 aninhos. As faculdades e afins vieram depois, aos 21 anos, e em regime nocturno, que aqui o rapaz nunca teve vida fácil e tinha de trabalhar durante o dia para o sustento), tendo em conta o que atrás expliquei, o meu tempo real de vida resulta da soma destas duas vidas, o que perfaz, no momento actual, o valor de :

41+21=62

Está a acompanhar o raciocínio, Sr. Ministro ?

Pois bem, por esta ordem de ideias, e se V.Exa. não se lembrar de alterar a idade de reforma até 2013, então, nessa altura, a minha idade real de vida, será :

43+23=66

Ou seja, acima dos 65 anos, que é a idade limite para a reforma, o que me garantirá, e isso posso eu desde já assegurar-lhe, que EU me reformo em 2013.
Se V.Exa., ou o meu patrão, notarem alguma diferença na minha performance quando chegarmos a essa altura, não se admirem, EU reformei-me !
E sabe como é Sr.Ministro, uma pessoa que levou a vida de trabalho intenso que eu levei, quando chegar à reforma, não está para mexer nem mais uma palhinha.

p.s.
Sr. Ministro das Finanças, caso tenha alguma dificuldade com as contas que aqui lhe apresentei, fale com o seu colega Nuno Crato, que na Matemática é o homem um barra.

25 de julho de 2011

Porquê miúda ? que desperdício !

Logo da primeira vez que ouvi a voz de Amy Winehouse, percebi instantaneamente que estava na presença de alguém que corria o sério risco de se tornar numa das minhas profundas e verdadeiras paixões musicais.
Confesso que, apesar do desfecho esperado, senti muita pena pela sua morte.
Um desperdício !
Em sua memória, aqui deixo esta interpretação do famoso tema "I heard it through the grapevine" no programa de Jools Holand, e acompanhada de um dos meus músicos preferidos, Paul Weller.
Magistral !

22 de julho de 2011

Software climatérico avariado ... só pode !

INSTALLING SUMMER.....


███████████████░░░░░░░░░░░░░░ 44% DONE.

Installation failed. 404 error: Season not found. The season you are looking for might have been removed, had its name changed, or is temporarily unavailable. Please try again.

21 de julho de 2011

Liberalismo ou Ilegalidade ?

Anteontem, mais um brutal acidente de viação na Via do Infante ceifou a vida a uma turista Norte Americana, tendo os seus filhos, todos menores, e que seguiam com ela na viatura, assistido à morte da sua progenitora.
Pelas imagens que vi do acidente na televisão, e pela descrição do mesmo nesta notícia, fica claro que o veículo, depois de ter entrado em despiste, foi projectado para fora da faixa de rodagem (berma).
Eu gostaria que os Srs. que ainda ontem vieram a terreiro defender (contra aquilo que fizeram há poucos meses atrás) a criação de portagens na Via do Infante, tivessem pelo menos o cuidado de se lembrarem que a colocação de portagens numa via obriga a que a mesma possua um conjunto vasto de serviços e infra-estruturas, entre as quais, a colocação de rails de protecção nas bermas para evitar acidentes como aquele que aqui refiro, que a Via do Infante, pura e simplesmente, não possui.
Bem sei que a sede Liberal que rege estes Srs. e os seus mandantes é grande, mas devem ter o cuidado de não confundir Liberalismo com Ilegalidade.

19 de julho de 2011

Basta !

Desde 6ª Feira passada que começaram a surgir notícias nos mais diversos meios de comunicação social dando conta da existência dum “colossal” desvio de 2 mil milhões de Euros nas contas públicas.
Ontem, e de acordo com esta notícia, o 1ª Ministro assumiu publicamente que o seu governo apurou efectivamente esse montante em erro nas contas efectuadas pelo anterior executivo.
Trata-se, pelos valores em causa, dum erro de grandes dimensões, até mesmo tratando-se de contas públicas, que são sempre mais complicadas de apurar com exactidão.
Embora me pareça estarmos perante um desvio demasiado “colossal” para ser considerado como um simples erro de cálculo, a verdade é que todos nós estamos sujeitos ao erro, é humano, e como tal devemos todos entender que o anterior Ministro das Finanças, Dr. Teixeira dos Santos, e seus pares, se possam ter enganado nos cálculos.
Mas há algo que também todos entendemos e que temos de aceitar. Aliás, mais que aceitar, temos de exigir, que se trata do apuramento de responsabilidades e consequente penalização legal a que todos aqueles que assumem cargos públicos deverão estar sujeitos sempre que cometem erros que derivam depois para desvios “colossais” dos dinheiros públicos.
A confirmar-se o erro, então, o que deveria acontecer de imediato era a chamada dos responsáveis à barra do tribunal para aí, perante a lei, serem julgados pelo crime, premeditado ou não, lesa-pátria ou não, que cometeram e que obriga a mais sacrifícios por parte de todos os Portugueses.
Bem sei que tudo isto é ainda muito recente e que qualquer medida que venha a ser tomada no sentido de apurar e castigar legalmente os responsáveis poderá demorar ainda algum tempo, mas o que foi possível observar no imediato, foi o aproveitamento que o actual Governo fez deste deste desvio “colossal” como justificação para o aumento da austeridade imposta aos Portugueses.

Como cidadão Português que sou, com todos os meus impostos pagos a tempos e horas ao longo dos 21 anos de vida profissional que levo, exijo que um erro destas dimensões seja devidamente analisado pela justiça e que os culpados sejam exemplarmente castigados, porque se assim não for (como aliás não tem sido), não há de facto moral alguma para que nos sejam pedidos mais sacrifícios.
Basta !

18 de julho de 2011

Parabéns Mandela.


Nelson Mandela, símbolo maior da luta contra o racismo em África faz hoje 93 anos. Desejo-lhe muitas felicidades e que possamos contar com a sua presença entre nós por muitos anos mais. 
Escuso-me a acrescentar algo mais, porque tudo quanto pudesse escrever sobre tão grande homem, seria certamente pouco e não faria justiça à sua dimensão.

15 de julho de 2011

Tal e qual !

Confesso que, aquando das primeiras aparições públicas do novo Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, automaticamente me chamou a atenção as enormes parecenças físicas que este tinha com o "Gato Fedorento" Miguel Góis.
Depois, quando comecei a ouvi-lo falar, e dada a entoação que emprega nos seus discursos, ainda mais se acentuou, para mim, essa semelhança.
Agora, e após uma voltinha pelo Youtube, sou surpreendido com este vídeo que aqui vos deixo, e dado o conteúdo do discurso, começo a questionar-me se, afinal, o nosso Ministro das Finanças não é mesmo o tal "Gato Fedorento" ?

p.s.
Quero deixar aqui bem claro que não pretendo, de forma alguma, ofender ou rebaixar a pessoa do simpatiquíssimo Miguel Góis.

13 de julho de 2011

Momentos.

Decorria o ano de 1996 quando um grupo de reconhecidos músicos Portugueses formou um grupo musical, de seu nome “Rio Grande”.
Gostei imenso do género, em particular das letras, que no meu caso, filho de Alentejanos nascido em Almada e com um Pai a fazer pela vida na Lisnave e uma Mãe doméstica que se esfalfava na costura para fora, espelhavam de forma quase perfeita o meu viver.
O CD tinha acabado de ser lançado, e um dia pela hora de almoço, um colega de trabalho pede-me para o acompanhar numas compras ao Carrefour em Telheiras.
Enquanto ele comprava o que necessitava, fixei-me na zona da música e dediquei especial atenção ao tal CD do Rio Grande.
Estava com o CD na mão quando sou abordado por uma simpatiquíssima figura, um indivíduo baixo e de sorriso largo, trajando umas vestes que não deixavam margens para dúvidas quanto às suas origens Alentejanas e, qual “piece de résistence”, boina basca preta.
Vendo-me com o CD na mão, que tinha na sua capa uma foto com todo o grupo, o sujeito aponta para o Vitorino (com boina igualzinha à que ele trajava) e pergunta-me no mais profundo e maravilhoso sotaque Alentejano :

- Atão escute lá, esse moço nã é aquêli qué lá do Redondo e que tem um irmão que também canta ?
- Sim, é o Vitorino. O irmão é o Janita.
- É esse mêmo ! Atão e escute lá, e o disco presta para alguma coisa ?
- Eu cá gosto muito. Tem umas belas músicas e as letras então são do melhor.
- Dizem quele é comunista, será ?

Por esta altura já a minha admiração por aquela simpática figura era de tal ordem que eu não cabia em mim de contentamento e de agradável surpresa.

- Pois parece que sim. Eu acho que é.
- Ai sim ? atão assim levo ! Obrigadinho amigo, tenha um bom dia.

Agarrou no CD e lá seguiu, com aquele passo firme e decidido dum velho Alentejano de boa têmpera que não se verga nem com o passar dos anos sobre os seus calejados ossos.
Nunca mais esqueci aquele magnífico episódio, e aprendi ali, naquele momento, que para além dos arranjos musicais, das vozes e das letras, há outra bela maneira de escolher as músicas da nossa vida.

11 de julho de 2011

Pensamentos.

O Homem que vive em constante luta para esconder de si e dos demais aquilo que considera serem os seus erros de personalidade e de carácter, entrega-se assim a uma interminável e inevitável tristeza existencial.

Aquele que, através da conjugação em doses certas e equilibradas de inteligência e experiência de vida consegue descobrir e explorar, no sentido positivo da sua existência, o seu lado menos bom, acaba por viver em constante e revigorante descoberta de si mesmo, e com isso evolui-se e faz evoluir tudo e todos à sua volta.

6 de julho de 2011

Cartão vermelho !

Ontem, o meu querido Sport Lisboa e Benfica, informou a CMVM que havia concluído o negócio de venda do, até então seu jogador, Fábio Coentrão, para o Real Madrid, numa operação que rende aos cofres do clube da Luz qualquer coisa como 30 milhões de Euros.

Há 15 dias atrás, a SAD do Futebol Clube do Porto, anunciou à mesma CMVM, que o treinador André Villas Boas havia assinado contrato com o Chelsea de Inglaterra, o que rendeu aos cofres da SAD Portista um valor “record” para a venda dum treinador de qualquer coisa como 15 milhões de Euros.

Anteontem, o novo Presidente do Sporting Clube de Portugal, veio a terreiro anunciar, com pompa e circunstância, que já havia gasto qualquer coisa como 15 milhões de Euros no reforço do plantel para a época 2011-12, e que o mesmo não se ficaria por aqui, pois há mais reforços a chegar.

Na semana passada, também com a mesma pompa e circunstância, o Dr. Pedro Passos Coelho, 1º Ministro de Portugal, veio anunciar mais uma medida de austeridade na forma de um novo imposto, desta vez sobre o Subsídio de Natal de todos os Portugueses (que ainda têm trabalho), retirando-lhes assim 50% do valor desse mesmo subsídio. Justificou-se depois, alegando tratar-se duma medida de carácter temporário e que visa apenas ajudar o actual Governo a cumprir a meta dos 5,9% de défice a que a UE nos obriga.

Perante tudo isto, e dada a ausência da parte do actual Governo de alguma medida que vise colocar também os clubes de futebol Portugueses a contribuir, de alguma forma, para a ajuda do equilíbrio das finanças nacionais, eu pergunto-me :

- Será que o campeonato nacional de futebol, agora denominado Bwin Liga, se disputa no mesmo país onde eu vivo ?

Tenho dúvidas, até porque, quando olho para o colossal Real Madrid e vejo mais jogadores Portugueses no onze inicial do que nos onzes do Benfica, Porto ou Sporting, essa dúvida adensa-se.

Meus caros, isto é vergonhoso e ultrajante para o Povo Português, e a pena que eu tenho é que será este mesmo Povo a contribuir para que este estado de coisas se mantenha, pagando quotas de sócio milionárias a estes mesmos clubes, pagando fortunas por bilhetes para irem assistir a jogos que são, na esmagadora maioria das vezes, pouco mais que sofríveis, e pior que isso, votando e elegendo gente desta para o Governo que nada faz para pôr cobro a esta vergonha nacional.

5 de julho de 2011

Menos mal.

Há muito que defendo o não pagamento de portagens na Ponte 25 de Abril, assentando esta minha posição em vários critérios, de entre os quais saliento o da equidade e justiça social relativamente a outras populações do território nacional, em situações idênticas, e que não pagam rigorosamente nada para atravessarem pontes que os levam a grandes cidades e, consequentemente, aos seus postos de trabalho.
Basta para tanto verificar-se quanto pagam, por exemplo, os cidadãos de Vila Nova de Gaia para atravessarem a(s) ponte(s) que ligam esta à cidade do Porto.
Por mais antagónico que possa parecer, é precisamente por causa destas questões de equidade e de justiça social que sempre me opus ao não pagamento das portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto.

Passo a explicar.

Durante 11 meses, as populações da dita “margem sul” são penalizadas relativamente às da “margem norte”, sendo obrigadas a pagar portagens para poderem ir trabalhar. Não contentes com isso, os nossos governantes ainda acharam por bem aliviar as populações da “margem norte” de pagarem portagens durante o mês de Agosto, para estes poderem ir a banhos, e sem custos, para as magníficas praias da “margem sul”.
Trata-se dum infame caso de dupla injustiça, que sempre considerei inaceitável.

Quando hoje li a notícia que dava conta que as “borlas” em Agosto na Ponte 25 de Abril vão acabar, não fiquei obviamente contente, porque o que defendo, reforço, é o não pagamento das portagens durante todo o ano, mas ainda assim, confesso, penso que de forma indirecta se conseguiu, pelo menos, minimizar a injustiça que vinha sendo cometida para com as populações da “margem sul” relativamente às da “margem norte”.

4 de julho de 2011

Nota de redacção.

O departamento de apostas do blogue "chegateaqui", vem desta forma lamentar, junto de todos os apostadores, o péssimo resultado alcançado no último escrutínio.
Consciente das altas expectativas provocadas em todos quantos embracaram nesta aevntura, a direcção do "chegateaqui" vem desta forma (re)convidar todos os anteriores apostadores a enviarem novas apostas, uma vez que o 1º prémio continua por sair, e o valor actual permite-nos aspirar a um prémio individual no valor de 24.428.571€.

Dos fracos não reza a história, e desistir não foi, nem nunca será, o lema do "chegateaqui". A aposta do "chegateaqui" vai, desta vez, para o nº10.

Venham daí os vossos palpites.

p.s.
os parabéns do "chegateaqui" aos apostadores Fada e Quinn que na "jornada" anterior foram os únicos a acertar. Ponham os olhos neles.

1 de julho de 2011

Jornal do Incrível.

Insólito, é o mínimo que se pode dizer sobre os mais recentes acontecimentos ocorridos ontem em Portugal.
Numa verdadeira guerra titânica entre as duas maiores figuras das festas católicas nacionais, um simples e ainda inexperiente Coelinho da Páscoa



liquidou , através de golpe letal, 10 milhões de Pais Natais, deixando-os em estado miserável e colocando mesmo muitos deles na rua, tentando sobreviver da mendicidade


p.s.
Se neste Natal eu não puder dar uma prenda ao meu filho, tenho pena, mas nada me pesa na consciência. Quero saber é o que dirão aos seus filhos, aqueles que puseram estes Srs. a governar o País ?

30 de junho de 2011

Eis a chave do sucesso.


Caros colegas de fortuna, eis aqui a nossa chave para o sucesso. Peço desculpa pela má qualidade da imagem, mas a verdade é que eu não sei fazer mais e melhor e a minha pachorra para estes softwares de imagem e/ou texto é nenhuma !

29 de junho de 2011

Vamos lá enriquecer.

Caras amigas e amigos, hoje não há cá conversa de política ou de qualquer outra coisa que não seja dinheirinho.
Sim dinheirinho !
Na próxima 6ª feira, estarão em jogo no Eurmilhões qualquer coisa como 152.000.000€ !
O desafio que aqui vos deixo é que façamos em conjunto uma chave para ver se limpamos a massa.

Eu deixo já aqui o número em que vou apostar : 2

Os próximos 4 que por aqui passem e queiram apostar, deixem um número também para o sector dos números (1 a 50), depois, os restantes 2 que faltam para concluir a chave, apostarão para as estrelas (1 a 11).

Eu coloco a aposta via on-line, não se preocupem com os 2€ que eu assumo essa despesa e o prémio (que vai sair de certeza) divide-se depois pelos 7 apostadores de forma equitativa. 
Está lançado o repto que, espero, seja para além de engraçado e original, uma forma de .... deixa cá fazer as contas ... dar a ganhar a cada um dos apostadores qualquer coisa como .... 21.714.285.71€.

Vá ! não me deixem ficar mal visto e ... boas apostas.

27 de junho de 2011

Verdadeiro Socialismo, uma inevitabilidade.


Se até aqui já eram constantes as intervenções ultra-liberais de João César das Neves, em especial na sua coluna de opinião no DN, agora, após a vitória da nova AD nas últimas eleições legislativas, as suas intervenções, mais que constantes tornaram-se insuportáveis.
Não me fere que pensem de forma diferente da minha, aceito-o como é óbvio, até porque muitas foram as vezes em que aprendi bastante através do que ouvi ou li a quem aborda determinados temas de forma diametralmente oposta àquela que eu o faço.
O que me custa ler e/ou ouvir são argumentações manhosas, como esta que o JCN teve no DN, e onde joga apenas com a sua esperteza e com um discurso populista tentando assim defender a sua liberal dama.
Raras são as vezes que concordo com o que JCN diz ou escreve, mas sempre lhe reconheci inteligência. O que eu não suporto e até abomino é a esperteza saloia, e neste momento JCN usa e abusa desta em detrimento de algo bem mais nobre e necessário a este país, que é a inteligência.
Não acredito que JCN não saiba distinguir Socialismo de Competência, e ele sabe bem que todos (sublinho todos) os Governos PS em Portugal foram incompetentes e que nunca puseram em prática de forma correcta, concreta e efectiva o verdadeiro Socialismo. Nem tal seria possível, porque a verdadeira génese ideológica e partidária do PS está bastante distante daquele Socialismo a que JCN se refere, de forma jocosa, depreciativa, mas intencional, no seu artigo.
O objectivo de JCN é claro e obedece na perfeição ao que ultimamente se tornou por demais evidente para quem acompanhe com atenção este “fenómeno” dos comentaristas/analistas políticos em Portugal.
Mais que bater no moribundo PS, o objectivo desta gente é começar desde já a criar uma imagem dantesca dessa coisa maléfica que é o Socialismo, ou melhor ainda, do Estado Social.
Sabem estes Srs. e os seus mandantes, que quando as suas políticas ultra-liberais entrarem em acção o Povo reclamará e tenderá, se nada for feito em contrário, a considerar a hipótese de optar pelo verdadeiro Socialismo, desviando o seu sentido de voto para a única força política em Portugal que defende, e que mais que defender será capaz de levar à prática esse mesmo Socialismo e que é, obviamente, o PCP.
Ainda agora começaram, mas já estão cheios de medo, porque sabem da inevitabilidade que os espera.

p.s.
Há vários JCN's por aí, socorri-me deste em especial porque de entre os muitos que há, este será por ventura daqueles que mais mal me faz ao fígado.

22 de junho de 2011

Fechado para balanço.

O Governo tomou posse (já não há volta a dar), o Benfica abriu hoje as "oficinas" e dá assim inicio a essa coisa da pré-época, o calor está para ficar, e eu, perante toda esta "normalidade" aproveitei para meter um diazinho de férias na 6ª Feira de forma a fazer a "ponte" (coisa que o Sr. 1ºMinistro já avisou que vai acabar), encerrando aqui o tasco para "balanço" ... do corpo e da alma.

2ª feira, cá estarei, nem que seja para anunciar que fui o feliz contemplado com o Jackpot do Euromilhões desta próxima 6ª Feira.

21 de junho de 2011

Ei-lo !


Bem vindo, Verão !

20 de junho de 2011

Mais um assassiNATO !

Já por várias vezes manifestei aqui o meu repúdio pelas vergonhosas actuações da NATO ao longo dos anos.
Uma máquina de guerra assassina, invasora e violadora das mais elementares regras, leis e protocolos estabelecidos a nível mundial com vista à manutenção da Paz.
Aceito, como em qualquer outra matéria, que haja quem pense de forma contrária e veja na NATO aquilo que eles apregoam ser, uma força de manutenção e regulação da Paz no Mundo.
Mas uma coisa é certa, contra factos não há argumentos, e ontem, mais uma vez, a NATO, numa intervenção assassina acabou por matar 5 civis Líbios que se encontravam no conforto dos seus lares.
Nem vou aqui discutir da justiça ou injustiça, ou melhor, da legalidade ou ilegalidade em que têm ocorrido as acções militares da NATO na Líbia.
Muito menos vou dissertar sobre a mais que evidente conivência dos órgãos de comunicação social que, regra geral, são manietados de forma a influenciarem a opinião pública mundial favoravelmente em relação à NATO e às suas intervenções.

Ainda assim, mesmo com todo este controlo de informação, os erros, as atrocidades e os atropelos à lei por parte da NATO são tantos, e ocorrem com tanta frequência, que se torna impossível (para eles) evitarem que (algumas) notícias se vão espalhando mundo fora, e fiquemos todos a saber que a NATO é, efectivamente, useira e vezeira na “arte” do assassínio de civis inocentes.

Numa simples busca pela net procurando notícias que comprovem aquilo que agora acabo de afirmar, encontrei estes 3 exemplos do que aconteceu desde Abril até agora :


E reafirmo, isto é o que se sabe, fora aquilo que nunca viremos a saber.

Paz sim, Nato não !

17 de junho de 2011

E porque hoje é Sexta ...


Quando hoje li esta notícia dei por mim a pensar alto :

- Que raio ! mas quando é que alguém põe termo a este flagelo em Santa Comba. Já aqui há uns anos houve lá uma “moça” destas que pariu um sacana dum gaiato que andou mais de 40 anos a moer-nos o juízo !

16 de junho de 2011

Pensamentos.

A noção de que algo é finito sempre despertou em mim uma necessidade indómita de apreciar esse bem com redobrada atenção e apurando ao máximo todos os sentidos, para dai poder extrair o maior dos prazeres.
O último copo tirado duma garrafa de vinho de qualidade superior, por exemplo, leva-me a saboreá-lo com redobrada atenção, enchendo todos os cantos da boca com aquele maravilhoso néctar, apurando as minhas papilas gustativas, e soltando no fim, invariavelmente, a frase “deste, já não há mais” em homenagem ao saudoso António Silva, no seu Pátio das Cantigas.
Quando faltam 3 ou 4 dias para acabar as férias, todos os meus sentidos se alvoraçam no sentido de aproveitar até à exaustão aquele pouco tempo que falta. O sol parece-me brilhar mais nesses últimos dias, os cheiros a mar e a campo que pairam no ar parecem-me ser os melhores de sempre, e até o maior dos contratempos que me possa acontecer nesses últimos dias não assume proporção superior a uma pequena aventura, sem importância alguma e que até serve para agradável memória futura daquelas férias.
A última colherada naquela maravilhosa mousse de chocolate tem, para mim, um ritual do qual não abdico. A colher vem cheia até não poder mais, e a boca fica atafulhada de doce levando assim mais tempo a ser ingerida e permitindo-me um prazer mais prolongado.

No outro dia, assim do nada, dei por mim a pensar pela primeira vez e duma forma muito concreta que sou finito, que um dia, que espero esteja longe, muito longe, também eu me finarei.
Não sei se isto é coisa de quarentão, ou se simplesmente só agora começo a largar o meu lado mais gaiato e a perceber que afinal não sou aquele super-heroi da Marvel.

Seguindo o mesmo critério que tenho para o tal vinho, para as tais férias, para a tal mousse, dei por mim a pensar que, na impossibilidade de saber quando é que esta viagem acaba, o melhor é começar a encher a boca com o vinho da vida, a fazer de todos os dias uns maravilhosos dias de férias, e a empanturrar-me do doce sabor que é estar vivo.

Ainda não consegui foi transformar os inúmeros contratempos em pequenas aventuras, mas também, penso eu, tenho tempo para lá chegar, que isto se fosse tudo assim tão simples de alcançar acabava por nem ter piada embarcar na viagem, não acham ?

14 de junho de 2011

As tardes da Ana Gomes.

A Dra. Ana Gomes é mesmo um case-study do nosso panorama político.
Primeiro, porque na sua forma exuberante de se exprimir, roçando muitas vezes a má educação, bastas foram as vezes em que fiquei na dúvida se estaria perante um discurso dum agente político ou se, por engano, teria mudado de canal e estaria a ver “As tardes da Júlia”.
Segundo, porque a capacidade de proferir as maiores atoardas de forma tão convincente, me levam a pensar que estamos perante um verdadeiro caso clínico que, infelizmente, ninguém do Largo do Rato ainda se preocupou em ajudar.
Na semana passada, fomos mais uma vez presenteados com uma das suas pérolas, quando alegou, e bem, que o Dr. Paulo Portas não deveria assumir nenhum cargo governamental por causa dos inúmeros casos de dúvida legal que sobre ele incidem, como aqui se pode constatar.
Tem toda a razão a Dra. Ana Gomes, aqui nada a apontar. Acrescento apenas um parêntesis relativamente à questão de comparar o caso de PP com o de DSK, porque aí, das duas uma, ou ela sabe mais do que nós sabemos e deveria formular queixa nas devidas instâncias, ou então, é pura má língua e nesse caso deveria ser PP a apresentar queixa nas mesmíssimas instâncias.
Agora, o que eu gostaria de perguntar à Dra. Ana Gomes era se nos últimos 6 anos ela esteve hibernada, ou se sofreu, recentemente, algum episódio de amnésia aguda ?
Seguindo o seu raciocínio, quantas foram as ocasiões em que o seu ex-líder partidário, José Sócrates, no tal período de 6 anos, teria que ter entregue a “pasta” ?
Ele foi e Licenciatura que tirou a um Domingo e com um Inglês Técnico duvidoso, ele foi o Freeport, ele foi a casa luxuosa onde vive e que não consegue explicar como a adquiriu, ele foi as PT’s e os Pedros Soares, ele foi os Varas, ele foi …

Francamente Dra. Ana Gomes !
Eu até consigo entender a sua frustração com o resultado das últimas eleições, e o desgosto que isso lhe possa ter causado, mas faça-nos o favor de tomar a medicaçãozinha a tempo e horas e poupe-nos a estes devaneios.

8 de junho de 2011

Islândia, fiel amiga.

Saudoso que ando de comer uma bela posta do fiel amigo, meto pés a caminho e vou até à Rua do Arsenal comprar um belo exemplar Islandês, que nos dias que correm é de qualidade bem superior ao famoso Norueguês. Com melhor seca e postas que lascam mais ao meu gosto.
Com o embrulho debaixo do braço e já a pensar no manjar dos deuses que hei de ter, dirijo-me calmamente até á estação do Metro.
Pelo caminho, paro ainda no quiosque e dou uma vista de olhos nos jornais quando, de repente, a minha atenção se foca neste artigo do JN.
Compro o jornal e leio a notícia logo ali, que o Metro pode esperar.

Ele há coisas ! Então não é que afinal temos algo mais que importar da Islândia para além do nosso fiel amigo.

7 de junho de 2011

Parece que és bruxo !

No passado Domingo, aquando do discurso de demissão de José Sócrates, foi perceptível um indisfarçável esgar de doce vingança e de sabor a vitória futura, tão típico da personalidade de “animal político” que o caracteriza.
A coisa foi para mim tão óbvia que não resisti a fazer o exercício de adivinhação que abaixo descrevo e que, penso eu, poderá explicar o que motivou tal “fácies” por parte do (temporariamente) demissionário José Sócrates.

Os tempos que se seguem serão, sem sombra de dúvidas, de grande perda de qualidade de vida para os Portugueses, a contestação será muita e em crescendo, e a popularidade do PSD e do CDS-PP conhecerão apenas o caminho descendente.
Paralelamente, o PS passará nos próximos tempos por um período de “Incineração de Líderes” idêntico àquele que o próprio PSD passou até há bem pouco tempo, sendo que, o primeiro que se apresta à sua “cremação política” é o pouco “Seguro” António José.
Assim sendo, estão criadas as condições para que José Sócrates possa, com tempo e com a sua reconhecida “argumentária”, preparar a sua candidatura, e quase certa vitória, a próximo Presidente da Republica.
A crise e a contestação social que seguramente iremos ter jogarão, no futuro e em termos de opinião pública, a seu favor relativamente a qualquer candidato que surja por parte do PSD. Se juntarmos a isso a mais que expectável incapacidade de surgir um líder carismático do PS nos próximos tempos, então, Sócrates terá assim preparado cocktail-político que o elevará, aos olhos de muita gente, à condição de figura única capaz de salvar o partido e o país.
Nos tempos mais próximos nem ouviremos falar de Sócrates mas, a seu tempo, e com precisão cirúrgica, ele aparecerá, qual “salvador da pátria” e experimentará aí o doce sabor da vingança sobre a Cavacal figura que por ora se senta nos jardins de Belém.

6 de junho de 2011

Estranha forma de vida.

Sensação estranha esta … mas explicável.
A saída de cena dum 1º Ministro e dum Governo que ficarão para a história como os maiores malfeitores que o Povo Português conheceu desde Abril de 74, seria motivo mais que suficiente para hoje me sentir feliz, revigorado e esperançoso.
A verdade é que acordei estranho, nada feliz, muito menos revigorado e tendo como esperança apenas que a minha saúde me não falte, nem a mim nem aos meus.
A entrada em cena do mais que expectável Neo-Liberalismo selvagem do futuro governo “AD”, é algo que me deixa a certeza (nem expectativa é, é mesmo certeza), que os Portugueses deram um valente tiro nos pés quando ontem foram às urnas, e quando não foram às urnas (esta abstenção chega a levar-me a pensar que a obrigação legal de votar era capaz de ser um mal menor).
A perda de direitos dos trabalhadores vai ser o prato diário servido aos Portugueses, a sua total subjugação aos caprichos dos patrões será uma certeza, e a diminuição de salários será a sobremesa com que os Portugueses serão presenteados.
Todas estas certezas me deixam neste estranho estado emocional com que acordei hoje.
Tínhamos tudo para hoje acordarmos bem dispostos, mas os Portugueses teimam em ser um Povo melancólico, fatalista e sempre dispostos a viver subjugados ao poder de quem os castiga.

Estranha forma de vida esta !

4 de junho de 2011

Boa reflexão.

Camaradas e amigos, que este seja um Sábado de boa reflexão para todos vós, e que no Domingo possamos, todos juntos, optar pelo melhor para o futuro de Portugal.
E na 2ª feira cá estaremos, também todos juntos, prontos para arregaçar mangas e trabalharmos e lutarmos pelo Portugal que todos desejam.


2 de junho de 2011

Últimas "balas".

A 72 horas de irmos exercer o nosso direito e o nosso dever de voto, já pouco mais se me oferece dizer sobre a necessidade de votarmos contra aqueles que nos trouxeram até ao calamitoso estado actual do país.
Todos aqueles que no próximo dia 5 votarem no PS, ou no PSD, ou no CDS-PP, perderão, depois, o direito de poderem reclamar contra situações como esta.
Votar na nossa "troika" é dar condições para que esta gente se perpetue no poder e nos continue a empobrecer a cada dia que passa.

1 de junho de 2011

Feliz como uma Criança.

Oh! A idade venturosa da infância! Onde há outra mais feliz e mais tranquila, mais sorridente - isto é, mais egoísta?... Em volta de nós podem suceder as piores catástrofes. Se elas nos não arrancam nem os brinquedos nem os bolos, não nos atingem de forma alguma... não as compreendemos sequer...
Quando muito, correm-nos lágrimas vendo chorar as nossas mães. No entanto, é só ainda vagamente que percebemos a dor humana. Por isso as nossas lágrimas secam depressa diante dos brinquedos. E se o quadro em que nos agitamos é risonho, a infância tansforma-se-nos então num jardim maravilhoso. Para as crianças felizes, só para elas, existe realmente um céu - o ceú dos seus primeiros anos.

Mário de Sá-Carneiro, in "O Incesto"

30 de maio de 2011

Desviar é preciso.

Há dois anos atrás fiz obras de remodelação na minha casa.
Com tanto mexe e remexe, numa tentativa de ganhar espaço onde ele praticamente já não existia, a porta da casa de banho acabou por ser ligeiramente desviada para o lado esquerdo.
Normalmente acordo a meio da noite para ir à casa de banho, e tenho por hábito fazer o trajecto do quarto até à casa de banho às escuras, pois o caminho não engana.
Com a tal alteração da porta da casa de banho, nas primeiras semanas após as obras fartei-me de embater contra a ombreira do lado direito da porta.
Como não sou masoquista, acabei por perceber que tinha de ganhar o hábito de me desviar mais para a esquerda para não continuar a magoar-me.
Hoje, entro e saio daquela porta, às escuras e de olhos fechados, sem lhe tocar e sem me magoar.

Eu pergunto-me :

- Num país que parece andar constantemente em obras de remodelação, e onde o povo anda há 35 anos a embater no lado direito, o que é que falta para começarem a desviar-se um bocadinho mais para a esquerda ?

Vejam lá se atinam ! é que com 35 anos de nódoas negras, ainda a coisa é capaz de começar a gangrenar.

27 de maio de 2011

E porque hoje é Sexta ...

Eu já andava baralhado com alguns dos acontecimentos e comentários ocorridos nesta campanha eleitoral, mas ontem, confesso, fiquei completamente "à nora".
O Dr. Passos Coelho, com a campanha já a todo o gás, veio agora sugerir que se referendasse o aborto.

Então, mas não é isso que vamos todos fazer no próximo dia 5 ?

Eu pelo menos tenciono dizer que não a este aborto !

24 de maio de 2011

Auroras.


Manhãs que nascem tortas
Noites de tormentos
Personalidades retortas
Turbilhão de sentimentos

Melhor seria não ver
Não ouvir nem sentir
Para depois não sofrer
Com todo este devir

Olhas o futuro
Lembras o passado
O presente obscuro
Traz-te amargurado

Soltas o grito
Corres desenfreado
Sentes-te aflito
Cais desamparado

Sonho ou realidade ?
Que importa isso agora
Vale apenas a verdade
Que te traz a nova aurora

23 de maio de 2011

Não basta reclamar.

Os números não mentem, a crise em Portugal é real, existe mesmo, e não há como camuflá-la.
As longas e eternas discussões sobre quem foram os principais responsáveis por termos chegado onde chegámos têm sido feitas um pouco por todo o lado, e com resultados que, até ao momento, em pouco ou nada contribuíram para que pudéssemos sair desta complicada situação.
À medida que se aproxima o dia 5 de Junho, é cada vez mais audível a voz de descontentamento do Povo Português.
Ouve-se a voz que reclama do elevadíssimo nível de desemprego, da crescente precariedade naqueles que ainda vão trabalhando, do aumento generalizado dos preços e em particular nos bens essenciais e na saúde.
E eu concordo com estas vozes de descontentamento. Todos os que aqui me seguem sabem bem o quanto defendo o verdadeiro Estado Social, o quanto defendo as políticas de esquerda que visam a defesa dos direitos e garantias dos trabalhadores, o quanto defendo que a riqueza produzida deverá ser distribuída de forma mais equitativa.
Mas uma coisa é certa, as políticas de esquerda, e essencialmente estas, fazem-se para o Povo mas também com o Povo. O Povo tem de ser participativo e ajudar a que a implementação destas políticas se faça de forma crescente e adequada. Não podemos, nem devemos, pedir que nos governem com políticas de esquerda, e comportarmo-nos depois como verdadeiros liberais, fazendo do despesismo, do consumismo supérfluo e desnecessário um modo de vida quotidiana.

Meus caros, “sol na eira e chuva no nabal”, é coisa (quase) impossível de alcançar nos modelos políticos e sociais.

Exigimos combustíveis mais baratos, e exigimos também mais e melhores transportes públicos, mas todos os dias de manhã os engarrafamentos para se entrar nas grandes cidades são enormes, e com a esmagadora maioria dos carros apenas com o condutor como ocupante.
Que mensagem passamos nós para quem nos governa com isto tipo de comportamento ?

Exigimos mais e melhores Escolas públicas, mas a classe média remediada (que tende a acabar vertiginosamente) empenha-se até ao tutano para colocar os filhos no Colégio A, B ou C.
E mesmo aqueles que têm os filhos no Ensino público, quantas vezes por ano se deslocam à Escola dos filhos ? quantas vezes participam activamente na relação que deveria existir Escola-Família ?
Que mensagem passamos nós para quem nos governa com isto tipo de comportamento ?

Queixamo-nos dos elevadíssimos preços dos bens alimentares, mas os cafés e pastelarias estão à pinha logo pela manhã com gente a tomar o pequeno-almoço fora de casa ?
Que mensagem passamos nós para quem nos governa com isto tipo de comportamento ?

Mais, muito mais haveria para apontar relativamente a todo este tipo de comportamento que urge corrigir na nossa sociedade, porque não basta protestar, há que agir de forma a que o nosso protesto seja legítimo e possa ter o peso que se pretende junto de quem governa.
São pequenos passos que teremos de ir dando rumo a um desenvolvimento social e humano que nos conduzirá, no futuro, a uma melhor e mais justa sociedade.

E por fim, não queria deixar de salientar o comportamento que mais me custa observar no Povo Português e que, esse sim, não pode continuar a acontecer sob pena de jamais nos reerguermos deste cenário de crise.

Exigimos melhores políticas. Exigimos políticas mais justas e honestas. Exigimos políticas que conduzam ao desenvolvimento do país, mas depois, quando chamados a votar, continuamos a dar votos àqueles de quem reclamamos.
Que mensagem passamos nós para quem nos governa com isto tipo de comportamento ?

19 de maio de 2011

Willkommen in Portugal.

Nunca como agora me pareceu tão oportuno que o Governo Português gastasse algum dinheiro do seu (parco) orçamento numa visita de Estado.
Não ! não os quero pôr a voar daqui para fora, ou por outra .. até quero, mas não assim.
Proponho que o Governo Português se disponha a custear uma visita do Estado Alemão ao nosso país.
E se não for pedir muito, gostaria que me contratassem como cicerone dessa visita da Sra. Merkel a Portugal. Não cobrarei nada, e acreditem, simpatia, conhecimento profundo do nosso território e do nosso tecido social não me faltam.
A visita, com o intuito de mostrar o Portugal real à Sra. Merkel, começaria logo dentro do aeroporto, onde teríamos oportunidade de mostrar à Sra. Merkel as condições, em termos de meios físicos, horários e contrato de trabalho precário, em que trabalham os funcionários de terra nos nossos aeroportos, e o salário que recebem comparado com os seus colegas de profissão Alemães.
Seguiríamos para um típico restaurante Português, onde a Sra. Merkel poderia degustar a nossa bela gastronomia e também constatar que o típico empregado de mesa Luso, de calcinha preta e camisinha branca, apesar de trabalhar 9 a 10 horas por dia e receber por isso ordenado mínimo nacional, supera, e de que maneira, em termos de simpatia e bem servir, o sisudo empregado de mesa Alemão que, nalguns dos casos, ganha mais por mês que o dono do restaurante Português onde ela se encontra.
Durante a tarde, e para ajudar à digestão, a comitiva seguiria rumo ao interior do país, visitando uma (das poucas que a UE ainda não nos encerrou) unidade agrícola da região. Aí, a Sra. Merkel poderia constatar in-loco o que é trabalhar num horário de “sol-a-sol” e muitas vezes sob um abrasador sol de 40º, e tornar a receber ordenado mínimo nacional.
Quando fossem por volta das 19 horas, levaria a Sra. Merkel num périplo pelas instalações dos serviços centrais de alguns dos nossos Bancos e Seguradoras. Assim, a Sra. Merkel entenderia muito melhor o termo “trabalho extra não remunerado”.
O Jantar seria servido a bordo duma (das poucas que a UE ainda não mandou abater) traineira Portuguesa, para que a Sra. Merkel pudesse sentir o que é ser pescador em Portugal e não ter ordenado garantido e poucas ou nenhumas ajudas do Estado, neste que deveria ser um dos sectores mais protegidos do país. Talvez assim desse mais valor ao sarguinho fresco que comeu ao almoço, servida pelo tal indivíduo de calça preta e camisa branca.
De madrugada, e de volta a terra, levaria a Sra. Merkel num giro da nossa PSP ou GNR por um dos muitos bairros problemáticos, assim, teria oportunidade de fazer um verdadeiro 2 em 1, ou seja, podia ver as magníficas condições em que trabalham as nossas forças de segurança, bem como, verificar in-loco como (sobre)vive a maioria dos trabalhadores da construção civil em Portugal.
Tinha pensado servir-lhe o pequeno-almoço numa das cantinas das fábricas de calçado Portuguesas, mas infelizmente o patrão encerrou a cantina, justificando-se com a necessidade imperiosa de redução de custos.
Queria mostrar-lhe mais coisas, mas depois do pequeno-almoço a Sra. Merkel pediu-me que a levasse de volta ao aeroporto.

Confessou-me, em surdina, que depois do que viu queria meter pelo menos 22 dias férias e que quando regressasse se reformaria, tivesse ou não idade para isso !

Coitada da Sra. !

p.s. (isto dos ps's começa a tornar-se um perigoso hábito por aqui)
A Sra. Merkel insistiu que não queria prendas nenhumas, mas não resisti a esconder-lhe na mala de mão um exemplar da nossa bela loiça das Caldas.
Aquelas férias vão ser cá um regabofe !!!

17 de maio de 2011

Zé. Simplesmente Zé !

O Zé, movido pela loucura do crédito fácil, chegou a uma situação catastrófica onde os ganhos já não chegam para fazer frente aos gastos. A família do Zé encontra-se agora à beira do colapso, e já nem os bens alimentares mínimos são uma certeza para eles.
Aflito, e sem ter como solucionar a situação pelos seus próprios meios, o Zé decidiu pedir ajuda ao seu Patrão.
Solícito como sempre, o Patrão perguntou-lhe :

- Ó Zé, então diz-me lá rapaz, quanto é que tu deves ao todo, que é para eu te emprestar o dinheiro para tu resolveres a questão ?
- Patrão, ao todo devo 100.000€, com uma taxa de juro de x%
- Epá ! isso é massa como o caraças ! Mas deixa lá que eu vou ver o que te posso fazer.

O Zé lá foi para casa, coraçãozinho apertado, na esperança de que o Patrão o pudesse ajudar naquela hora tão difícil.
No dia seguinte o Patrão manda chamar o Zé.

- Olha Zé, estive a analisar o teu caso, e penso que te posso ajudar.
- Ai Patrão, Deus o ajude, diga lá então como é que vai ser ?
- Fazemos assim Zé, eu empresto-te o dinheiro todo que precisas e tu abates de imediato as tuas dívidas junto dos credores.
Mas temos de combinar aqui duas ou três coisitas.

1º Dado que te estou a emprestar o dinheiro todo, hás de compreender que eu te cobre juros no valor de x+y%. Onde x é o valor que já pagavas anteriormente aos credores, e y … olha, considera o y como o meu spread pá !

2º Dado que te estou a ajudar agora, os aumentos anuais que eu te dava, ficam congelados para os próximos 3 anos.

3º Uma vez que te estou a dar a mão, tens de aceitar que a partir de agora o teu horário de trabalho passe das 40 horas semanais, para aquelas que forem precisas, sabes que estamos cheios de trabalho e eu conto contigo para fazer a empresa andar para a frente.

O Zé, encantado com a amizade do seu Patrão, e livre que se via naquele momento dos credores que até ali o perseguiam, nem pensou duas vezes.
Aceitou prontamente as condições propostas e lá seguiu para o seu posto de trabalho.
No dia seguinte, pela manhã, dirigiu-se aos bancos e empresas de crédito e saldou todas as suas dívidas.
Quanto despachou o último desses assuntos, o Zé sentia-se outro, o ar da rua era mais leve, e a felicidade estava estampada no seu rosto.
Durante aquele 1º mês, a vida do Zé era outra, mais feliz, desafogado, o Zé encarava agora a vida com outros olhos.
Os problemas (re)começaram precisamente quando recebeu o 1º ordenado já nas novas condições que o Patrão lhe propusera.
Automaticamente o Patrão tinha feito os descontos do empréstimo no seu ordenado, e foi só aí que o Zé percebeu que afinal lhe sobrava ainda menos dinheiro que nos meses anteriores.
Aflito, começou finalmente a ver que aquela ajuda do Patrão era bem capaz de lhe ter estragado ainda mais a vida.
O que fazer ? pensou o Zé.
Já sei ! vou arranjar um 2º emprego, trabalho como um doido, mas hei de arranjar maneira de pagar o que devo.
Mas logo se lembrou que essa solução se tinha tornado impossível desde que o Patrão o ajudou. Então ele agora passou a entrar às 7:00, e raras têm sido as vezes que sai de lá antes das 21:00.
Que diabo ! como é que eu resolvo isto ? pensava o Zé.

A verdade é que não resolveu, a situação tornou-se insustentável e o Zé não resistiu a tanta pressão. Sucumbiu ontem, pelas 21:30 quando regressava a casa.
O médico legista diz, no relatório da autópsia, que a causa da morte se deve a níveis elevados de stress, cansaço acumulado extremo, má nutrição e problemas respiratórios graves provocados pela inalação de químicos usados na fábrica do seu Patrão.

p.s.
para melhor compreensão deste texto recomenda-se que :
1 - Onde se lê Zé, se passe a ler, Portugal.
2 - Onde se lê Patrão, se passe a ler, FMI/UE/BCE.

15 de maio de 2011

Dianne Reeves - I put a spell on you.

De facto, a voz da Dianne Reeves é um "feitiço" do qual nunca mais nos livramos depois de a ouvir uma primeira vez.

p.s.
o "velhinho" da guitarra (que não faço ideia quem seja), é uma malha e tanto !

11 de maio de 2011

Geração Tacho

Após a adesão de Portugal à EU, o país conheceu efectivamente uma época de (aparente) crescimento, aumentaram os empregos, aumentaram os ordenados, e paralelamente aumentaram os tão propalados “tachos”.
O dinheiro dos subsídios corria livre e a bom ritmo, e os “boys” foram-se instalando e disseminando a sua presença no tecido empresarial nacional, fosse no Estado, fosse no sector privado.
Durante quase 30 anos as empresas cresceram, não tanto pela boa gestão, mais pela facilidade com que as mesmas acediam a créditos que camuflavam as más práticas de gestão.
Nessas más práticas de gestão, destaco o “factor-cunha” o “apadrinhanço”, vulgo “o tacho” que é hoje, a meu ver, o maior cancro do nosso tecido empresarial.
Ao longo destes quase 30 anos a generalidade das empresas funcionou em moldes que vão contra as mais básicas regras de boa gestão, invertendo a pirâmide hierárquica e chegando ao ridículo de, em boa parte delas, o número de chefias ser superior ao número de chefiados.
As coisas foram funcionando por dois motivos.
O primeiro, já aqui enunciei, assentava na facilidade dos créditos que permitiam desafogo de tesouraria.
O segundo motivo, assentava na existência de pelo menos um “carolas” por equipa de trabalho que ia fazendo a máquina andar. Estes carolas foram subsistindo até muito recentemente, ora movidos pelo gosto pessoal de aprenderem e evoluírem, ora movidos por umas “migalhas” que lhes iam sendo atiradas na forma de prémios anuais de produtividade, mas que hoje se sabe, eram sempre valores na ordem dos 10%, ou menos, daquilo que os “entachados” recebiam, através da exploração do trabalho dos “carolas”.
Acontece que esses “carolas” estão hoje todos na casa dos quarenta e muitos anos, cinquenta anos, cansados, desgastados e revoltados com o estado das coisas, decidiram agora, na sua esmagadora maioria, cruzar braços e deixar “correr o marfim”.
Esta situação é notória em praticamente todos os sectores, e daqui advém aquele que eu considero ser o maior motivo de preocupação para a retomada que se pretende para o país.
A força motriz que ia fazendo a máquina andar, desacelerou, e nalguns casos parou mesmo, e com isso o país está em nítida desaceleração produtiva.
As gerações mais novas que temos agora no mercado de trabalho, e que têm entre os vinte e os trinta e poucos anos, já cresceu habituada ao “tacho” e visando quase sempre, não a sua evolução pelo saber, pelo conhecimento, mas sim pelo “esquema”, pelo “tacho”, e são, por força disso, gerações sem capacidade de resposta imediata para fazerem a máquina arrancar a pleno vapor.
E este é, para mim, um dos maiores motivos de preocupação em relação ao futuro de Portugal.
Esta política de “tachismo” criou (pelo menos) duas gerações que, na sua esmagadora maíoria, é compsota de “tacho-dependentes” desprovidos do know-how adequado que se exige para fazer avançar o país no sentido em que ele precisa avançar.
Preocupa-me muito saber quem é que vai ser Governo a partir de dia 5, mas começa a preocupa-me mais ainda saber quem é que vai fazer o país produzir ?

9 de maio de 2011

Triste Pedro !

O cronista, Pedro Marques Lopes, na sua habitual crónica no DN afirma que o Povo Português é uma «triste gente», isto porque, e segundo ele, na sua história recente esta triste gente apenas consegue tomar medidas geradoras de mudança quando as mesmas são emanadas do exterior.
E deu como exemplos as outras vindas do FMI, a adesão Europeia, e a entrada no Euro.
Eu gostaria de perguntar ao triste do Pedro se o 25 de Abril foi feito por "camones" ?
Ou será que o conceito de história recente do triste Pedro só reconhece aquilo que se passou de 1974 para a frente ?
Se calhar não é nada disto, não é triste Pedro ?
O mais certo é tu só poderes escrever aquilo que te mandam, sob pena de não escreveres de todo.

Triste gente esta, como o triste Pedro !

8 de maio de 2011

Portugal 1 - Finlândia 0.

Vão-me desculpar a falta de originalidade, mas não consegui resistir à tentação de divulgar, também aqui neste meu espaço, esta belíssima "bofetada de luva branca" aos nossos "amigos" Finlandeses.
Sempre abominei de forma veemente a ingratidão, e embora eu esteja longe de ser um Europeísta convicto, a verdade é que considero inaceitável a deplorável atitude que alguns Finlandeses (devemos resistir à tentação de tomar a parte pelo todo) tiveram em relação a um Estado Membro da UE que atravessa situação delicada, como é o nosso caso.

2 de maio de 2011

Terrorismo de rabo na boca.

Hoje, já por várias vezes vi, li e ouvi que a morte de Osama Bin Laden constitui um marco na luta contra o terrorismo.
É de facto estranho, para não dizer mesmo absurdo, que a morte (leia-se, assassinato) de uma pessoa constitua uma vitória contra o terrorismo.
Isto leva-me a equacionar se haverá dois terrorismos ?
Um bom, outro mau. Um aceitável, outro inaceitável. Um justo, outro injusto.
Alguém que, pelo que se supõe e pelo que vimos e ouvimos das suas intervenções junto das cadeias de televisão próximas da Al Qaeda, perpetrou e incentivou ataques terroristas como o 11 de Setembro nos EUA, ou o 11 de Março em Madrid, não pode, de facto, passar impune e deverá ser preso e julgado severamente.
Durante o processo de captura, pelos vistos, não foi possível evitar a sua morte, agora, não podemos (nós Ocidente) é achar que esta é uma morte legítima.
Para entendermos este tipo de questões é necessário, muitas vezes, invertermos as nossas linhas de raciocínio e colocarmo-nos no plano inverso.
Imaginem que eram, qualquer um de vós, uma criança Iraquiana de 10 anos de idade aquando da invasão do Iraque por parte dos EUA.
Imaginem que num dos raids aéreos dos EUA a vossa família é toda morta.
Essa criança cresce, inevitavelmente, de forma amargurada e revoltada com o que passou, e para ela, o Terrorista é o Bush, ou mais recentemente o Obama. E vão-lhe lá dizer o contrário ! então ela não viu os pais e os irmãos serem mortos por forças militares dos EUA ?
Imaginem que essa criança chega a um cargo de topo na hierarquia política do seu país e ordena que se capture e mate Barack Obama.
E imaginem que essa ordem é cumprida com total sucesso.
Que diriam então, nesse momento, aqueles que hoje afirmaram que a morte de Osama Bin Laden foi uma vitória na luta contra o terrorismo ?

O que ontem aconteceu jamais constitui uma vitória sobre o terrorismo, antes, uma perpetuação do mesmo, que ainda por cima elevará à condição de mártir a horrenda figura de Osama Bin Laden.

p.s.
foto "manhosa" e sem qualquer credibilidade a que consta neste post.